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Os lácteos ainda estão caros?

POR MATHEUS NAPOLITANO

UM GRÁFICO, UMA ANÁLISE

EM 17/05/2024

2 MIN DE LEITURA

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No último ano, observamos uma queda nos preços dos derivados lácteos para o consumidor final, mas a retomada do consumo não atingiu o patamar que o mercado deseja. Isso levanta uma questão: os preços ainda estão impedindo uma maior recuperação do consumo?

Ao analisar a variação anual, realmente vemos uma deflação (queda de preços) em grande parte dos produtos lácteos no varejo. No entanto, quando se observa um período mais longo, nota-se que os preços dos lácteos ainda têm crescido mais rápido do que a inflação média na economia brasileira.

O consumidor ainda se recorda de um passado não tão distante em que os preços nas gôndolas eram significativamente mais baixos do que os atuais (mesmo considerando as reduções dos últimos meses).

A seguir, analisamos a evolução da inflação para a categoria de leite e derivados em comparação com a inflação geral (IPCA), além do crescimento dos indicadores de renda, como Massa Salarial e Rendimento Médio.

Gráfico 1. Evolução dos indicadores de inflação e renda (jan/2020 = 100)

Evolução dos indicadores de inflação e renda (jan/2020 = 100)

 

Nota-se claramente que o grupo "Leite e Derivados" do IPCA apresentou um aumento de preços consideravelmente maior do que a média geral da economia, o que afeta tanto o orçamento quanto a percepção dos consumidores.

Além disso, os indicadores de renda, como o rendimento médio por trabalhador e a massa salarial (a soma total dos salários), indicam que o poder de compra dos produtos lácteos pelas famílias diminuiu nos últimos anos.

Mas, por que os preços subiram tanto? Um dos principais motivos foi o forte aumento do custo de produção, que elevou o preço final, mas sem que nenhum elo da cadeia produtiva tivesse uma margem de lucro significativamente maior.

Os custos mais altos de produção, que repercutiram nos preços ao consumidor final, abriram espaço para o crescimento de produtos análogos de menor custo, como compostos e misturas lácteas. Ao mesmo tempo, até mesmo os produtos "100% lácteos" passaram por mudanças em suas formulações, como a redução dos teores de gordura do creme de leite UHT, por exemplo.

Neste cenário de custos mais altos e margens estreitas, a busca por eficiência, tanto para produtores quanto para a indústria, tornou-se crucial para a sustentabilidade no mercado.

Um desafio e tanto!

 

A coluna "Um gráfico, uma análise" traz aos leitores uma informação rápida e ao mesmo tempo educativa, provocando reflexões e ideias. Se você tem uma sugestão para realizarmos uma breve análise, envie pra gente através deste formulário. 

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DENIANE FERREIRA

VAZANTE - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 20/05/2024

Comenta-se sobre um dos motivos sendo o custo de produção e percebe-se que as indústrias ainda tem algumas saídas, seria interessante um gráfico que demonstrasse os valores desde a saída do campo, indústria e revenda, pois quando eu como produtora rural quando comparo os valores recebidos x os valores nas prateleiras do mercado, sempre me pergunto, quem está ganhando a fatia maior?
VINICIUS FAGUNDES

HERCULÂNDIA - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 20/05/2024

Tomava leite todo dia, antes era um 1l por dia, hoje não dá mais, raramente vc encontra o leite integral de caixinha por menos de $4,50.
CLEA RAHAL

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 20/05/2024

Interessante. Acho que vale analisar um horizonte de tempo maior, pois a pandemia mexeu muito com as cadeias de suprimentos.
VALDIR FERREIRA CAMPOS

BELÉM - PARÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/05/2024

dinheiro muda de lugar , alguem na cadeia deve ter maiores lucros ? (se nao percentual ,mas em valores absoluto) talvez este lucro tenha se deslocado para os insumos basico.
JOSE LUIZ MORAES VASCONCELOS

BOTUCATU - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/05/2024

Sugiro fazer comparação com as outras proteínas como carne bovina, suína e de aves.
EDUARDO LUCACIN

MOREIRA SALES - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 20/05/2024

Olá Matheus, parabéns pelo artigo!
No gráfico, temos a impressão que a diferença entre valores do IPCA do Leite e derivados e a renda ( massa e média) diminuiu consideravelmente. Mas estamos travados no consumo. Seria interessante vermos outros dados como a Paridade do Poder de Compra, ao longo dos últimos anos e o consumo de lácteos. Será que os análogos, apesar dos preços mais baixos, não estão levando os consumidores a escolher produtos melhores e fora da cadeia do leite? Quem fica nos derivados de leite ainda prefere um queijo europeu ou um doce de leite argentino. E é difícil encontrar um doce de leite brasileiro que tenha apenas leite, açúcar e baunilha em sua lista de ingredientes. O leite brasileiro é bom! Já os produtos que são feitos a partir dele...queijo com amido, achocolatado com tudo ( soro, goma, óleos) menos leite!
LAÉRCIO BARBOSA

PATROCÍNIO PAULISTA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/05/2024

Olá Matheus, boa análise, que aborda um tema extremamente importante para o setor:
- O consumidor brasileiro consegue absorver esses aumentos dos preços dos lácteos?
Seria interessante incluir no gráfico o preço do leite ao produtor para efeito de comparação.
MATHEUS NAPOLITANO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS

EM 17/05/2024

Olá, Laércio.

Obrigado pela participação.

Nesse intervalo de tempo analisado, podemos observar que os preços dos lácteos subiram mais do que a renda. O que evidencia uma dificuldade do consumidor em conseguir absorver os novos patamares de preços.

É uma boa sugestão fazermos esse comparativo com a evolução dos preços nos demais elos (produtor e indústria). Obrigado pela ideia. Traremos em outro artigo.

Abraços!

Abraços!

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