Conversando com funcionários

Blog Porteira Adentro: Já vi e conheço muitos produtores e/ou técnicos que apenas falam: "bom dia", "boa tarde" num misto de educação com imposição de autoridade. Converso, sempre que possível com os mais diferentes funcionários. Parto do princípio de que cada empregado pode ter visto algum detalhe, alguma coisa que possa me ajudar a esclarecer alguma dificuldade de manejo.

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Outro dia estava andando em nosso free-stall , por entre os animais. Este é um hábito que tenho. Muitos dias passo pelo corredor de alimentação, conferindo consumo e “dando uma geral” nos animais, no entanto, tenho o costume de entrar na instalação e caminhar por entre as vacas. Tocá-las com os dedos, observar a respiração das mesas, olhar seus olhos e verificar como estão se deslocando e como, de fato, está a consistência de suas fezes. Enfim, cada profissional tem a sua “mania”, hábito ou maneira de trabalhar.

Num desses dias, apareceu um funcionário, que além de fazer ordenha, é o responsável por todo o manejo, ou melhor, todas as atividades que envolvem os animais: vacinações, vermifugações, pesagens, casqueamento e aplicação de medicamentos. Ao perceber minha presença, por entre as vacas, o mesmo se aproximou, perguntando se tinha “encontrado algum problema”. Disse que não, que apenas estava fazendo um “check-up” nas vacas e compartilhei com o mesmo o meu pensamento e a forma que costumo observar as vacas. Acho isso muito importante, uma vez que, claro, vacas não falam. Logo, “interpretá-las” é muito importante.

Neste dia, em especial, devia ser umas 9:00hs quando nossa conversa, se iniciou. Acabamos conversando até umas 11:00hs. A discussão sobre as vacas em produção foi muito boa. Como o mesmo está em contato mais intenso com os animais, a troca de informações foi muito rica. E interessante também. A forma e maneira de raciocinar sobre os problemas são interessantes. Acredito que ambos cresceram com o debate e saíram mais seguros sobre a forma e maneira de se solucionar problemas: o que a vaca tem? Como tem se comportado? Por quê não está comendo direito? Quando a outra começou a aumentar bem a produção? E daí, em diante. Uma profusão de conceitos e idéias.

Já vi e conheço muitos produtores e/ou técnicos que apenas falam: “bom dia”, “boa tarde” num misto de educação com imposição de autoridade. Eu não faço isso. Converso, sempre que possível com os mais diferentes funcionários. Do responsável pela “rapação de esterco”, limpeza de cochos e bebedouros aos mais capacitados, inseminadores, etc. Não faço distinção. Parto do princípio de que, sempre, cada empregado pode ter visto algum detalhe, alguma coisa que possa me ajudar a esclarecer alguma dificuldade de manejo. Pelo menos, no meu caso tem funcionado bem.
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Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/03/2012

Prezado Beto Carvalho: Como Advogado Trabalhista, conheço bem as possibilidade de se situar o uso de câmeras no hemisfério do dano moral ou do assédio moral no trabalho. Todavia, informo que as câmeras que possuo são panorâmicas dos galpões e se prestam de comunicadores, eis que os próprios funcionários se colocam frente a elas para conversar comigo, transmitir informações e obter ordens sobre mudanças de manejo e aquisição de materiais diversos. Por outro lado, através de meu sistema informatizado, posso dialogar com eles, trocar opiniões e, até mesmo, fazer uma mini vídeoconferência entre eu, eles e meu Medico Veterinário, resolvendo, de forma imediata problemas que estariam à espera de minha presença ou da do Gestor do Sistema. Não vigiam o dia a dia dos funcionários, a ponto de trazer-lhes algum constrangimento.
A liderança, neste caso é meio como na Távola Redonda, do Rei Arthur - diluída entre todos, o que impede haver o que você denomina de "doença do gerente", já que, embora as decisões técnicas sejam da resonsabilidade do Gestor e as Administrativas, da minha, as demais, coriqueiras são elaboradas pelo colegiado de empregados e, se a dúvida persiste, a consuta a nós dois outros é sempre possivel. Como vê, todos somos igualmente importantes e, por isso, há a diferença de números em minha propriedade.
E, talvez, o mais importante, até hoje ninguém - nem eu - ganhou o trofeu morcego (rsrsrs).
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE EMLLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/03/2012

Prezado Beto,

Sua experiência profissional permitiu que fizesse um excelente resumo com comentários muito pertinentes.

