Nova Zelândia: Estação de Monta

Blog Kiwi: Os produtores neozelandeses buscaram eficiência através da produção de leite estacional, onde o pico de produção de leite do rebanho ocorre junto com o pico de produção do pasto. Nesse caso, a produção de leite foi se moldando em estações de acordo com o clima, a produção do pasto e a fisiologia da vaca. No Blog Kiwi já mostramos a Estação de Vacas Secas e a Estação de Parição (Partes I e II). Neste texto, iremos abordar sobre a Estação de Monta. Por Eric Gandhi Silveira

Publicado em: - 8 minutos de leitura

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O maior fator que fez a Nova Zelândia ser o maior exportador mundial de produtos láteos foi a competitividade de preço dos seus produtos. Para isso, a NZ teve que ser eficiente em produção de leite a baixo custo. Sendo assim, os produtores buscaram essa eficiência através da produção de leite estacional, onde o pico de produção de leite do rebanho ocorre junto com o pico de produção do pasto. Desta forma, foi possível diminuir ou otimizar a suplementação. Nesse caso, a produção de leite foi se moldando em estações de acordo com clima, produção do pasto e fisiologia da vaca.

Neste blog já mostramos a Estação de vacas Secas, Estação de parição I e Estação de parição II. Neste texto iremos abordar a Estação de monta conhecida aqui na NZ como “mating”(acasalamento).

Nos textos Estação de Parição I e II vimos o quanto esta estação é trabalhosa. Em virtude disso, os produtores têm buscado uma estação de parição cada vez mais curta. Além disso, e o mais importante, é que quanto mais curta for a pariçao maior serão os dias em lactação do rebanho, uma vez que todas vacas são secas de uma vez ou em grandes grupos.

Cada dia a mais de lactação por vaca gera de 1,2 a 1,8 kg de sólidos de leite. Em um rebanho de 300 vacas daria uma renda extra de NZ$2340,00 a NZ$3510,00 com o pagamento de 6,50/kg de leite sólido.

Diante disso, muitos produtores passaram a induzir as vacas a parirem antes do prazo normal. No entanto, essa prática foi proibida em escala pela lei da NZ. É permitido até 20%, mas as autoridades estão discutindo em abolir de vez isso da NZ já que fazer as vacas abortarem não é uma imagem boa quanto ao bem estar animal. Nesse caso, a única maneira de se ter uma estação de parição curta é uma estação monta curta, porém sem perder eficiência.

Em geral, a estação de monta dura 63 dias com 42 dias ineminando e 21 com touros. Algumas fazendas fazem ciclos de 42 dias, com 21 dias de inseminção, mais indução hormonal de cio e mais 21 dias com touros. Deve-se acrescentar mais 21 dias de inseminação das novilhas que acontece antes das vacas. No entanto, isso ocorre nas fazendas arrendadas ou próprias fora da fazenda de produção de leite. As novilhas entram no “mating” mais cedo para ter mais tempo para recuperar o escore de condição corporal (ECC) ao parir e entrar junto com as vacas na próxima estação.

3 semanas antes do dia do “mating” todas as vacas tem a inserção da cauda pintada com a mesma cor para indentificação do cio. Pintando-se a inserção da cauda, a vaca terá tinta raspada quando for montada na manifestação do cio. É importande sempre renovar a tinta na vaca pois pode sair com o dia-a-dia. O cio é observado todos os dias pela manhã ou a tarde no momento da ordenha.








O observador fica em uma plataforma renovando a tinta e separando as vacas que manifestaram cio. A inseminação é feita após a ordenha com o inseminador terceirizado fornecido pela LIC (Livestock Improvement Corporation).O inseminador é negociado na compra do sêmen. Em torno de 70% do sêmen comercializado na NZ vem da LIC (veja mais informações sobre a LIC no texto “Melhoramento genético Kiwi: lucratividade define a seleção”). Depois de inseminada a vaca é pintada de outra cor que identifica que ela já foi inseminada.




Na última estação da NZ, realizou-se 1,34 inseminações por vaca (New Zealand Dairy statistics 2011-12) . Uma curiosidade é que o sêmen da LIC comercializado na NZ não é congelado e sim resfriado devido à estaçao de monta definida. O estoque de sêmen tem 7 dias de validade. Os produtores não armazenam o material, pois este chega junto com o insemindor na hora de inseminar. Na estação de monta, até os horários dos vôos podem ser alterados para atender a logística da LIC.

