Confira a explicação de Margareth Mathias Dellatorre, Zootecnista e Coord. Técnica Bioprotection - Novartis Saúde Animal.
"Olá,
Os roedores são transmissores potenciais de aproximadamente 32 doenças aos animais e ao homem (zoonoses), como por exemplo: salmoneloses, leptospirose, coccidiose, sarna e micoses, hantavirose, tifo, etc. Também podem veicular ácaros e outros ectoparasitos.
São responsáveis por grandes prejuízos, causando perda econômica com danos em instalações e equipamentos (maquinários com roeduras, podendo gerar curto-circuito) e prejuízo no armazenamento de ração e insumos devido à roeduras, consumo e contaminação com fezes, pelos e urina, podendo chegar a uma perda de 10% da ração total consumida pelos animais ali criados.
São três as espécies com maior importância na zona rural: a ratazana (Rattus norvegicus), o rato de telhado ou rato preto (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus). São encontrados onde o homem se estabelece, como: criações intensivas de animais de produção (galinha, suínos e gado confinado), onde se proliferam intensamente devido à grande oferta de alimento.

Infestações de roedores são facilmente detectadas, pois sempre fazem os mesmos caminhos, deixando alguns vestígios. Alguns exemplos de sinais de roedores: fezes, urina, roeduras, trilhas, tocas e/ou ninhos, manchas de gordura, sons, pegadas e marcas de cauda. Dependendo da intensidade (quantidade de roeduras, fezes, sons durante o dia, etc.) desses sinais podemos diagnosticar se a infestação está baixa, média ou alta. Se encontrarmos roedor durante o dia a infestação está altíssima, pois esses animais possuem hábitos noturnos, para procurar comida.
Segue abaixo uma tabela para melhor visualização.

Fonte: FUNASA 2002
CONTROLE
O primeiro passo para um controle eficaz, é a identificação das espécies de roedores presentes na propriedade. Após a identificação analisar os aspectos biológicos e comportamentais dos mesmos, e buscar informações sobre o habitat e o ciclo de vida. Depois é preciso analisar o nível da infestação e procurar quais os locais que propiciam o desenvolvimento da infestação (abrigos, fontes de alimentos e água).
Para maximizar o controle de roedores, deve-se fazer o Controle Integrado na propriedade. "Controle Integrado é um conjunto de ações de caráter preventivo e corretivo que - adotado em paralelo com medidas físicas da praga já infestante - é capaz de reduzir os níveis de infestação de roedores, baixando-os a valores toleráveis ou aceitáveis". Abaixo segue algumas medidas de prevenção e/ou correção.
- manter a área externa limpa: sem entulhos, materiais empilhados (madeiras, canos, telhas e etc.), mato e grama devidamente aparados, poda de galhos de árvores que se projetem sobre a construção;
- vedar rachaduras e brechas nos muros, paredes e pisos das instalações;
- armazenamento adequado e protegido de cereais e rações. As pilhas de sacos de rações devem estar afastadas da parede (30 cm) e colocadas em pallets;
- proteger vãos sob as portas ou janelas, com telas ou chapas galvanizadas;
- chumbar ralos onde houver necessidade;
- etc.
Para ilustrar segue abaixo um desenho com possíveis rotas de entrada de roedores.

A Novartis Saúde Animal tem o Lanirat® Isca e o Lanirat® Bloco para locais úmidos, ambos possuem como princípio ativo o Bromadiolone, que é uma substância anticoagulante.
A legislação brasileira proíbe a fabricação de raticidas agudos, por uma questão de segurança em vista da grande toxicidade dos mesmos, e o risco de acidentes na sua utilização. Os raticidas agudos, para efeito de informação, são de ação instantânea (24 horas), por contato, ingestão ou inalação. São substâncias tóxicas como: arsênico, estricnina, cila vermelha, antú, o 1080 e 1081, sulfato de tálio, norbomida e etc.
Hoje é permitida a utilização de raticidas anticoagulantes de dose única, como o Lanirat®, atuando por ingestão, podendo ser aplicado no ambiente. Nas formulações: iscas (mais atrativas) e blocos parafinados (áreas externas e úmidas).
O Lanirat® Isca ou Lanirat® Bloco atrai (devido aos grãos de cereais integrais presentes em ambos os produtos) e mata o roedor por hemorragia, em um período de 2 a 7 dias após a ingestão. Isso se dá devido ao anticoagulante presente na sua fórmula.
Os raticidas devem ser oferecidos em locais de trânsito ou de visitação destes animais.
Em áreas de produção, o raticida deve-ser aplicado em portas-isca (caixas pretas ou canos PVC de 4 com 50 cm). Dessa forma, as iscas ficam protegidas das condições ambientais externas (chuva e etc.), inacessíveis para homens e animais domésticos, bem como os roedores não carregam para outras áreas, não há contaminação de alimentos, etc.
Deve-se aplicar o raticida perto dos esconderijos, dentro de tocas visíveis e ao longo das trilhas, caminhos e outros lugares frequentados por roedores, em quantidade suficiente para que o maior número de indivíduos tenha acesso ao raticida pelo menos uma vez. Também é conveniente eliminar e/ou bloquear potenciais pontos de entrada de roedores.
Onde e quanto aplicar de raticida:
- 1 ponto de iscagem a cada 5 -15 m de distância (dependendo da infestação).
- 1 a 3 envelopes de 25 g, ou 1 a 3 blocos de 20 g, por ponto de iscagem, dependendo da infestação.
- para ratos de telhado as iscas devem ficar na parte de cima interna e externa, pois é por onde eles passam.
- já as ratazanas as iscas devem ficar na parte externa das instalações.
Para finalizar, segue alguns passos para um EFETIVO controle de roedores:
1. Remover ou impedir, onde for possível, todas as potenciais fontes de alimentos, água e abrigo.
2. Identificar e marcar todos os pontos de iscagem.
3. Colocar o máximo possível de pontos de iscagem e manter registros de consumo pelos roedores.
4. Coloque as iscas sempre o mais próximo possível dos caminhos, passagens e trilhas dos roedores, perto de tocas, fezes, e manchas de gordura.
5. Proteger o raticida para não molhar com a chuva e para evitar que crianças ou outras espécies animais tenham acesso.
6. Verificar regularmente todos os pontos de iscagem.
7. Eliminar os roedores mortos, se possível diariamente.
8. Repor o raticida semanalmente onde houver consumo.
9. Remover os pontos de iscagens onde não houver consumo.
10. Criar barreiras com pontos de iscagens e monitorar mensalmente, para que não haja reinfestação
Os produtos acima estão disponíveis em cooperativas e lojas agropecuárias no Brasil.
Espero ter ajudado.
Abraço
Margareth Dellatorre"
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