O tema não é fácil. O relacionamento humano e a comunicação entre as pessoas, para mim, pelo menos, por incrível que pareça, ainda é um desafio. Por este motivo, aqueles que tiveram oportunidade de receber melhor grau de instrução e aqueles que ocupam cargos importante como o gerenciamento de atividades devem estar "um passo adiante" dos demais para, com maturidade, conseguir lidar com os mais diferentes desafios.

Gostei muito das suas colocações. Obrigado pela participação!

Um abraço, até!
Beto Carvalho
BETO CARVALHO

SETE LAGOAS - MINAS GERAIS

EM 09/03/2012

Meus caros João Paulo e Guilherme, muito bom seus comentários e muito interessante a troca de experiências, como trabalho com consultoria justamente sobre este assunto, treinamento de gerentes, e facilitação de relacionamento entre empresário, assistência técnica e gerentes, gostaria de fazer alguns comentários;
Inicialmente o que percebo é que o Guilherme conseguiu o tão sonhado EQUILÍBRIO, dentro da equipe, por isso consegue esta harmonia. Realmente a questão das câmeras é um desafio e pode gerar problemas, e isto vai depender do nível de conscientização da equipe e da forma como isto foi apresentado a eles, realmente na maioria das fazendas seria um desastre a implantação de uma ferramenta destas. Em fazendas que têm um ambiente como o citado pelo Guilherme eu geralmente faço um alerta cuidado com a "doença do gerente" que é a impressão de muitos gerentes de que as coisas estão muito bem e na verdade não estão, ele apenas não esta a par do que as pessoas estão sentindo mas não falam, o alerta é para que ele apenas se policie, mas no caso do Guilherme parece que a harmonia realmente existe e ele é próximo á equipe.
João, sua experiência de conversar com os funcionários é muito válida e é prático, podemos fazer isto constantemente, e esta conversa pode e deve ir além das vacas, e entender a visão que ele tem da empresa, da gerencia, das condições oferecidas, etc.
Sobre ser amigo dos funcionários, lhe digo que no passado tinha esta opinião também, e me mantinha a uma certa distancia, com receio de o excesso de liberdade gerar problemas como você diz. Mas como você mesmo fala se houver respeito e as pessoas forem conscientizadas do uso desta liberdade isto dificilmente vai gerar problemas, vai depender muito da pessoa que esta liderando. Aproximar-se das pessoas e ter cada funcionário como amigo em minha opinião pode ser a diferença entre sucesso e insucesso na atividade.
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Prezado José Itamar,

Você tem razão! Infelizmente, muitos não agem de modo adequado, sob o nosso ponto de vista, correto?!

Agradeço suas palavras e apoio.

Um abraço, até!
José Itamar de Almeida
JOSÉ ITAMAR DE ALMEIDA

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÃO PÚBLICA

EM 08/03/2012

O que esta mostrando no texto é muito importante só o fato dos funcionários ver o produtor verificar as instalações os animais vai despertar mais cuidados aos colaboradores no seu trabalho , pois se fizer alguma coisa errada esta vai ser descoberto. Porém conheço muito empresários além de não dar bom dia, boa tarde passam perto dos funcionários ignorando a sua presença. O seu texto merece ser feito uma tese de mestrado pela sua importância e o que representa de melhoria em uma empresa. E o melhor sem custo.
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Elijá, agradeço muito suas considerações e palavras.

Vamos "tocando". Um abraço, até!
Elijá de Arandas Pimentel
ELIJÁ DE ARANDAS PIMENTEL

BOM CONSELHO - PERNAMBUCO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Essa interação permite um aproveitamento da atividade, pois passa a idéia de não só o consultor que pode falazer e ser o dono da verdade. Mas numa relação onde existe troca de experiências e sensação de equipe que impera é de um conjunto e esse conjunto funcionando é que vai determinar o sucesso da atividade.

