A importância da sexagem para programas de melhoramento genético
A maioria dos programas de melhoramento é dirigida principalmente pela seleção de touro. Isso ocorre porque o número de touros necessários, a serem selecionados para reprodução, é bem menor do que o número de fêmeas, considerando-se o mesmo número de candidatos de ambos os sexos. No entanto, é interessante observar que se produzirmos menor número de machos candidatos e maior número de fêmeas candidatas, talvez igualando as proporções de seleção (número de animais a serem selecionados), poderemos melhorar a resposta à seleção.
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A maioria dos programas de melhoramento é dirigida principalmente pela seleção de touro. Isso ocorre porque o número de touros necessários, a serem selecionados para reprodução, é bem menor do que o número de fêmeas, considerando-se o mesmo número de candidatos de ambos os sexos. No entanto, é interessante observar que se produzirmos menor número de machos candidatos e maior número de fêmeas candidatas, talvez igualando as proporções de seleção (número de animais a serem selecionados), poderemos melhorar a resposta à seleção.
Infelizmente esta técnica leva a uma resposta à seleção extra muito pequena. Usando modelos simples, é difícil conseguir uma produção de mais do que 5% de resposta extra em comparação com o uso de uma proporção de candidatos machos e fêmeas de 50:50.
Essa resposta pode ser melhorada, no entanto, em sistemas de produção como os leiteiros, nos quais as medidas mais importantes só podem ser feitas nas fêmeas. O argumento não é simples - precisaríamos ainda ordenhar mais fêmeas para conseguir mais informações, e os espaços/baias de ordenha constituem, geralmente, o fator limitante. O aumento do número de descendentes fêmeas nos acasalamentos, destinadas a teste de progênie de touros jovens, levaria a maior acurácia de seleção e/ou à capacidade para testar mais touros.
O aumento do número de descendentes machos de acasalamentos elite para produzir candidatos para teste de progênie também traria alguns benefícios, especialmente por aumentar a pressão de seleção sobre as fêmeas que produzirão os futuros touros - uma das vias do melhoramento de bovinos leiteiros.
Os resultados da sexagem de sêmen ou de embriões, como parte de um programa de fertilização in vitro (FIV), a fim de melhorar a resposta à seleção, não têm sido favoráveis. A sexagem em delineamentos cruzados de bovinos leiteiros acrescenta apenas entre 1,3% e 3,0% à resposta predita. Este tipo de ganho não compensa o custo e a redução na taxa de nascimento, que não foram quantificadas no estudo.
A sexagem pra o programa de produção animal
A sexagem de sêmens e embriões é muito mais promissora para os sistemas de produção animal do que para os de melhoramento genético. O exemplo mais evidente de sua utilização é aquele de sistemas de produção em que o produto de interesse provém exclusivamente das fêmeas. Mas, mesmo nessas circunstâncias, os benefícios podem ser limitados. Por exemplo, o leite é obtido continuamente depois que as vacas atingem a maturidade, ao contrário do que ocorre com bovinos de corte, em que o produto é obtido uma única vez, ao abate.
Desse modo, os produtores de progênie são também os produtores de leite, e não há como reduzir custos mantendo metade do número de vacas para produzir o mesmo número de descendentes fêmeas, já que precisamos do mesmo número de vacas para produzir a mesma quantidade de leite.
Nesse caso, o benefício da sexagem é a produção de um pool maior de fêmeas jovens, do qual serão selecionadas as vacas para o rebanho leiteiro. Evidentemente, isso deve ser balanceado contra os custos de redução na performance reprodutiva. A sexagem seria mais importante para produções originárias de um único sexo e obtidas de uma só vez, e os benefícios deveriam ser maiores se produzidas por fêmeas, já que consideráveis rebanhos de melhoramento de fêmeas precisam ser mantidos para reprodução. A sexagem seria de grande importância em condições de produções repetidas provindas de um sexo, em que os sexos competem por espaço.
Conclusões
O desenvolvimento adequado da tecnologia de sexagem poderia ser o fator chave em programas de melhoramento especializados na produção de fêmeas F1. Os maiores benefícios da tecnologia, nessa situação, são discutíveis, já que a baixa prolificidade de bovinos, em relação às industrias de suínos e aves, significa que o tamanho relativo de tais unidades parentais precisa ser maior, e esta é uma razão pela qual elas não são, atualmente, muito difundidas.
Referências:
Davis, G. P.; D'Occhio, M.J., Hetzel, D. J. S. 1997. Smart breeding: selecion with markers and advanced reproductive techologies. Proceedings of Association for the Advancement of Animal Breeding and Genetics 12, 429-432.
Material escrito por:
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ARAÇATUBA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 21/03/2009

