Cultivares de Panicum podem ser boa alternativa para cultivo em sistemas silvopastoris

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O interesse pelos sistemas silvopastoris vem aumentando ano a ano, o que gera uma grande demanda por informações sobre capins mais adequados para cultivo em condições de sombreamento.

Gontijo Neto et al. (2005) conduziram um experimento na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, para avaliar a resposta de alguns cultivares de Panicum maximum ao sombreamento. O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação.

A produção de matéria seca total e de folhas do capim-tanzânia, do capim-mombaça, do capim-milênio e do capim-massai sob três níveis de sombreamento (30, 50 e 100% de luminosidade) foram avaliadas em quatro cortes, realizados com 35 dias de intervalo.

As plantas foram cultivadas em vasos e o sombreamento foi proporcionado por telas do tipo "sombrite". A figura 1 mostra o efeito do nível de luminosidade sobre a massa seca total dos quatro capins avaliados. A partir dos resultados obtidos, os autores concluíram que os capins avaliados apresentam maiores produções com níveis moderados de sombreamento (Gontijo et al. (2005).

Figura 1. Efeito do nível de luminosidade sobre a massa de forragem (g/vaso) do capim-tanzânia, do capim-mombaça, do capim-milênio e do capim-massai.

Figura 1

Comentário:

A demanda por capins adaptados ao sombreamento vem aumentando devido à expansão dos sistemas silvopastoris. O trabalho de Gontijo et al. (2005) mostra que os cultivares de Panicum maximum avaliados apresentaram boa resposta ao sombreamento moderado. Para confirmar essas informações e definir a melhor forma de cultivo desses capins em sistemas silvopatoris são necessários estudos de campo.
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Material escrito por:

Marco A. A. Balsalobre

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Patricia Menezes Santos

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Carlos Alberto de Carvalho
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO

RONDONÓPOLIS - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 19/12/2008

Trabalho com agricultura familiar - mais especificamente estou trabalhando em um projeto do Incra de regularização fundiária no municipio de Peixoto de Azevedo. É um projeto onde 1250 famílias estão assentadas a mais de 12 anos. Ficaram abandonados dentro da área. Dividiram os lotes e começaram a plantar, principalmente pastagem para criação de gado de corte e leite. Agora com a possibilidade de retomada da regularização descobriu-se que existe na área um passivo ambiental de mais de 20.000 hectares e a alternativa encontrada pelos técnicos é a do consórcio de essencias florestais com a pastagem já existente. Gostaria de firmar um debate sobre quais espécies plantar, espaçamento adequado, etc.

CAC
Marcio Trajano Borges Telles
MARCIO TRAJANO BORGES TELLES

ITUVERAVA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 21/03/2006

Gostei muito do artigo de vocês e quero dizer que já o utilizo em nossas propriedades. Alguns desmatamentos que fiz praticamente não deixei árvores, a não ser as de lei, em outros pastos percebi que deixando mais árvores o capim nada sentia e o gado ficava melhor, a sensação térmica era muito melhor.



Já naqueles que haviam sido desmatado, estou em processo de plantio de árvores. No nosso caso pequi, por ser uma árvore que pode dar madeira e fruto, então o artigo de vocês veio reforçar a idéia que já estava tendo na prática.



Peço a gentileza para vocês de me dizerem qual outra alternativa terei além do andropogom para locais com pedregulhos como é na nossa região. Tenho hoje 70% de brachiarão e 30% de andropogom, nossa área é de 1660 hectares, o índice pluviométrico em torno de 2200mm. Nos últimos 4 anos com estações definidas, altitude em torno de 450m, topografia ondulado.



Obrigado e parabéns pelo artigo.



<b> Resposta da autora:</b>



Prezado Márcio,



Acredito que a melhor apção para as áreas com solos rasos e pedregosidade seja realmente o Andropogon. De qualquer forma, é difícil fazer uma recomendação sem conhecer a área.



Sugiro que você entre em contato com técnicos da região e se informe sobre os materiais que vêm apresentando melhor desempenho.



Atenciosamente,



Patricia Santos
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