Qualidade do leite

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2
Marcos Veiga dos Santos

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 2

O desenvolvimento de vacinas contra S. aureus tem sido objeto de estudo desde a metade do século passado, no entanto, os primeiros trabalhos apresentaram resultados insatisfatórios. As vacinas desenvolvidas desde então podem ser classificadas com relação ao tipo de antígeno utilizado. Existem vacinas produzidas com o uso de microrganismos inteiros (bactérias vivas atenuadas e inativadas, ou extratos bacterianos totais), e por fragmentos ou subunidades bacterianas, como proteínas, DNA.

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 1
Marcos Veiga dos Santos

Uso de vacinas como ferramentas para controle de mastite bovina - Parte 1

As atuais medidas de controle de mastite em rebanhos leiteiros têm sido recomendadas com base em três princípios básicos: eliminação de infecções existentes, redução das novas infecções e monitoramento da mastite. Grande ênfase e esforços de pesquisa têm sido empregados em medidas de tratamento, preventivas e de higiene do ambiente e durante a ordenha. Por Marcos Veiga dos Santos e Tiago Tomazi

Novas estratégias para o tratamento da mastite bovina - parte 2
Marcos Veiga dos Santos

Novas estratégias para o tratamento da mastite bovina - parte 2

Qualidade do leite: As baixas taxas de cura dos tratamentos convencionais durante a lactação, em especial para tratamento de infecções crônicas causadas por Staphylococcus aureus, têm estimulado a busca de novas estratégias de tratamento, entre as quais destacam-se a terapia combinada, a terapia estendida e o uso combinado de vacinação e tratamento intramamário. Por Marcos Veiga dos Santos (Professor USP)

Leite residual pós-ordenha e ocorrência de mastite
Marcos Veiga dos Santos

Leite residual pós-ordenha e ocorrência de mastite

Qualidade do leite: O leite residual pós-ordenha é um importante fator predisponente para a ocorrência de mastite. A quantidade de leite residual representa cerca de 15% do total de leite presente no úbere. Essa fração só pode ser recuperada pela administração exógena de ocitocina, o que não é aconselhável na rotina da produção leiteira. Vários fatores influenciam a quantidade de leite residual após a ordenha, como a produção de leite, o estágio de lactação, a idade, o estresse durante a ordenha, a interação humano-animais e o sistema de ordenha. Por Camila Silano e Marcos Veiga dos Santos.

A influência da higiene no bem-estar e sanidade de vacas leiteiras
Marcos Veiga dos Santos

A influência da higiene no bem-estar e sanidade de vacas leiteiras

A exposição das vacas a agentes causadores da mastite ocorre, muitas vezes, no ambiente onde elas vivem. O manejo de dejetos, o tipo e os procedimentos de limpeza da cama, limpeza da sala de espera e ambiente de ordenha são fatores que exercem forte influência sobre a higiene dos animais. Desta forma, a higiene das vacas leiteiras pode ser usada como um indicador do bem-estar animal, pois fornece informações sobre o bem-estar dos animais e eficiência do manejo da fazenda.

Como o pagamento influencia a qualidade do leite?
Marcos Veiga dos Santos

Como o pagamento influencia a qualidade do leite?

Após a recente prorrogação por 6 meses para a entrada em vigor de novos padrões legais de qualidade do leite cru no Brasil, a cadeia produtiva do leite tem aguardado com grande interesse a definição de quais medidas concretas deverão ser aplicadas para evitar futuros adiamentos. Houve certo consenso entre representantes dos vários segmentos de que, a despeito de alguns avanços na questão da qualidade do leite, ainda são enormes os desafios para atingirmos padrões internacionais, principalmente quanto à higiene e saúde da glândula mamária. Desse modo, parece ser justificável esta prorrogação dos prazos, no entanto não se pode perder esta oportunidade para definição de um conjunto de medidas para alavancar a qualidade do leite.

Fontes de Staphylococcus aureus em rebanhos leiteiros com alta prevalência de mastite
Marcos Veiga dos Santos

Fontes de Staphylococcus aureus em rebanhos leiteiros com alta prevalência de mastite

Na maioria dos países, a bactéria <i>S. aureus</i> é a principal causa de mastite, com prevalência média de 20% das vacas. Este microrganismo é considerado contagioso, o que indica que o úbere é a principal fonte de infecção e a transmissão do agente entre as vacas ocorre principalmente durante a ordenha. Desta forma, fica evidente porque as principais medidas para reduzir a transmissão da mastite causada por <i>S. aureus</i> tem sido focadas na melhoria da rotina de ordenha (linha de ordenha e pós-dipping).

Frequência de amostragem de CCS é importante para avaliação da mastite subclínica
Marcos Veiga dos Santos

Frequência de amostragem de CCS é importante para avaliação da mastite subclínica

A contagem de células somáticas (CCS) é o principal indicador da sanidade do úbere de vacas em produção para o diagnóstico da mastite subclínica. Em uma glândula mamária infectada, a maior parte das células somáticas é proveniente do sangue (leucócitos), e migram da corrente sanguínea à glândula mamária a fim de combater o agente causador da mastite. Em menor proporção, células de descamação do epitélio da glândula mamária compõem a CCS total do leite bovino.

