Estação de monta livre X controlada
Existem diversas formas de planejar a reprodução, dentre elas podemos citar a estação de monta que pode ser realizada de duas formas, livre, que consiste em os reprodutores ficarem em constante acesso às matrizes, e a controlada, onde as fêmeas são levadas até o macho.
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Existem diversas formas de planejar a reprodução, dentre elas podemos citar a estação de monta que pode ser realizada de duas formas, livre, que consiste em os reprodutores ficarem em constante acesso às matrizes, e a controlada, onde as fêmeas são levadas até o macho.
Estação de monta livre
A estação de monta livre utilizada em um sistema de produção a pasto possui como principais pontos positivos a facilidade de manejo e o baixo custo de mão de obra.
Como ponto negativo, o alto custo de aquisição de reprodutores de qualidade é o principal entrave, pois um macho adulto cobre aproximadamente de 30 a 50 fêmeas por período, e sua vida útil na propriedade não é longa devido ao ciclo reprodutivo curto dos ovinos (filhas do reprodutor entram em reprodução com 1 ano de idade, por isso é necessário ficar atento a consangüinidade).
O custo por cobertura é alto, devido ao preço de aquisição de reprodutores comerciais de qualidade (bom acabamento de carcaça, precocidade), podendo variar de acordo com a raça do animal de 600 reais até 5000 reais (quando o objetivo é produção de carne; em caso de produção de ovinos para elite, os valores podem ser muito maiores). É, portanto necessário otimizar a utilização deste reprodutor para não encarecer o sistema.
Estação de monta controlada
No entanto, a monta controlada potencializa a utilização dos reprodutores, pois aumenta sua capacidade de cobertura para aproximadamente 250 matrizes em um sistema de produção a pasto.
O reprodutor deve ficar em um piquete pequeno e receber alimentação adequada, enquanto as fêmeas ficam pastando separadas do macho, mas em contato com os rufiões.
Para viabilizar este sistema é necessário adquirir rufiões saudáveis, que podem ser fêmeas androgenizadas ou machos (1 para cada 30 a 50 fêmeas) vasectomizados e com desvio de pênis, visando não emprenhar as ovelhas e diminuir o risco de transmissão de doenças.
É possível utilizar rufiões lanados, ou deslanados auxiliados por buçais marcadores ou untados, em seus peitos, com tintas especiais. Esses animais devem permanecer junto ao lote de fêmeas destinadas a reprodução identificando todas aquelas que estiverem em cio. Toda fêmea identificada (mancha de tinta na garupa) é então conduzida a presença do reprodutor (piquete) para ser coberta.
Ao adotar esta técnica, reduz-se o custo por prenhez e, conseqüentemente, por cordeiro viabilizando a compra de animais de qualidade superior e facilita a realização de cruzamento industrial, pois é possível ter dois machos de diferentes raças na propriedade.
Exemplo
Em uma propriedade deseja-se produzir cruzamento industrial com as raças Santa-Inês (matrizes) e Texel (reprodutor).
As fêmeas (todas identificadas com numeração específica) permanecem em um único grupo nos pastos com os rufiões (não é necessário separá-las). Após a identificação de cio elas são conduzidas cada qual a um reprodutor conforme avaliação prévia.
Objetivando assegurar a reposição de matrizes, parte das fêmeas (qualidade zootécnica superior) é colocada com o(s) macho(s) Santa-Inês. O restante das ovelhas é encaminhado para o(s) macho(s) Texel, visando produzir cordeiros com melhor desempenho e acabamento de carcaça.
Conclusão
Os dois tipos de estação de monta podem ser utilizados em fazendas de diversos tamanhos e sistemas de produção.
Cabe ao técnico responsável determinar qual é mais apropriado a realidade técnico-financeira da sua propriedade.
Material escrito por:
Alexandre de Campos Gonçalves
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Fernando Logar Seraphico Peixoto da Silva
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ANGATUBA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS
EM 23/04/2014
Um reprodutor em condições normais poderá fazer 6 a 8 coberturas viáveis por dia dependendo do intervalo de cada cobertura,o reprodutor precisa estar com escore corporal acima de 3,5.
Quanto a um a segunda cobertura poderá ser feita dependendo da disposição da pessoa que irá fazer,mas uma cobertura é o suficiente.

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE OVINOS
EM 22/04/2014

NOVA RUSSAS - CEARÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 02/05/2007
Os nascimentos da primeira monta ocorrem em jul/ago, período de comida farta sem necessidade de suplementação. Os da segunda monta ocorrem em fev/mar, inicio das águas (periodo de boa comida e água) e as ovelhas com aproximadamente 35 dias estão prontas para ser enxertadas. Outra vantagen é o nascimento em um mesmo período ficando mais facil o manejo (tratamento de doenças) e prevenção.
A desvermifugação, por exemplo, é feita 3 vezes ao ano, em maio, agosto e final de dezembro, as clostridioses em maio e novembro. Outra vantagem é quando é feito a marcação dos sinais dos animais não tendo problema de "sorte" com o vaqueiro, pois os animais são uniformes.

AURIFLAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 27/04/2007

UBERABA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 19/04/2007
A estação de monta controlada realmente facilita devido o maior planejamento em periodos adequados para nascimentos, desmama consequentimento crescimento desse cordeiro, já em quando à estação de monta livre, temos uma exigência menor de mão-de-obra que ameniza no custo do proprietário.
Independente do sistema de produção do rebanho, devemos ver o custo de reprodutores, vocês realmente estam corretos em destacar o valor financeiro de um bom reprodutor, ainda mais que depois de certo de tempo devemos trocá-lo devido a consanguinidade.
Parabéns pela matéria que mostra quais sistema adotar para reprodução de um rebanho.