PARABÉNS NOBRE COLEGA !!!
SUA ATITUDE TEM QUE SER SEGUIDA POR OUTROS TÉCNICOS.
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Guilherme,

Você é, realmente uma "personalidade do setor"! Participativo, irreverente e com diferentes experiências (de vida): tens tradição no campo (via família), trabalha com uma atividade difícil, é advogado e atua como tal, foi jogador profissional de futebol e uma maneira particular de conduzir sua atividade, gerenciando com satisfação seus funcionários (que pelo visto são quase uma família). Seu negócio tem, de fato: união!

Como você mesmo disse: "Todavia, reconheço que meu caso é fora do comum e cada um sistema de produção tem suas particularidades..."

É isso aí. Não podemos ser preconceituosos e temos particularidades no nosso setor.

Agradeço, novamente sua participação e considerações!

Um abraço, até!
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/03/2012

Prezado João Paulo V. Alves dos Santos: Este risco eu não corro, porque meus funcionários são filhos e netos de outros funcionários, que laboravam na Fazenda, ao tempo da gestão de meu avô, criads desde pequenos no ambiente de trabalho, e, como eu sou muito mais velho que eles (eles têm em torno de dezoito anos), o respeito entre nós é coisa natural. A minha amizade não me impede de usar energia no trato com eles e, por isso, a propriedade vive um clima de profissionalismo que, em poucas, consegui encontrar. Só para se ter uma ideia, eles pertencem a um time de futsal, que é patrocinado pela Fazenda Sesmaria e que tem sido campeão dos torneios regionais, por três anos seguidos. Como ex-jogador profissional de futebol, quando o tempo me oferece a oportunidade, participo destes eventos, junto com eles. Todavia, reconheço que meu caso é fora do comum e cada um sistema de produção tem suas particularidades. No entanto, valorizar o ser humano, não ver nele apenas aquele preguiçoso, aproveitador, que só pensa em ingressar em Juízo com as famosas reclamações trabalhistas, em dar prejuízo, é um segredo que pode fazer a grande diferença. São os "colaboradores" que você bem cita.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Prezado Marco Aurélio,

Agradeço suas palavras e participação!

A revelação de sua experiência é muito interessante pois seu contato é diário e, sempre, com a mesma pessoa. Você colocou um aspecto muito importante que reproduzo aqui "Digo sempre que quem estiver ao meu lado também vai crescer..." Concordo plenamente com este depoimento! Esse é o "foco". Infelizmente, poucos funcionários conseguem enxergar essa possibilidade. Sozinhos não irão vislumbrar ou almejar a possibilidade de crescimento mútuo. Conversar e compartilhar idéias objetivos, metas, planos é muito importante e gera motivação para quem trabalha conosco.

Faço uma comparação com o alcance de uma "ilha paradisíaca". Se nós formos o capitão de um navio e anunciarmos à tripulação e passageiros, antes da viagem que quem subir no navio "vai ser feliz", "vai se dar bem" pois apesar de navegarmos por 1, 2, 3 anos (como queira) e que a jornada pode nos levar a exaustão mas quando encontrarmos "terra firme" não será uma terra qualquer, mas sim uma ilha maravilhosa, com cachoeiras cristalinas, côco à vontade, ondas para surfar... (não vou me estender, deixo a imaginação de cada um desenvolver o final dessa história), nós estamos alimentando o que chamo de esperança e fé. A fé de que sem trabalho não podemos alcançar nossos objetivos. O conceito de que para desfrutarmos do que julgamos ser perfeito, temos um caminho (um oceano) a ser percorrido (navegado).

Quem "comprar" essa idéia estará com você, pois você reconhecerá no seu funcionário mais que um simples "empregado" mas sim um grande "colaborador". Outro dia ouvi ao entrar numa empresa e ser apresentado pelo dono da mesma, ao seu corpo de funcionários a seguinte frase: "João Paulo, estes são os meus COLABORADORES!". Senti na firmeza da voz do empresário um misto de respeito, educação e orgulho. Foi evidente. Isso me sensibilizou e guardei esse momento para sempre.

