Deus e a revisão do Código Florestal

Faz comentários sobre a necessidade de se aprovar o mais rápido a previsão e do bom senso e equilibrio prevalecerem no Código aprovado.

Publicado por: MilkPoint

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O professor da USP Gerd Sparoveck faz estimativa que a extensão de pastos em APP’s corresponderia a 1,5 vezes a área do Estado de São Paulo, e dramaticamente coloca que “no melhor dos mundos” haverá restauração de 15% das áreas de preservação e no “pior dos mundos” nem isso será recuperado.

Eu creio que qualquer que seja o percentual de restauração das áreas de APP, recompondo mata ciliares, estaremos nos situando entre os melhores desse mundo, pois parece que a maioria dos países não estão preocupados em recuperação de matas ciliares.

O que foi aprovado na Câmara, de recuperação adaptada à largura dos rios, com um mínimo de 15 metros nas margens dos rios mais estreitos com até 10 metros de largura, tem algo semelhante em outros países? É obvio que o bom senso indica que a regra geral tem que ter exceções. Por exemplo, isentar de APP propriedades pequenas que seriam inviabilizadas economicamente dentro da regra geral. Ou nas margens de rios em centros urbanos: passa pela cabeça de qualquer pessoa de bom senso pensar em recuperar dentro da regra geral as margens do rio Tietê e Pinheiros na cidade de São Paulo? É preciso que haja bom senso para que o código diferencie a proteção de mananciais de água naturais, fundamentais para a formação de córregos e rios e abastecimento dos centros urbanos, de açudes ou caixas para retenção de água pluvial formados para contenção de água pluvial, para evitar erosão e aproveitamento da água de chuva para fins pecuários e agrícolas amenizando s efeitos da sazonalidade hídrica.

Esperemos que o Senado tenha bom senso com relação às propostas de ajustes na proposta aprovada na Câmara. Esperemos que não se retarde o encaminhamento desta revisão. Esperemos que a Presidente Dilma Russsef tenha bom senso para que os eventuais vetos que faça ao que lhe for encaminhado para ser sancionado sejam efetivamente baseados em questão técnica sem controvérsia e não motivação ideológica e emocionais de grupos que querem impor sua ideias por que são donos da verdade. Esperemos que o País tenha aprovado, o mais rápido possível, um novo Código Florestal equilibrado entre as necessidades de geração de trabalho/renda, de abastecer a população com alimento e a necessidade de preservação do meio ambiente. Se Deus é brasileiro, isto há de acontecer.

Marcello de Moura Campos Filho
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