A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Mostra que já estamos na terceira guerra mundial e faz comentários sobre o que poderá acontecer em função das decisões da Presidente Dilma Rousseff

Publicado por: MilkPoint

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A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL


Sem dúvida uma das grandes ameaças à agricultura e pecuária nacional é a valorização do real, dentro de um processo caótico da economia mundial, que o ministro Mantega definiu como "guerra cambial"  e a presidente Dilma como "tsunami monetário".

Eu diria que já estamos na "terceira guerra mundial", uma guerra sem disparar tiros mas que causa destruição em todo o mundo. E o Brasil, mesmo que não queira, está envolvido nela, e começa a sofrer baixas pesadas, como o nosso PIB crescendo menos que a média do G-20.

A presidente Dilma diz que seu governo vai combater o real forte, que prejudica a indústria. É bom a Presidente não esquecer que prejudica também a agricultura e pecuária brasileira, que tem grande peso na economia e na geração de postos de trabalho no País.

A Presidente diz que o nosso problema é juros,câmbio e inflação, e ela tem razão. Já temos sob controle do Conselho Monetário Nacional a taxa de juros referencial ( SELIC ), ajustada em função do controle da inflação e da situação econômica. Sugiro à Presidente a criação de uma taxa de câmbio referencial ( TCR ) que seria ajustada periódicamente, junto com a SELIC, pelo Conselho Monetário Nacional norteada pelo comportamento da inflação  e da situação da economia do País.

A criação de uma taxa de câmbio referencial não implica em tabelar o câmbio, da mesma forma que a SELIC não tabela os juros. Com uma taxa de câmbio referencial administyrada pelo Conselho Monetário Nacional junto com a SELIC a presidente Dilma provavelmente não precisará colocar uma MP a cada semana para segurar a valorização do real, como ameaça fazer.

Mas cãmbio é apenas uma das batalhas da "terceira guerra mundial". Uma outra faceta por exemplo é a batalha ambiental.

E nessa batalha ambiental os ataques ao nosso País vem travestidos de ações para proteção do meio ambiente mundial.. Um exemplo disso é a carta enviada por um grupo de parlamentares europeus, encabeçada por Daniel Cohn-Bendit, criticando as mudanças propostas no nosso Código Florestal vigente, criticando as mudanças e apelando para que não seja suavizado o Código Florestal atual.

É muita cara de pau desses europeus! Qual o país da Europa que tem como o Brasil mais de 60% do território com cobertura de vegetação nativa? Ou pelo menos 30% de cobertura nativa? Qual o país que tem um código florestal que seja pelo menos  próximo do foi originalmente aprovado pela Câmara dos Deputados?

Presidente Dilma, os jornais tem dito que a senhora adiará a votação da lei ambiental até ter certeza que o texto aprovado no Senado não sera modificado na Câmara dos Deputados.

Essa intransgigência Presidente faz o jogo do inimigo, o jogo de interesses estrangeiros, e poderá ter duas consequências;

1) Provocar um "tsunami" na agricultura e pecuária brasileira de consequências imprevisíveis afetando profundamente a economoa e a geração de postos de trabalho no País;

2) Agravar a crise entre o Executivo e o Congresso, o que fatalmente poderá nos infligir derrotas em outras frentes de batalha na guerra econômica que é a "terceira guerra mundial".

Presidente além de apresentar nossas preocupações e sugestões, nos resta apenas pedir a Deus que ilumine suas decisões, pois dela dependem milhões de brasileiro, e de determinar se estaremos entre os vencedores ou derrotados na "terceira guerra mundial".

Marcello de Moura Campos Filho

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