Com as águas de março chegando ao fim é hora de pensarmos como será o resto do ano.
Em 2011 de forma geral os preços reais dos lácteos no Brasil caíram no primeiro trimestre e depois aumentaram significativamente.
Isto aumentou a demanda por leite cru, e como a oferta estava limitada pelas condições climáticas e sequelas do preço desestimulador ao produtor num período anterior, o preço pago ao produtor subiu 17,3% acima da inflação.
Mas nem por isso 2012 foi o melhor dos mundos para o produtor pois o custo de produção subiu muito acima da inflação: 10% para energia e combustível, 10,5% para mão de obra, 12,8% para concentrado, 27% para reprodução, 31,9% para qualidade do leite e 41% para volumosos.
Para 2012 o custo de produção do milho, farelo de soja e outros alimentos devem permanecer altos, maiores do 2011 segundo o departamento de Agricultura dos estados Unidos ( USDA ). O preço dos fertilizantes no primeiro bimestre aumentaram 3,8%, O preço do petróleo está alto e não deve cair significativamente. Estamos num ano de La Niña, que nos impõe adversidades climáticas que levam ao aumento de custos. De forma geral os custos de produção em 2012 devem permanecer altos.
Por outro lado os preços das comodities lácteas caíram um pouco no começo do ano em decorrência do aumento da oferta mundial com relação a demanda, e o Robobank prece que o preço aos produtores no final do ano possam estar 10 a 15% mais baixos.
No Brasil também com preços aos produtores melhores houve aumento de oferta, e há que se considerar também as importações de leite da Argentina e do Uruguai.
Parece que o Governo finalmente se conscientizou que precisa evitar a excessiva valorização do real para assegurar o equilíbrio da balança comercial e evitar o desmantelamento da indústria nacional e o desemprego que afetaria o mercado interno. E a sinalização é de que tomará as medidas para que o câmbio fique acima de R$ 1,80/US$.
Em abril iniciasse a entressafra nos principais estados produtores.
Este cenário me leva a acreditar que até setembro os preços ao produtor devem se manter no patamar atual até setembro com uma tendência a cair em termos reais no último trimestre.
Face a volatilidade da economia mundial e nacional, penso que só em junho teremos condição de avaliar melhor se a tendência de queda se confirmará, e se será maior ou menor.
Marcello de Moura Campos Filho
Em 2011 de forma geral os preços reais dos lácteos no Brasil caíram no primeiro trimestre e depois aumentaram significativamente.
Isto aumentou a demanda por leite cru, e como a oferta estava limitada pelas condições climáticas e sequelas do preço desestimulador ao produtor num período anterior, o preço pago ao produtor subiu 17,3% acima da inflação.
Mas nem por isso 2012 foi o melhor dos mundos para o produtor pois o custo de produção subiu muito acima da inflação: 10% para energia e combustível, 10,5% para mão de obra, 12,8% para concentrado, 27% para reprodução, 31,9% para qualidade do leite e 41% para volumosos.
Para 2012 o custo de produção do milho, farelo de soja e outros alimentos devem permanecer altos, maiores do 2011 segundo o departamento de Agricultura dos estados Unidos ( USDA ). O preço dos fertilizantes no primeiro bimestre aumentaram 3,8%, O preço do petróleo está alto e não deve cair significativamente. Estamos num ano de La Niña, que nos impõe adversidades climáticas que levam ao aumento de custos. De forma geral os custos de produção em 2012 devem permanecer altos.
Por outro lado os preços das comodities lácteas caíram um pouco no começo do ano em decorrência do aumento da oferta mundial com relação a demanda, e o Robobank prece que o preço aos produtores no final do ano possam estar 10 a 15% mais baixos.
No Brasil também com preços aos produtores melhores houve aumento de oferta, e há que se considerar também as importações de leite da Argentina e do Uruguai.
Parece que o Governo finalmente se conscientizou que precisa evitar a excessiva valorização do real para assegurar o equilíbrio da balança comercial e evitar o desmantelamento da indústria nacional e o desemprego que afetaria o mercado interno. E a sinalização é de que tomará as medidas para que o câmbio fique acima de R$ 1,80/US$.
Em abril iniciasse a entressafra nos principais estados produtores.
Este cenário me leva a acreditar que até setembro os preços ao produtor devem se manter no patamar atual até setembro com uma tendência a cair em termos reais no último trimestre.
Face a volatilidade da economia mundial e nacional, penso que só em junho teremos condição de avaliar melhor se a tendência de queda se confirmará, e se será maior ou menor.
Marcello de Moura Campos Filho