Um abraço, até!
Marco Aurelio Sambaqui Gamborgi
MARCO AURELIO SAMBAQUI GAMBORGI

GASPAR - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/03/2012

Caro João Paulo,

sou um pequeno produtor de leite em SC e tenho apenas um funcionário com o qual divido todos dos serviços da propriedade. Os papéis de cada um de nós estão bem claros e procuro sempre enfatizar minha vontade de crescer e meus projetos para a atividade e de como sua participação neste processo é importante. Digo sempre que quem estiver ao meu lado também vai crescer. O resultado é um trabalhador extremamente comprometido, responsável e motivado. O clima na propriedade é ótimo e de fato estou crescendo. Logo, com a parição de um lote de novilhas o número de animais em lactação deverá passar de 75 cabeças. Assim começamos a ver os projetos virarem realidade.
Tens razão, o produtor de leite tem uma vida difícil e ter funcionários motivados e eficientes alivia muito o peso das costas do produtor.

Parabéns pelo texto e forte abraço,

Marco Gamborgi
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Prezado Rafael,

Obrigado pela participação em nosso debate.

Seu relato e experiência comprovam que a receita do respeito mútuo, aproximação, diálogo e respeito entre gerência e subordinados gera resultados positivos. Fico feliz que tenho companheiros "no mesmo barco".

Um abraço, até!

Rafael Dantas de Almeida
RAFAEL DANTAS DE ALMEIDA

ANTAS - BAHIA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 08/03/2012

Olá, sou Zootecnista e Gerente de uma fazenda de Gado de Leite. Bem, tenho os mesmos hábitos, correlacionados a observação do gado, no sentido paralelo, obtenho mais informações das condições dos animais através dos meus funcionários, por isso que o diálogo entre o grupo, deixando de lado o nível hierárquico, é primordial num ambiente de trabalho.
Parabenizo a todos que opinião e exponham suas experiências.
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/03/2012

Prezado Guilherme,

Satisfação em receber seu comentários e considerações.

Este sistema de câmeras é muito interessante. Dou consultoria numa fazenda que trabalha com isso e funciona muito bem. Acho uma importante ferramenta e acho que o funcionário deve saber que existe cobrança por resultados e existe controle sobre aquilo que tem valor e custa caro (produção).

Eu não costumo estabelecer uma relação de "amizade" com meus funcionários e até mesmo com demais profissionais com quem trabalho. Procuro estabelecer sempre uma relação de "respeito" até porque, numa relação profissional em que existe a troca de trabalho e produção por dinheiro, muitas vezes, fica complicado estabelecermos elos sentimentais ou aspectos emocionais. No entanto este é um posicionamento e opinião minha (particular). Eu, pessoalmente, não possuo esta habilidade. Digo isso porque a "amizade" numa relação de igualdade de cargos é uma coisa (mesmas funções, mesmos objetivos, trabalho em equipe). Quando temos subordinados, muitas vezes, podemos ter problemas. Liberdade demais pode gerar muitas vezes confusões indesejadas. Em outras palavras, ao estabelecermos um vínculo maior que o profissional o funcionário(a) pode reagir mal no momento em que for cobrado e, cobranças, acontecem e/ou são necessárias, quando temos problemas.

Respeito o seu relato, entretanto, destacando que seus subordinados "por serem seus amigos", não lhe causam problemas, fato verídico pois sua equipe é a mesma há sete anos, o que comprova que tu tens, realmente uma forma ímpar e singular de se relacionar com sua equipe. Se está funcionando bem, recomendo, claro, não mudar. O importante é que você encontrou uma receita (e pessoas) para criar um sistema próprio e uma maneira interessante de se trabalhar, quebrando alguns paradigmas ou receitas prontas sobre como trabalhar com recursos humanos, comprovando que é possível fiscalizar (por meio de câmeras), sem gerar desconfiança na equipe e pode ter um relacionamento tranquilo (amizade) com empregados, obtendo produtividade.

Um abraço, até!

Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/03/2012

Prezado João Paulo V. Alves dos Santos: Textos como o seu são bastante alviçareiros e comprovam que a mentalidade do produtor nacional vem se modificando e, ainda bem, para melhor. Temos que parar de ter uma enorme distância entre patrão e empregado e entender que, hoje, somos uma equipe. Fiscalização não é sinal de desconfiança. Interessante que parece você descreve, justamente, o que eu faço, quando estou na propriedade, muito pelo amor às vacas holandêsas e um pouco para tomar consciência do desenvolvimento do sistema.
Além disso, tenho um sistema de câmeras instaladas dentro do meu "tie stall" e, pela "internet", acesso, vinte e quatro horas por dia, via satélite, as benfeitorias e os animais, mas nada substitui o contato presencial. Por fim, meus empregados são meus amigos e, não, meus subordinados. Talvez, por isso, não tenho tantos problemas de mão de obra, nem de manutenção dos níveis de qualidade. Ao contrário, existe um cadastro de pessoas que querem laborar conosco. Mas, há sete anos, minha equipe tem sido a mesma.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/03/2012

Prezado Albert,

Obrigado por enriquecer nosso debate com suas colocações.

Como você colocou: "novas estratégias de gestão tem confirmado..." o que indica que estamos pensando e caminhando na direção correta.

Como podemos gerenciar mão-de-obra se não sabemos diferenciar os agentes dentro de um sistema de produção. Penso que numa equipe, o líder deve saber o que quer e tem que ter a capacidade de enaltecer e esclarecer e transmitir aos seus subordinados o que é importante para o sucesso em termos de produção.

Um abraço, até!
Albert José dos Anjos
ALBERT JOSÉ DOS ANJOS

PERDÕES - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 07/03/2012

Parabéns pelo texto acima.
Também acho muito importante a comunicação entre proprietário, funcionário e consultor.
Além disso, as novas estratégias de gestão tem confirmado a importância da boa comunicação em qualquer tipo de empresa.
Grande abraço
João Paulo V. Alves dos Santos
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/03/2012

Prezado Paulo,

Agradeço sua participação e comentários.

Acredito que humildade e respeito entre todos os níveis de uma estrutura organizacional de trabalho é muito importante. Vejo que existem profissionais, prestadores de serviço ou mesmo produtores que sequer estabelecem qualquer canal de comunicação. Isso não é bom. Faz com o que o funcionário seja apenas "um número" dentro do sistema de produção. Como cobrar produtividade do mesmo se não há valorização do trabalho deste?

Você tocou num ponto muito importante e interessante: os detalhes que ele (funcionário) observa "também são do interesse do próprio proprietário" é um aspecto crucial nesta discussão. Eu destaco também a questão de que, muitas vezes, um detalhe sempre observado pelo trabalhador e sem chamar a atenção do mesmo (por não saber a importância do detalhe, claro) quando compartilhado e enaltecido pelo proprietário ou técnico responsável pelo gerenciamento dos animais faz com que seja criado um "vínculo" entre ambas as partes. O respeito começa a partir daí. "Puxa esse cara é meu parceiro... toca o negócio de forma diferente" seria a diretriz de pensamento do funcionário. Da mesma forma, o manager passa a pensar: "poxa este trabalhador não faz sua função apenas automaticamente...". Se você estava em dúvida sobre qual membro de sua equipe poderia ser contemplado com um curso de inseminação artificial, trabalhando dessa forma, fica mais fácil encontrarmos respostas, por exemplo.

Nossa profissão é dura. Nosso meio é duro e com muito cansaço físico, no entanto, nada nos impede de, pensar (juntos, melhor).

Um abraço, até!
Paulo R. F. Mühlbach
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/03/2012

Prezado João Paulo,

Acredito que atitudes como essas suas, de observar frequentemente os animais de perto, e de dialogar com todos os funcionários com a melhor empatia possível, são fundamentais para o adequado gerenciamento da atividade leiteira.
No dia em que isso tornar-se regra generalizada, certamente, muitos dos problemas de manejo do rebanho e de administração da mão-de-obra deixarão de ser tão críticos quanto se apresentam na atualidade.
Imagino que quando um funcionário se apercebe do fato de que detalhes de sua atividade também são do interesse do próprio proprietário, isto lhe dá uma satisfação pessoal de que seu trabalho está sendo devidamente reconhecido, o que é tão importante quanto a remuneração pecuniária.
Qual a sua dúvida hoje?