As novilhas não são pintadas, pois não tem como ficar renovando a tinta devido ao fato de não ocorrer o manejo de ordenha. Com isso, cola-se um adesivo na inserção da cauda dos animais. O adesivo já é próprio para identificação de cio. Existem dois tipos no mercado: um com uma raspadinha que quando a novilha é montada raspa o adesivo identificanco o animal em cio; outro com um compartimento de tinta, que quando a novilha é montada esse compartimento estora espalhando a tinta no adesivo indentificando o animal em cio. As novilhas são levadas no curral de manejo da propriedade todos os dias pela manhã ou à tarde para separar e inseminar os animais em cio.



Passado o período de inseminação, é feito o repasse com touros. Normalmente a relação touro vaca é de 1:100. Não se tem nessecidade de mais touros pelo fato de boa parte das vacas já terem consebido na inseminação. Em média, 95% das vacas são inseminadas com 70% de concepção. Geralmente faz-se dois grupos de touros por rebanho. Enquanto um grupo monta o outro fica separado das vacas descansando. Troca-se os grupos a cada 3 dias. Os touros são alugados para o serviço.

Com esses manejos, a taxa média de concepção na NZ tem sido 96%. Porém não existe “almoço de graça”. Não tem como alcançar bons índices de fertilidade sem um manejo alimentar adequado, além do melhoramento genético. Em média, as novilhas na NZ emprenham entre 14 e 16 meses. Chamo atenção que isso não ocorre esporadicamente. É uma media geral no país.

Novilhas que não emprenham na estação são descartadas para abate. Diga-se de passagem, possuem uma carne de boa qualidade. Levando em consideração que em média a bezerra leiteira kiwicross desmamada em torno de 3 meses com o peso vivo de 90kg e emprenha com 15 meses pesando em média 270kg, o animal teria 12 meses para ganhar 180 kg. Esse é um ganho diário de quase 0,5kg sem leite, passando o stress da desmama e à pasto. Para todas as raças, a desmama é feita com 20% do peso adulto e entram em estação de monta com 60% do peso adulto.

Na parição, em média, as vacas estão com um ECC em torno de 5 e 5,5 para novilhas. Até o “mating”perde 1ECC. A meta é que não mais de 15% do rebanho esteja com menos que 4 ECC. A Escala de ECC na NZ vai de 1 a 10 e cada 1ECC muda em torno de 6,58% de peso vivo do animal. Para a raça Jersey, pesando 425Kg, 1ECC=28kg de peso vivo; e 31Kg e 33kg de peso vivo para 1ECC da raça Kiwicross (475kg) e holandês-frisio(500kg), respectivamente. Para holanandês de linhagem norteamericana pesando 600kg, 1ECC=36kg de peso vivo .

O planejamento é sempre muito importante. No entanto, com o leite estacional neozelandês os prazos são muito mais curtos e as ações são feitas em todo rebanho. Não tem chance pra erro. Se errar, há reflexos em toda estação produtiva e em todo rebanho. Para consertar um erro, só planejando a próxima estação. No caso da estação de monta, as novilhas são preparadas desde dia que nascem. Caso falte alimento e as novilhas atrasem um mês, emprenhanhando junto com as vacas, elas irão parir juntas e as primiparas terão o mesmo tempo que as vacas para recuperar o escore corporal e entrarem juntos com as vacas na proxima estação.

As vacas são preparadas para o “mating” antes de parirem durante a estação de vacas secas. Em média, as vacas secam com ECC3. Para parir com um escore 5 elas precisam ganhar 13,16% de peso vivo em 60 dias de estação seca.

Para conseguir uma taxa de inseminação de 95% aos 21 dias de estação,  as vacas precisam estar paridas 60 dias antes do “mating”. Essa taxa cairia para 80% caso comece o “mating”aos 40 dias e 50% aos 20 dias. Uma pariçao tarde é consequência de uma concepção tarde durante a estação de monta anterior, provavelmente porque as vacas não ciclaram durante o periodo de inseminação anterior. O problema é um ciclo vicioso difícil de quebrar.

Aqui na Beith Farm, até a estação anterior era feita indução do parto até os 20% pemitido. Na próxima isso já não será mais nescessário. Durante a estação de vacas secas as vacas são separadas em dois grupos: os animais que parem na primeira metade da estação de parição, chamados de “early cows”; e outro grupo que pare na segunda metade chamado de “late cows”.

No artigo sobre estação de vacas secas mostramos que estes animais vão para outra propriedade chamada “run-off”. Esse manejo é muito importante para não ter que trazer todas vacas de uma vez do “run-off”, bem como para saber qual grupo de vacas irá parir primeiro e, portanto, planejar traze-las pra fazenda onde tem a estrutura de ordenha.