Tratamento de vaca seca reduz mastite clínica durante lactação subsequente
Marcos Veiga dos Santos

Tratamento de vaca seca reduz mastite clínica durante lactação subsequente

O uso da terapia da vaca seca no final da lactação é uma das medidas mais importantes e recomendadas para prevenção de novas infecções intramamárias (IMI) durante o período seco. Além do uso da terapia da vaca seca, a ocorrência de mastite durante o período seco está ligada a outros fatores como: nível de produção de leite no momento da secagem, condição dos tetos e nível de contaminação ambiental dos tetos.

Mastite ovina - Parte I de II
Sanidade

Mastite ovina - Parte I de II

A mamite, como também é conhecida, é uma doença complexa que pode ter diferentes, causas, graus de intensidade, variações de duração e consequências (SCHALM et al., 1971). A sua apresentação no rebanho é considerada como resultado da interação entre o agente infeccioso, o animal e o ambiente, que inclui por exemplo, as instalações, o homem e o manejo da ordenha e dos animais (BRITO e BRITO, 2000). As mastites em ovinos, assim como nas espécies bovina e caprina, representam um importante fator impactante na produção de leite, já que podem ocorrer modificações significativas nos teores de proteína, gordura, lactose, entre outros componentes, e diminuição na produção. A partir dessa influência negativa sobre o leite, também é capaz de prejudicar a cadeia produtiva da carne comprometendo, desta maneira, a sustentabilidade da atividade (FIGUEIRÓ, 1990; FARIAS, 1997; LANGONI, 2005). Acesse e tire as suas dúvidas sobre mastite!

Efeito do tratamento térmico sobre os resíduos de antibióticos-lactâmicos
Marcos Veiga dos Santos

Efeito do tratamento térmico sobre os resíduos de antibióticos-lactâmicos

Nos últimos anos, a ocorrência de resíduos de antibióticos no leite tem sido um dos grandes desafios impostos à indústria de alimentos no mundo. O uso de antibióticos no tratamento de infecções intramamárias os devidos cuidados pode levar ao ocorrência de de resíduos no leite, especialmente quando o período de carência não for respeitado. Estes resíduos podem ser tóxicos e perigosos para a saúde humana, podendo causar reações alérgicas e resistência à antibioticoterapia. Além disto, representam problemas tecnológicos para a produção industrial, pois afetam os processos de fermentação bacteriana nos derivados lácteos, tais como queijos e iogurtes.

Importância dos antimicrobianos na secagem das vacas
Marcos Veiga dos Santos

Importância dos antimicrobianos na secagem das vacas

A mastite é uma doença multifatorial que geralmente é resultado da interação entre o agente causador, hospedeiro, ambiente e manejo. O período seco é um período de mudanças anatômicas, fisiológicas e metabólicas para muitos sistemas do organismo da vaca, incluindo a glândula mamária. O risco de mastite depende de quão bem o mecanismo de defesa da vaca leiteira pode se ajustar ao desafio imposto pelo ambiente e os microorganismos. Um fator importante que influencia a manifestação de mastite na lactação seguinte é a ocorrência de infecções intramamárias (IIM) novas ou persistentes durante o período seco.

Estratégias de Manipulação das Células de Gordura parte III - Genética
Marcos Veiga dos Santos

Estratégias de Manipulação das Células de Gordura parte III - Genética

Os programas de melhoramento genético tem se focado primariamente nas características de crescimento nos animais vivos. No entanto, conforme os consumidores se tornam mais preocupados com uma dieta saudável e a indústria da carne se foca mais no marketing, uma ênfase nas características de composição da carne é esperada que se torne importante no desenvolvimento de programas de melhoramento.

Percepção da qualidade no processo produtivo do leite
Marcos Veiga dos Santos

Percepção da qualidade no processo produtivo do leite

Nos últimos anos, de todas as cadeias produtivas do setor agropecuário, a que passou pelas maiores transformações foi a do leite. Frente a este cenário, tem-se exigido de todos os agentes que compõem o setor leiteiro um esforço para produção e obtenção de derivados lácteos com qualidade. É crescente a necessidade de obtenção de produtos que atendam tanto as exigências de mercado, cada vez mais competitivo, quanto às necessidades nutricionais, inocuidade, saúde e a satisfação dos consumidores.

Ocorrência de mastite altera a curva de lactação de primíparas
Marcos Veiga dos Santos

Ocorrência de mastite altera a curva de lactação de primíparas

O melhoramento genético das vacas leiteiras para aumento da produção tem apresentado duas consequências principais. A primeira é o grande aumento da produção de leite no início da lactação, por outro lado, a segunda é o maior desafio metabólico da vaca e consequente aumento da susceptibilidade as doenças. A ocorrência de mastite pode afetar a curva de lactação e reduzir a persistência de lactação, mas o impacto pode ser diferente em relação ao estágio de lactação em que a mastite ocorre.

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