Estamos subestimando os sistemas baseados em pastagens?
"A Nova Zelândia se tornou dona do leite no mundo, porque desenvolveu um modelo de pecuária leiteira baseada em produção a pasto. Tem alta produção e produtividade, com custo muito baixo. No Brasil, apesar de toda a vocação que temos para produzir leite a pasto, meu sentimento é que nossa tendência tem sido copiar modelos americanos e europeus", por Ernesto Coser Netto.
Publicado em: - 3 minutos de leitura
É obvio que a maioria das fazendas no Brasil produz seu leite basicamente a pasto. Mas pergunte a produtores, qual é o modelo de produção que eles gostariam de ter se tivessem condição para isto. Ou, qual o modelo de produção que acreditam ser o ideal?
Acredito que 9 entre 10 produtores gostariam de ter vacas de 40 litros ou mais, dentro de um grande barracão climatizado, com um sistema robotizado de alimentação. E se fizermos esta mesma pergunta para técnicos/consultores, 9 entre 10 vão dizer que este é o modelo que eles gostariam de instituir nas fazendas que assistem.
Mas e o pasto? E o clima propício que temos? E a quantidade de terras que temos? E os animais adaptados ao clima tropical que possuímos? E a rentabilidade? Vamos sonhar em ter vacas de 50 litros criadas no ar condicionado e alimentadas com ração, ou vamos sonhar com vacas médias criadas a pasto com ou sem suplementação?
Não sou contra dar ração. Sou contra desperdício de pasto. Mesmo nas fazendas mais tecnificadas, nossa eficiência de pastejo é bem baixa. Acredito que a ração deve ser usada de forma estratégia e não de forma compensatória, para compensar a baixa eficiência de pastejo que temos hoje.
Sabemos tudo sobre o pastejo, sabemos corrigir o solo, a planta, os animais, só não estamos tendo sucesso em seu manejo. Sabemos a hora de entrar e sair com os animais dos pastos. Mas fazer o animal ficar onde queremos e não deixar com que ele escolha onde comer, ainda é um desafio no Brasil.
Se temos pasto rapado ou pasto passando, quem está comandando a fazenda é o gado, e não seus gestores. Quantas fazendas conhecemos que tenham alta eficiência de pastejo? Por que isso é difícil no Brasil?
Lançar mão de dietas caras de forma compensatória torna a margem baixa, o risco alto e a possibilidade de quebra muito maior. Precisamos evitar a concentração da produção pecuária. Precisamos ensinar os produtores a serem produtivos com baixo custo e usar ração de forma estratégica.
Nos EUA, dificilmente teremos pastejo; na Nova Zelândia, dificilmente teremos confinamentos. No Brasil, podemos tirar proveito dos 2 modelos. Na minha opinião, o que nos falta são informações sobre conceitos básicos de cerca elétrica. O resto já dominamos no Brasil, ou existe a informação disponível. Mas, sobre a cerca elétrica, estas informações estão longe de serem dominadas.
Quantos volts mínimos devemos ter no arame para que os animais respeitem a cerca? Qual a potência do eletrificador? Devo comprar por km ou por potência? Como deve ser uma cerca em solos arenosos? Como aterrar? Como proteger de raios?
Nem mesmo estes simples conceitos são dominados por técnicos/consultores no Brasil, e na Nova Zelândia esta tecnologia é matéria na graduação de cursos de ciências agrárias. Tecnologia mal empregada vira problema, e tecnologia dominada vira solução.
Pastejo intensivo suplementado é o modelo de produção mais democrático e acessível. Os modelos confinados também são bons, mas são para poucos, a margem é menor e o risco é alto. Em épocas onde o preço do leite é baixo ou temos leite importado mais barato, a rentabilidade ficará negativa. Não podemos mudar as políticas e a livre concorrência, só podemos mudar nossos custos de produção. E o melhor modelo de produção é o que deixa mais lucro.
Gostaria de contar com sua ajuda para treinar o mercado, para que tenhamos sucesso com cercas elétricas, alcançando melhor eficiência de pastejo. A cerca elétrica é a melhor colhedeira de pasto que existe!
Para aprender mais sobre sistemas eletrificados, obtendo os resultados que essa tecnologia pode proporcionar, assista ao curso “Cerca elétrica: como utilizá-la de forma correta e eficiente”, ministrado por Ernesto Coser Netto, disponível no EducaPoint.
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Material escrito por:
Ernesto Coser
Médico veterinário, atuou em grandes laboratórios veterinários e está há cinco anos na empresa Trutest, especializando-se em cercas elétricas, com cursos na Nova Zelândia.
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CARMO DO CAJURU - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 30/10/2020

PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 30/10/2020

JABORÁ - SANTA CATARINA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 19/04/2018
TEMOS QUE TER NOSSO PRÓPRIO MODELO DE PRODUÇÃO E NÃO COPIAR DA EUROPA, ESTADOS UNIDOS E NOVA ZELANDIA. CLARO QUE É BEM MAIS FÁCIL PEGAR A RAÇÃO NO SILO, PEGAR A SILAGEM E O PRÉ SECADO E TRATAR AS VACAS, MAS NEM SEMPRE É O MAIS RENTÁVEL.

REDENÇÃO - PARÁ
EM 18/04/2018
CARMO DA MATA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 31/03/2018

BARRA MANSA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 26/09/2017
Mas falando de pastejo rotacionado, na época de chuva temos um ótimo pasto, mas e na época de seca
Qual a estratégia a ser usada, seja com pastos rotacionados ou não?
Não tenho muita experiência com estes manejos.
Obrigado!
LONDRINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 20/09/2017
PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 19/09/2017
Em momento algum, defendo o uso exclusivo de pastejo na produção, podemos e devemos lançar mão de toda a forma de dieta se a conta fechar.
O que defendo é seguir para o próximo passo, sem aprender o primeiro. Não extrair o máximo possível do pasto e compensar com dietas mais caras.
Temos que saber qual o objetivo da atividade: Produzir 35 litros ou ganhar dinheiro.
Podemos produzir menos e ganhar mais e podemos produzir mais por vaca e ganhar menos.
MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 18/09/2017
Mas uma das ferramentas mais rentáveis e maravilhosas de se trabalhar, desde que seja tecina e economicamente viável, é o Pastejo!

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/09/2017
Para ter 100 animais a pasto irrigado piquetado, Qual área ideal seria?
LONDRINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/09/2017
Por favor, me explique como consigo fazer uma vaca produzir 35 Kg/Leite/Dia em pastejo só suplementando com concentrado ? Isso em condições ótimas de pastejo, Na região aonde atuo PNV faz 36 graus no Inverno e, no verão os animais só vão pastejar no momento mais fresco. Sem contar que a terra aqui é bem arenosa, tenho vários produtores que trabalham com irrigação e 650 Kg/N/Ha/Ano e não chegamos nem perto de atingir o que queremos.
Por favor, peço que deixe seu e-mail, que te envio os laudos das analises das pastagem que venho coletando.
Abçs.
LONDRINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/09/2017
PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 15/09/2017
Eu não defendo radicalismos, eu defendo melhor aproveitamento do pasto.
Mas para seca, existem muitas soluções, desde de irrigação a escolha e variedades resistentes.
Se bem formado e manejado, o pasto resisto muito mais a seca.
Mas podemos e devemos suplementar se a conta fechar.
Temos que lembrar que a atividade visa ter lucro e não bater recordes de produção.
Se produzir menos por vaca der mais dinheiro, por que não?
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 15/09/2017
PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 15/09/2017
A Nova Zelândia tem 80 milhos de ovinos e praticamento tudo na cerca elétrica.
Ovinos e caprinos por terem um menor contato com o solo (pé pequeno e ainda muitos são lanados e acabam isolando) e consequentemente tendo menor aterramento, acabam sentindo menos o choque. Para ser eficiente em ovinos, precisamos dar a atenção a altura correta dos fios, intercalar fios negativos e positivos na cerca e este negativo deve ser ligado ao aterramento e feito aterramentos auxiliares ao longo da cerca e ainda ter um eletrificador de minimo de 6 joules liberados e manter uns 6 mil volts no arame.