O “mating” aqui começou 21 dias após a parição. Com isso, as “early cows” já estavam ciclando. Então fez-se uma sincronização hormonal de cio com inseminação artifical com tempo fixo (IATF) no primeiro grupo. No entanto, durante o protocolo continuou-se a observação de cio e a inseminação diária das vacas que manifestavam cio normalmente. O mesmo se repetiu na segunda semana de mating com o as “late cows”.

Espera-se uma estação de parição mais curta sem necessidade de indução de parto. Ao todo, o periodo de inseminação durou 21 dias. Atualmente estamos no período de repasse com os touros. Depois de amanhã será feito um exame de ultrasson no grupo das late cows para identificar quais emprenharam durante a nseminação. Quando retirar os touros, será feito outro exame no restante dosanimais para identificar as vacas vazias, bem como para definir os dois grupos de parição, e assim fechar mais uma estação de monta.
 
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Material escrito por:

Eric Gandhi Silveira

Eric Gandhi Silveira

Consultor pela Alcance Consultoria e Planejamento Rural Acompanhou 8 fazendas na Nova Zelândia durante 18 meses na Nova Zelândia.

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RICARDO VIEIRA
RICARDO VIEIRA

CURITIBA - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 18/12/2013

Bom Dia Eric:

Como é esse treinamento na Beth Farm. Eles aceitam profissionais??

Att

Ricardo
Eric Gandhi Silveira
ERIC GANDHI SILVEIRA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/12/2013

Caro amigo Guilherme.

Agradeço a gentileza do comentário. A prática já foi mais comum segundo os produtores. Não tenho o dado exato mas tem diminuído ano após ano. Atualmente as autoridades tem tentado proibir de vez mas ainda não estar em vigor.

Abraços
Eric Gandhi Silveira
ERIC GANDHI SILVEIRA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/12/2013

Caro Josué

Gostaria de ter a honra da sua leitura do texto Estação de parição parte 2. Acredito que é bem esclarecedor quanto aos seus questionamentos. Em relação à babesiose não tem essa doença na NZ. Aqui não tem o vetor... Muito obrigado pelas perguntas caso o referido texto não seja sufiente estou a disposição para mais detalhes.

Abraços
Josue Teofilo Ramos de Carvalho
JOSUE TEOFILO RAMOS DE CARVALHO

SÃO VICENTE DE MINAS - MINAS GERAIS - ZOOTECNISTA

EM 12/12/2013

Grande Eric,

Como é o manejo de cria e recria ai na NZ? As bezerras recebem o colostro até o sétimo dia após nascimento? E nas duas primeiras horas o colostro é fornecido? E o manejo sanitário dessas fêmeas, como é o calendário profilático? Porque tudo isso tem efeito na antecipação do primeiro cio aos 13-14 meses de vida da novilha. Tem uma pessoa responsável por cada fase de vida dessas futuras matrizes? E o controle da Brucelose, Clostridioses entre outras doenças que acometem esses animais, como é ai? Ahh e a Babesiose é muito comum ai no periodo de verão? Seria isso.
Josué
GUILHERME ALFREDO MAGALHÃES GONÇALVES
GUILHERME ALFREDO MAGALHÃES GONÇALVES

LAGOA DOS PATOS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 11/12/2013

Meu amigo Eric, como diz nosso conterrâneo forrozeiro Edmilson Batista - "Mais uma vez novamente" parabéns pelo artigo. É de profissionais técnicos que tenha a bagagem teórico\técnica que a nossa região brasileira necessita!

Quando ao texto, explique melhor ai pra gente a indução de parto (os 20% permitido). Esta é uma prática comum ai na NZ? Como o pessoal do BEA e orgãos específicos lindam com esse fato.?

Obrigado.

@ de abraços
odair procope de Souza
ODAIR PROCOPE DE SOUZA

EM 10/12/2013

Parabéns, esta reportagem foi sensacional, como é bom conhecer experiências assim.
Parabéns. Um feliz Natal e Próspero Ano Novo a Todos.
Um abraço
Odair Procope de Souza -Reserva do Cabaçal-MT
Antonio Roberto Tardivelli
ANTONIO ROBERTO TARDIVELLI

ÁGUAS DE SÃO PEDRO - SÃO PAULO

EM 10/12/2013

Belíssimo artigo caro Erik. Parabéns .
Eric Gandhi Silveira
ERIC GANDHI SILVEIRA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/12/2013

Caro Ricardo Tamm Brandão.
Obrigado pela gentileza do comentário.
Estou com a agenda lotada de fevereiro a junho. Podemos organizar para julho. Seria uma honra para mim falar para produtores da minha terra.

