Paulo Martins em seu artigo nos diz que a cada 11 minutos perdemos uma propriedade leiteira, ou seja, perdemos 46.100 propriedades leiteiras por ano, e pergunta: é assustador não? Eu acho que não.
Vamos partir da hipótese que o produtor que está deixando a atividade é por que descobre que está perdendo dinheiro.
O que acho assustador é que a velocidade com que o produtor cai na real e descobre que perde dinheiro com leite é muito baixa.
Para produzir leite com eficácia para atender ao consumo interno acredito que não precisaríamos mais de 100.000 produtores, se estes tivessem eficácia, investissem e ganhassem dinheiro com o leite.
Estima-se que temos hoje 1,2 milhões de produtores. Mantida a velocidade de 46.100 produtores de leite deixando a atividade, vamos levar mais de 20 anos para chegar a uns 100.000 produtores eficientes. que poderiam ganhar dinheiro abastecendo o mercado interno, e até tendo excedentes para exportar.
E nesses próximos 20 anos continuaremos como nos últimos 30 anos, importando leite para atender o mercado interno e deixando de aproveitar as oportunidades para o País se tornar um importante exportador de leite e lácteos, deixando de gerar trabalho e renda no interior do País.
O que acho realmente assustador na pecuária de leite é que a baixa velocidade da percepção dos produtores que estão perdendo dinheiro, e que nesse andar da carruagem será necessário um tempo absurdamente longo para chegarmos a ter no País uma pecuária leiteira competitiva, capaz de abastecer as necessidades internas e exportar, o invés de importar leite.
E talvez o produtor de leite não perceba que não cobre seus custos totais e que está empobrecendo é por que, como disse um Deputado mineiro, não sabe fazer conta, ou o que é pior. a maioria talvez nem tenha registros para que possa fazer as contas.
Mas mais assustador ainda é o fato do Governo, da indústria e de entidades de produtores assistirem a isso, e, ou não perceberem a realidade da pecuária leiteira brasileira ou não terem a capacidade de promover as transformações necessárias para torna-la competitiva num prazo razoável.
Marcello de Moura Campos Filho
Vamos partir da hipótese que o produtor que está deixando a atividade é por que descobre que está perdendo dinheiro.
O que acho assustador é que a velocidade com que o produtor cai na real e descobre que perde dinheiro com leite é muito baixa.
Para produzir leite com eficácia para atender ao consumo interno acredito que não precisaríamos mais de 100.000 produtores, se estes tivessem eficácia, investissem e ganhassem dinheiro com o leite.
Estima-se que temos hoje 1,2 milhões de produtores. Mantida a velocidade de 46.100 produtores de leite deixando a atividade, vamos levar mais de 20 anos para chegar a uns 100.000 produtores eficientes. que poderiam ganhar dinheiro abastecendo o mercado interno, e até tendo excedentes para exportar.
E nesses próximos 20 anos continuaremos como nos últimos 30 anos, importando leite para atender o mercado interno e deixando de aproveitar as oportunidades para o País se tornar um importante exportador de leite e lácteos, deixando de gerar trabalho e renda no interior do País.
O que acho realmente assustador na pecuária de leite é que a baixa velocidade da percepção dos produtores que estão perdendo dinheiro, e que nesse andar da carruagem será necessário um tempo absurdamente longo para chegarmos a ter no País uma pecuária leiteira competitiva, capaz de abastecer as necessidades internas e exportar, o invés de importar leite.
E talvez o produtor de leite não perceba que não cobre seus custos totais e que está empobrecendo é por que, como disse um Deputado mineiro, não sabe fazer conta, ou o que é pior. a maioria talvez nem tenha registros para que possa fazer as contas.
Mas mais assustador ainda é o fato do Governo, da indústria e de entidades de produtores assistirem a isso, e, ou não perceberem a realidade da pecuária leiteira brasileira ou não terem a capacidade de promover as transformações necessárias para torna-la competitiva num prazo razoável.
Marcello de Moura Campos Filho