CÁCERES - MATO GROSSO
EM 15/09/2017
Trabalhamos aqui com cerca eletrificada para ovinos e caprinos, temos um excelente manejo e um aproveitamento fantástico da forragem.
O aparelho ideal deve atender toda área ocupada pelos animais com bom aterramento nas cercas e também no aparelho, não esquecendo de um boa proteção contra raios e oscilações na rede elétrica.
Temos piquetes em torno de 1200 metros quadrados cada, com sistema de irrigação permanente para o período de escassez de chuvas, alem destes sistemas realizamos análise de solo e planta uma vez ao ano e então suprimos às necessidades através de adubações.
nossos animais são criados a pasto, no entanto, fornecemos uma suplementação para animais em lactação ( leite) e também nos terminais (engorda). Desta forma chegamos a um denominador rentável.
O sistema quando aplicado de forma correta se torna eficiente e é de pouca manutenção.
Realmente o que observamos e que existem poucas informações sobre o assunto e na grande maioria é utilizado de forma superficial, incorreta causando uma má fama.
Sucessos.
PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 15/09/2017
A discussão que levanto é que mesmo tendo muitos técnicos que dominam o solo, a planta e os animais, por que são tão poucas fazendas que tem alta eficiência de pastejo?
Boa parte dos técnicos que se especializam em produção pecuária a pasto, acabam indo a Nova Zelêndia para aprimorar seus estudos ou se baseiam em estudos oriundos de lá.
Mas acabam esquecendo de trazer na bagagem informações sobre cercamento.
Talvez porque no Brasil sempre houve abundancia de madeira, de mão de obra e de terras, acabaram não dando atenção a este problema. Nova Zelândia desenvolve a cerca elétrica a 80 anos e ela é quem possibilitada colher toda esta ciência em solo, planta e animal.Acredito que alem de saber corrigir o solo, escolher a melhor espécie forrageira e melhor raca animal, nosso técnicos deveriam saber quantos volts deve ter o arame para que o animais respeitem a cerca e fique onde queremos que fique.Já temos parceria em andamento com EMBRAPA SUDESTE, EMBRAPA GADO DE CORTE e em breve pretendo ter um trabalho com a EMBRAPA GADO DE LEITE. Precisamos repassar os conceitos básicos da cerca elétrica primeiramente aos técnicos ligados a produção a pasto, para depois alcançar os produtores. Faça um experimento, pegue um bom voltimetro e meça a voltagem nas cercas elétricas onde o senhor puder. Precisamos ter algo em torno de 4 mil volts para que os animais respeitem a cerca. Faço isto quase que todo dia e infelizmente não encontro 2 mil volts em 90% das fazendas que visito; Tecnologia que não é dominada vira problemas, mas se a dominamos, acaba virando solução.Gostaria de contar com seu apoio. Hoje o maior desafio esta em colher e não em produzir pasto.

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 15/09/2017
Gostaria de levantar algumas perguntas?
-E na seca?
-Qual pastagem de alto desempenho mantém sua produção o ano inteiro?
-Na chuva e no barro?
-Margens maiores com volumes menores são a solução?
-Animais sem suplementação não seriam médios?
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 15/09/2017
PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 15/09/2017
Concordo que a grande maioria das pastagens estão degradadas e merecem melhor atenção. Mas o intrigante é em fazendas com pastos bem formados, a eficiência de pastejo é muito baixa. Falam em excelente desempenho se colher 60% do pasto. Existe alguma outra lavoura que fica feliz em colher 60%? Precisamos melhorar nossa eficiência de pastejo e após otimizarmos isto, passarmos a usar dietas estrategicamente, buscando o maior lucro possível O Brasil, pode e deve usar os dois modelos de produção, mas com a calculadora na mão.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 15/09/2017