SANTA FÉ - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 21/06/2008
Abraço a todos,
Max Gomes

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 01/04/2008
Gostaríamos de esclarecer alguns pontos importantes em relação aos comentários publicados sobre o assunto.
Primamos pela fertiliade superior dos nossos produtos, o que assegura os resultados dos nossos clientes.
A tecnologia de sexagem está bastante desenvolvida e, no momento, já temos resultados representativos e muito atrativos.
No Brasil, por exemplo, já contamos com mais de 300 mil doses comercializadas pela Lagoa (em rebanho de leite e de corte), gerando uma média próxima de 50% de concepção em novilhas, no primeiro serviço da inseminação artificial.
Outro excelente resultado vêm da nossa matriz Holland Genetics, onde conseguimos, em média, 69% de concepção do sêmen sexado em novilhas, valor muito bom quando comparado aos 75% de concepção média do sêmen convencional alcançados na Holanda nesta mesma categoria.
Por fim, gostaríamos de esclarecer que dispomos hoje de uma variabilidade muito grande de produtos, em diversas raças, inclusive sêmen sexado dos touros TOP da Holanda.
Estes produtos estão sendo comercializados a preços bastantes competitivos, gerando rápido retorno econômico do investimento, ou seja, capazes de se pagarem quando do nascimento dos produtos.
Os preços da Lagoa estão bastante competitivos, bem abaixo daqueles comentados pelo pesquisador Sr. Leovegildo.
Basta observamos que temos à disposição sêmen sexado de touros leiteiros na faixa média de R$ 70/dose.
Trabalhando em novilhas com uma média de 2 doses de sexado por prenhez, teremos um investimento total em sêmen próximo de R$ 140/fêmea nascida.
Obviamente uma bezerra com uma semana de vida vale muito mais do que isso, quando comparada ao valor do macho recém-nascido.
Ressaltamos enviamos aos nossos clientes orientações técnicas para uso do sêmen sexado na inseminação artificial, fertilização in vitro e/o transferência de embriões.
Continuamos sempre à disposição para maiores informações.
Um grande abraço e saudações nossas.
Wiliam Tabchoury.
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 18/03/2008
É por isso que os especialistas na América do Norte, quando recomendam, é para novilhas de um grupo de produtores muito elitizado. Se alguém com 100 vacas pensa que vai utilizar sêmen sexado para colher um número maior de novilhas, na realidade conseguirá um número menor e no máximo igual, pagando os preços absurdos dos catálogos que parecem de venda de diamantes.