Grande abraço !!!
João Otavio Carvalho Cardoso
JOÃO OTAVIO CARVALHO CARDOSO

CANHOBA - SERGIPE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/12/2013

muito interessante e muito novo para mim, contudo na minha região, norte do estado de Sergipe, ainda pode levar muitos anos par que essa vivência torne-se realidade.
Odival Coelho de Rezende Filho
ODIVAL COELHO DE REZENDE FILHO

PARNAÍBA - PIAUÍ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/12/2013

Profissionalização.Na atual conjuntura da produção de leite,não existe espaço para amadores,seja na NZ,ou nós confins do meu PIAUÍ.Belissimo atrigo.Parabéns.
Ricardo Tamm Brandão
RICARDO TAMM BRANDÃO

PIRAPORA - MINAS GERAIS

EM 10/12/2013

Prezado Eric,
Você poderia programar uma palestra aqui em Pirapora em fevereiro,seria uma aula espetacular para os produtores locais,tanto leiteiros como de corte.
Pense nisso !
Abração !!
Eric Gandhi Silveira
ERIC GANDHI SILVEIRA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/12/2013

Caro Josué

Obrigado pela pergunta. As estratégias para quebrar o ciclo vicioso são, a indução do parto mais cedo, a IATF e o melhoramento genético bem como o manejo alimentar para não deixar que o ciclo comece.

Grande Abraço
Eric Gandhi Silveira
ERIC GANDHI SILVEIRA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/12/2013

Caro Rubens Villela,
Obrigado pela pergunta. É bom saber que tenho leitores do setor de corte no nosso blog que trata sobre produção de leite. No entanto tenho minhas origens com gado de corte. A grande maioria dos clientes da alcance são produtores de gado de corte. Eu acredito que existe fazes na cadeia do leite que se assemelham muito com a pecuária de corte. E que os dois setores tem muito a contribuir mutuamente. A comentário do Henrique Milagres responde a sua pergunta... Grande abraço
Estêvão Domingos de Oliveira
ESTÊVÃO DOMINGOS DE OLIVEIRA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/12/2013

Fantástico o relato Eric.

O pessoal da Nova Zelândia está em um nível de planejamento e organização muito superior ao que verificamos na maioria das fazendas do Brasil.

Precisamos difundir isso aos nossos professores, técnicos e produtores.

Feliz natal a todos
henrique milagres rafael
HENRIQUE MILAGRES RAFAEL

CAMPO FLORIDO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/12/2013

Josue nas revendas da GEA tem a tinta para usar desta maneira e se não me engano a weizur também tem, mas já trabalhei com tinta normal de pintar casa , da certo e o custo e mais baixo
Josue Teofilo Ramos de Carvalho
JOSUE TEOFILO RAMOS DE CARVALHO

SÃO VICENTE DE MINAS - MINAS GERAIS - ZOOTECNISTA

EM 09/12/2013

Parabéns pelo artigo Eric Gandhi, muito informativo. Em relação ao ciclo vicioso, como combatê-lo?
Rubens Villela
RUBENS VILLELA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 09/12/2013

Gostei da ideia de pintar a inserção da cauda... existe alguma especificação desta tinta ? Temos ela disponivel no Brasil ?
Mauricio Amorim
MAURICIO AMORIM

IVAIPORÃ - PARANÁ - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 09/12/2013

Muito bom Eric.
Aqui no Paraná estou tentando difundir o uso da estação de monta, porém de forma adaptada a nossa realidade.
Como podemos produzir forragem o ano todo nosso leite não é sazonal.
Então tenho trabalhado com 2 estações reprodutivas uma em Fevereiro com inicio de parição em outubro onde temos muito capim tropical e uma estação reprodutiva em setembro com parição em maio inicio de junho, onde temos muita pastagem anual de inverno.
Também tenho trabalhado com 63 dias aqui no Paraná, nos primeiros 21 dias usamos sêmen sexado (LIC), dos 22 aos 42 dias sêmen convencional (LIC), depois entramos com uma IATF nas vacas sem serviço.
Em algumas propriedades que venho realizando este trabalho noto que ao final da estação apenas as vacas com histórico de baixa fertilidade e outros problemas estão vazias e normalmente estão na mira do produtor para descarte, então nossos índices de sucesso apesar de ainda serem variáveis, estão em nível satisfatório.Acredito que quando tiver mais genética LIC/NZ nos rebanhos atingiremos índices parecidos com os da Nova Zelândia.

Abraço...Boa sorte.
Qual a sua dúvida hoje?