Nutrição por categoria animal: matrizes

A categoria de matrizes é a mais numerosa do rebanho e a que demanda maiores recursos para ser alimentada. No entanto, os níveis nutricionais dessa categoria podem ser facilmente alcançados com pastagens tropicais em razoável estado de vegetação. Todavia, as pastagens apresentam capacidade de suporte extremamente variada conforme a sazonalidade de produção das forrageiras. Assim, o declínio de produção no período de seca das pastagens se reflete diretamente no estado geral dos rebanhos. Participe deixando a sua dúvida sobre este assunto!

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A categoria de matrizes é a mais numerosa do rebanho e a que demanda maiores recursos para ser alimentada. No entanto, os níveis nutricionais dessa categoria podem ser facilmente alcançados com pastagens tropicais em razoável estado de vegetação. Todavia, as pastagens apresentam capacidade de suporte extremamente variada conforme a sazonalidade de produção das forrageiras. Assim, o declínio de produção no período de seca das pastagens se reflete diretamente no estado geral dos rebanhos.

Economicamente, é imprescindível que as pastagens formadas sejam utilizadas plenamente, mas faz-se necessário o uso da suplementação alimentar nos períodos de entressafra das pastagens. Desta forma, se por um lado as exigências nutricionais das matrizes em manutenção podem ser supridas por pastagens de média qualidade, por outro, as demais fases do ciclo reprodutivo das ovelhas não podem ser desconsiderados.

Matrizes em gestação

É a fase, do ciclo produtivo, caracterizada como intermediária em termos nutricionais e pode ser repartida em duas etapas distintas: o início e o final do período gestacional. O início da gestação se caracteriza por ações hormonais importantes e exigências nutricionais pouco superiores às exigências normais de manutenção. A ação dos hormônios promove uma melhora no aproveitamento dos alimentos e as matrizes ganham peso e estado de forma mais acentuada.

Pastagens de qualidade mediana e suplementação mineral, em geral, são suficientes para manter a gestação em boa regra. No final da gestação, porém, há um acentuado desenvolvimento do feto (aproximadamente 70% de seu peso de nascimento). Nesta condição, a nutrição da matriz torna-se crítica, pois há grande ocupação do espaço abdominal com o útero expandido e, consequentemente, uma limitação física para o rúmen, fazendo com que as mesmas reduzam a ingestão de alimentos e tenham dificuldades de andar longas distâncias para se alimentar.

Nesses casos, deve-se recorrer à suplementação alimentar com alimentos conservados, como é o caso das silagens e fenos, que são boas fontes alternativas; no caso de cana-de-açúcar, é preciso fornecer concomitantemente um concentrado proteico ou NNP.

Matrizes em lactação

As exigências nutricionais das matrizes em lactação variam de forma expressiva ao longo das fases do ciclo produtivo. Na primeira fase do ciclo, que tem início com o parto, o nível de produção aumenta rapidamente, atingindo o pico entre a 6ª e 9ª semana. Entretanto, o pico de ingestão de alimentos não ocorre até o terceiro mês de lactação ou, às vezes, de 12 a 16 semanas pós-parto, de maneira que a ingestão de nutrientes só irá atender as demandas das matrizes quando a produção de leite estiver reduzida a 60-80% da produção no pico.

Nesta fase, as matrizes se encontram em balanço energético negativo e, para suprir este déficit, reservas corporais de gordura e proteínas são mobilizadas. As reservas são usadas com eficiência de aproximadamente 70% para a produção de leite, apresentando variações que podem decorrer do estado corporal da matriz ao parto ou do número de neonatos. Matrizes em bom estado corporal ao parto conseguem produzir mais leite, contudo, se os aportes nutricionais não forem suficientes para a manutenção da lactação, a perda de peso corporal da matriz pode ser drástica, a ponto de colocar em risco a sua integridade.

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Material escrito por:

Ingrid Monteiro Medina

Ingrid Monteiro Medina

Mestre em Ciências na área de concentração de Ciência Animal e Pastagens com ênfase em Ciência de Carnes (Qualidade Final)...

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Andressa Natel

Andressa Natel

Mestre em Zootecnia com ênfase em Produção Animal pela FMVZ/UNESP. Atualmente trabalha como consultora na Sima Consultoria.

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Oscar Julian Arroyave S
OSCAR JULIAN ARROYAVE S

INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 17/07/2013

Andressa, nós usamos um desvio de gordura pré-parto e pós-parto, 20-50 gramas / animal / dia, diminuindo o balanço energético negativo e condição corporal melhorar.
Carlos Francisco Geesdorf
CARLOS FRANCISCO GEESDORF

CAMPINA GRANDE DO SUL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 19/09/2011

Parabens pela matéria.

Gostaria que se fosse possível me enviassem um esquema de alimentação para confinamento de caprinos BOER, com quantidade de volumoso e de ração por cabeça.

Tenho silagem de milho e resíduo de cervejaria (cevada), gostaria de saber quanto coloco de um e de outro e quanto de ração com 27% de proteina.(soja e milho).

Obrigado.

Carlos    
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