O capim paraíso....

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Desde o seu lançamento, várias vantagens do Capim Paraíso têm sido ressaltadas, principalmente seu potencial de produção e a possibilidade de plantio por sementes. Na última Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia, Vilela et al. (2002) apresentaram os resultados de um experimento onde se determinou o efeito da altura de corte sobre a produção e valor nutritivo desta gramínea.

O experimento foi desenvolvido em Igarapé - MG, em uma fazenda experimental da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. As alturas de corte testadas foram: 0, 20, 40 e 60 cm. O intervalo entre cortes foi de 45 e 60 dias para o período das águas e da seca, respectivamente. A Tabela 1 mostra a produção de matéria seca e a porcentagem de proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido do Capim Paraíso quando submetido às alturas de corte testadas. A partir dos resultados obtidos, os autores concluíram que a produção de matéria seca do Capim Paraíso é maior com cortes mais altos e que a altura de corte não influencia o valor nutritivo desta gramínea.

Tabela 1: Médias de produção de matéria seca (MS), de proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e de fibra em detergente ácido (FDA) do Capim Paraíso submetido a quatro alturas de corte.



Comentário dos autores: o Capim Paraíso é um híbrido entre o Milheto (Pennisetum glaucum) e o Capim Elefante (Pennisetum purpureum). A possibilidade de se obter híbridos de Capim Elefante e Milheto que aliassem o elevado potencial de produção do primeiro e a capacidade de produzir sementes viáveis do segundo foi bastante explorada em algumas regiões do Estados Unidos. A principal dificuldade encontrada nestes programas, no entanto, foi a baixa persistência dos híbridos obtidos. Infelizmente, o experimento desenvolvido por Vilela et al. (2002) é de curta duração e não permite uma avaliação da persistência deste capim em condições de campo. O período curto de avaliação, aliás, é uma característica comum à maior parte dos experimentos relacionados ao Capim Paraíso.

Como o Capim Paraíso têm despertado o interesse de técnicos e produtores, é importante que ele continue sendo avaliado em instituições de pesquisa que desenvolvam, principalmente, experimentos de longa duração.
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Material escrito por:

Marco A. A. Balsalobre

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Patricia Menezes Santos

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Sandro Miotto
SANDRO MIOTTO

CAIÇARA - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 23/03/2006

Sabemos dos resultados obtidos com o capim paraíso e suas vantagens. Porém, sabemos de novas variedades como o capim pioneiro, que possui produção maior, com PB maior, podendo esta chegar até 20% PB. Porém, pouco se houve falar sobre esta forrageira que em nossa região se utiliza muito com ótimos resultados.
Antônio Ricardo Evangelista
ANTÔNIO RICARDO EVANGELISTA

OUTRO - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 04/09/2002

Temos o paraíso no painel de plantas forrageiras do DZO/Ufla, onde estamos fazendo algumas observações sobre a longevidade das touceiras.

Apenas observações sem caráter científico e, até o momento, em três anos, não está havendo boa expansão das touceiras, mas estas estão sobrevivendo ao tempo, sob um regime de poucos cortes. O próprio Herbert Vilela, atento à necessidade de estudos mais completos, propôs que realizássemos um trabalho científico envolvendo o pastejo do Paraíso em comparação com forrageiras que são mais conhecidas. Porem, isto não foi considerado prioritário pela Matsuda. Assim, o meio científico, bem como os agropecuaristas, vão ficando sem informações mais completas.
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