Gontijo Neto et al. (2005) conduziram um experimento na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, para avaliar a resposta de alguns cultivares de Panicum maximum ao sombreamento. O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação.
A produção de matéria seca total e de folhas do capim-tanzânia, do capim-mombaça, do capim-milênio e do capim-massai sob três níveis de sombreamento (30, 50 e 100% de luminosidade) foram avaliadas em quatro cortes, realizados com 35 dias de intervalo.
As plantas foram cultivadas em vasos e o sombreamento foi proporcionado por telas do tipo "sombrite". A figura 1 mostra o efeito do nível de luminosidade sobre a massa seca total dos quatro capins avaliados. A partir dos resultados obtidos, os autores concluíram que os capins avaliados apresentam maiores produções com níveis moderados de sombreamento (Gontijo et al. (2005).
Figura 1. Efeito do nível de luminosidade sobre a massa de forragem (g/vaso) do capim-tanzânia, do capim-mombaça, do capim-milênio e do capim-massai.

Comentário:
A demanda por capins adaptados ao sombreamento vem aumentando devido à expansão dos sistemas silvopastoris. O trabalho de Gontijo et al. (2005) mostra que os cultivares de Panicum maximum avaliados apresentaram boa resposta ao sombreamento moderado. Para confirmar essas informações e definir a melhor forma de cultivo desses capins em sistemas silvopatoris são necessários estudos de campo.