Efeito do Rumensin e do sebo na alimentação de vacas leiteiras
Os ionóforos têm sido usados em ruminantes para diminuir acidose e minimizar a emissão de gases para a atmosfera. Também, o sebo é uma fonte alternativa de energia com pouca alteração na digestibilidade da fibra e produção de gases, principalmente devido à interação dos componentes insaturados com os microrganismos do rúmen. Concordando com estudos anteriores, o ionóforo estudado, bem como o sebo, não alteraram o pH ruminal.
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Os ionóforos têm sido usados em ruminantes para diminuir acidose e minimizar a emissão de gases para a atmosfera. Também, o sebo é uma fonte alternativa de energia com pouca alteração na digestibilidade da fibra e produção de gases, principalmente devido à interação dos componentes insaturados com os microrganismos do rúmen.
A presença de protozoários ciliados resulta em fermentação ruminal mais estável. Também, a grande biomassa de protozoário, que pode compreender entre 40 a 80% da biomassa microbial total, e a sua habilidade para atacar os principais componentes do alimento (carboidratos solúveis em água), sugerem que embora não essencial, são importantes para a fermentação ruminal, por exemplo, reciclando o nitrogênio microbiano através da predação de bactérias.
O pH é um importante indicador de condições de fermentação no rúmen, determinando ambiente ótimo para crescimento bacteriano (normal por volta de 6,0 a 6,9). Baixo pH ruminal pode diminuir a digestibilidade da fibra, produção de massa microbiana e produção de leite, que por sua vez pode levar a um maior custo de alimentação. Além de pH específico, o rumem é anaeróbico e tem um potencial redox negativo. Ambos, pH e potencial redox podem ser manipulados através dos alimentos e aditivos fornecidos ao animal.
Nos anos recentes, os ionóforos têm sido usados para vários propósitos, dentre os quais, a minimização das emissões de metano, fato muito importante para controle do efeito estufa nos dias atuais. Neste sentido, um estudo metabólico foi conduzido com 4 vacas holandesas, canuladas no rúmen, pesando 650 kg de peso vivo, em dois estágios fisiológicos, período seco e com 30 dias de lactação. O Rumensin foi fornecido na dose de 2 e 3,3 gramas e o sebo na proporção de 3,3% da matéria seca da dieta.
Concordando com estudos anteriores, o ionóforo estudado, bem como o sebo, não alteraram o pH ruminal. O consumo de alimento e a digestibilidade da fibra foi similar em todos os tratamentos e para vacas secas ou lactantes. Os estudos publicados na reunião não relataram a produção de leite. Estou em contato com os pesquisadores para obter essa informação.
Considerações finais
Embora sem informações sobre a produção de leite, cito estas publicações pelo fato do ionóforo estudado ser muito comum no Brasil. Também, porque tenho conhecimento de outro estudo, publicado no mesmo congresso, usando um produto similar de uma empresa de nome Biofórmula, de Goiânia, onde o custo estimado é de R$0,08 por vaca/dia e a diferença na produção de leite foi de 0,9 kg por vaca/dia.
Fonte:
H. Castillo, M. Rivas, M. Arana, D. Domínguez, J. Ortega, G. Villalobos. Proceedings, Western Section, American Society of Animal Science Volume 61, 2010. Influence of Rumensin200® and Tallow on the Rumen Parameters and Fiber Digestion on Dairy Cows. Universidad Autónoma de Chihuahua.
H. Castillo, A. Castillo, M. Arana, D. Dominguez, J. Ortega, G. Villalobos1. Proceedings, Western Section, American Society of Animal Science. Volume 61, 2010. Population Dynamics of Protozoa in Dairy Cows Fed with Rumensin200 and Tallow During Dry and Lactating Stages. Universidad Autónoma de Chihuahua.
Material escrito por:
Junio Cesar Martinez
Doutor em Ciência Animal e Pastagens (ESALQ), Pós-Doutor pela UNESP e Universidade da California-EUA. Professor da UNEMAT.
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SÃO TIAGO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 11/07/2017
Gostaria de usar o Rumesin para bezerras desmamadas.
Alguem saberia me informar onde encontro ?
Estou em São Tiago MG - Referencia: São João del Rei, Oliveira
TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 06/11/2011
Atualmente está proibido o uso de sebo na alimentação animal.

SÃO DOMINGOS - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/10/2011
TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 24/10/2010
Respondendo a sua segunda pergunta. Não vejo necessidade de utilizar dois ou mais produtos com a mesma finalidade. Escolha pelo mais eficiente. Caso necessite de mais algum tamponante, além do nível máximo permitido, ai sim vejo a necessidade de adicionar um segundo produto.
TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 24/10/2010
Procurei por essa informação na internet e não a encontrei, poderia me enviar? Eu tenho desconhecimento deste tipo de comportamento.
Prezado Jean,
Eu ficaria com o rumensin

BALNEÁRIO CAMBORIÚ - SANTA CATARINA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 21/10/2010
Abraços,
Jean Marcelo

PARANAVAÍ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/09/2010
Abraços,
Genecio.

PARANAVAÍ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/09/2010
Muito Obrigado,
Genecio, Produtor de Leite.
TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/08/2010
A quantidade apresentada é em gramas do produto comercial fornecido para uma vaca pesando 650 kg de PV, conforme relatado no texto. A recomendação do fabricante, conforme pode ser visto neste link (http://www.rennut.com/articles/pdf/Rumensin%20Dairy%20FAQs.pdf) - (copie o link e cole no navegador para abri-lo) é de 11 a 22 gramas por tonelada de ração total. Para se chegar em quanto fornecer por 100 kg de peso vivo, basta sabe quanto kg de matéria seca a vaca está consumindo. A monensina sódica melhora a tolerância ao estresse térmico porque promove uma alteração na flora ruminal, melhorando a eficiência energética produzida no rúmen. O sebo continua proibido como medida preventiva. Como a ocorrência de mal da vaca loca na Europa já está aparentemente controlado, provavelmente futuramente poderemos voltar a utilizar o sebo, fato este que seria de grande interesse para os produtores.
SÃO LUIZ GONZAGA - RIO GRANDE DO SUL
EM 27/07/2010
Gostaria de maiores informações do uso do cebo na alimentação das vacas, se posso fornecer o sebo que guardamos na propriedade e como fornecer.
Desde ja agradeço!

SANTA ROSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 25/07/2010

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/07/2010
CÁSSIA - MINAS GERAIS
EM 19/07/2010
Gostaria de confirmar o consumo da Monensina. São realmente 2 a 3,3 GRAMAS? Se trata do produto de nome comercial Rumensin?
Grato.