CONSTANTINA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 11/03/2008
No meu ponto de vista a tecnologia utilizada atualmente para sexagem de sêmen não tem condições de ser amplamente utilizada por nós produtores. Os resultados obtidos no mundo inteiro mostram que os índices de reprodução são insatisfatórios. Nos Estados Unidos, por exemplo, a grande maioria dos produtores que utilizavam esta técnica hoje já não utilizam mais, pois mesmo utilizando em novilhas os índices foram muito ruins, as novilhas que tinham média de idade ao primeiro parto de 22 meses passaram para 26-27 e isto sim causou inúmeros problemas de reposição de animas (em vez de ajudar atrapalhou). Além de acarretar uma elevação de custo que não mostra um custo-benefício interessante para o produtor, os índices de nascimento de machos tem ficado na faixa de 12 a 15%.
Concordo que em situações específicas seja interessante a utilização desta técnica, como é o caso da coleta de embriões, fertilização ou até mesmo em animais com potencial genético muito bom. Mas quanto a isto, ainda temos que observar que a maioria dos touros que estão à disposição dos produtores não são touros de alto padrão genético, então como vamos acasalar a nossa melhor vaca com um touro que poderá gerar uma terneira inferior a mãe? Apenas uma ou duas centrais estão disponibilizando bons touros que o produtor possa utilizar sem arriscar!
O debate sempre será interessante e informações também, principalmente para os produtores, que muitas vezes aderem a certas tecnologias, investem seu dinheiro e não obtem os resultados esperados. Acredito que ainda temos muitas coisas a serem trabalhadas e melhoradas nas propriedades, como é o caso da nutrição, manejo e sanidade.

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 06/03/2008
Devemos estimular os produtores a utilizar esses produtos, porém devemos orientar sempre que esse tipo de sêmen deve ser utilizado em animais com bons históricos de fertilidade e em certas categorias animais.

LORENA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 05/03/2008
Em contato com alguns dos 100 maiores produtores de leite do Brasil, que utilizam o gado holandês como base, ouvi que sêmem sexado é interessante para novilhas e não para vacas adultas, pois estas apresentam maior dificuldade para engravidar, o que se torna ainda mais difícil com o sêmem sexado.
Para mim foi um balde de água fria, pois com a escolha do sexo poderia-se evitar o destino cruel para os machos holandeses ao mesmo tempo em que as fêmeas viabilizariam a renovação do plantel ou a comercialização do excedente.
Como a Lagoa vê esta questão, e existem estatísticas que comprovam a eficiência do método, o que derrubaria esta afirmação?

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 05/03/2008
Gostaria de colocar que hoje também trabalhamos com uma tecnologia inovadora com maior potencial de nascimento de fêmeas, chamada Bovitel, que não altera a concentração de espermatozóides, não passa pela citometria de fluxo, e por isso mantém a fertilidade podendo ser utilizada sem restrições.
Não comprometer a fertilidade significa manter os animais produzindo.
Juliana Sofia
Médica Veterinária

SERTÃOZINHO - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 03/03/2008

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 29/02/2008
A técnica da sexagem de sêmen de bovinos, através da citometria de fluxo, foi lançada recentemente e vem sendo amplamente utilizada em várias partes do mundo.
Ela permite inúmeros avanços às cadeias produtivas do leite e da carne, destacando-se o ganho genético do rebanho e o aumento significativo do números de produtos do sexo escolhido, incrementando, com isso, o resultado técnico e econômico da atividade.
Além disso, ela é uma ótima ferramenta de suporte ao teste de progênie de touros, aos programas de inseminação artificial, fertilização em vitro e transferência de embriões, no gado de leite e de corte.
Dispomos hoje, e aqui no Brasil, de uma gama muito grande de opções de touros e raças diferentes para sêmen sexado, nacionais ou importados.
A nossa matriz na Holanda, por exemplo, vem sexando sêmen dos melhores reprodutores holandeses da atualidade.
Aqui no Brasil, a nossa empresa já comercializou um volume superior a 300 mil doses de sêmen sexado, permitindo o nascimento de mais de 150 mil produtos, com ótimos resultados de fertilidade, percentual de nascimentos do sexo escolhido, melhoria na qualidade genética e sanitária dos animais.
Desta forma, temos convicção de que a sexagem de sêmen de bovinos é o grande divisor de águas do momento, capaz de incrementar o uso da inseminação artificial e do melhoramento genético do rebanho, imprescindíveis ao crescimento econômico das cadeias de leite e da carne nacionais.
Isto é muito importante para o Brasil, país que detém um dos maiores rebanhos bovinos do mundo e cada vez mais caminha para liderança mundial neste segmento.
Wiliam Tabchoury
Gerente de Produto Leite da Lagoa