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Importância da porção vegetativa em silagem de milho

Por Thiago Fernandes Bernardes
postado em 29/08/2016

8 comentários
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O período seco está chegando ao fim no centro-sul do Brasil e então é chegada a hora de definirmos qual será o híbrido de milho a ser plantado para a próxima safra, o qual será destinado para a confecção da silagem.

Se fracionarmos a planta de milho, no momento correto da colheita, esta irá apresentar as seguintes proporções: 35-40% de grãos e 60-65% de porção vegetativa (colmo + folha). Vamos desconsiderar aqui palha, sabugo e pendão, os quais tem pequena participação no volume total. Perceba que a maior parte da planta (futura silagem) é representada pela porção vegetativa, ou seja, o seu impacto no valor nutritivo da silagem tem que ser pontuado.

Há duas variáveis consideradas chaves quando avaliamos a qualidade de uma silagem de milho: concentração de fibra (FDN) e digestibilidade da fibra. A associação delas define o potencial de consumo e parte do potencial energético da dieta, pois a silagem é o ingrediente da dieta com maior participação quantitativa. É possível por meio do manejo alterarmos a concentração de fibra e a sua digestibilidade; contudo, a nossa atuação seria mínima. Isto significa que para alcançarmos baixa fibra e de alta digestibilidade (desejável) em silagem de milho é necessário escolher bem o híbrido a ser cultivado. Vários estudos já mostraram que o híbrido de milho é definidor dessas características.

Desse modo, exija das empresas de sementes resultados de experimentos que mostrem o ranqueamento de híbridos com base no valor nutritivo da porção vegetativa. Materiais considerados de primeira linha devem apresentar FDN (% MS) inferior a 45 e digestibilidade (% da FDN) superior a 50. Atualmente há vários concursos de silagem pelo Brasil e os primeiros colocados alcançam este patamar por escolher híbridos que obedecem estes critérios.

Por fim, gostaria de enfatizar que a quantidade e o tipo de grãos também são importantes sob o ponto de vista de qualidade de silagem. Contudo, isso não foi abordado porque o foco da discussão deste artigo é sobre os aspectos e a relevância da porção vegetativa.
 

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Comentários

Matheus de Oliveira Castro

Goiânia - Goiás - Produção de leite
postado em 29/08/2016

Olá,
Seria bom se o milkpoint conseguisse compilar esse dados e publicar um ranking anual dessas sementes. Não sei se isso seria possível. Existe uma certa dificuldade de acesso às informações desses concursos de silagem, principalmente para quem não participa.Desde já obrigado pela atenção.

pericles da costa silva

Itumbiara - Goiás - Produção de leite (de vaca)
postado em 29/08/2016

Devo plantar com o pioneer p3862h,alguem tem alguma informação?obrigado.

Alex Sandro de Moraes

Vargeão - Santa Catarina - Produção de leite
postado em 29/08/2016

Prezado Professor Thiago, as proporções as quais citou no início do artigo são em relação a matéria seca ou o volume da planta de milho?

Henrique Machado e Silva

Coromandel - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 30/08/2016

Gostaria de informações sobre o 2B688 da Dow Agoscience!

Thiago Fernandes Bernardes

Lavras - Minas Gerais - Pesquisa/ensino
postado em 30/08/2016

Caro Alex,

As proporções são com base na matéria seca das plantas. As indicadas no texto acima são válidas para silagens de alta qualidade. É comum encontrarmos menores proporções de grãos e maiores de porção vegetativa.

Att,

Thiago Bernardes

Júlia Luíza

Viçosa - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 31/08/2016

Olá Thiago. Ótimo artigo.
Já vi em algumas fazendas, no momento da colheita do milho para a silagem, o trator cortar o pé do milho 30 cm da altura do solo, alegando que reduz o FDN  da silagem em 5% e melhora na digestibilidade. Isso procede? Esse valor é significativo?
Obrigada

Thiago Fernandes Bernardes

Lavras - Minas Gerais - Pesquisa/ensino
postado em 31/08/2016

Cara Júlia,

Quanto mais a plataforma da colhedora se distancia do solo, maior será o valor nutritivo da silagem, pois haverá menor participação da fibra proveniente da parte baixa do colmo. Contudo, devemos pensar que se elevarmos a altura de corte deixaremos para traz matéria seca que poderia estar sendo utilizada na alimentação dos animais.
Desse modo, a decisão pela altura de corte é local, ou seja, o técnico e o produtor em conjunto decidirão o que é melhor para as condições daquela propriedade.

Att,

Thiago Bernardes

FIDELIS ITAMAR DE QUEIRÓS

Araputanga - Mato Grosso - Produção de leite
postado em 03/09/2016

Não sou técnico, sou advogado e pecuarista de berço, Tudo bem que se levantarmos a maquina ficara fibra no solo, mas, de certa forma a base baixa contem muito potássio e material de baixa digestibilidade que será melhor proveito pelo solo que os animais, por outro lado, cuidando-se de profissionalização,  negocio de escala, quanto menor for o volume levado para o silo, o seja, menor o custo operacional para ensilar e desensilar uma montanha de massa sem qualidade, prefiro ensilar nutrientes viveis, a mao de obra desprendida, objetivando redução de custos e ganho de carcaça  com a eficiência biológica, a moda atual é diminuir volumoso e aumentar concentrado, a conta tem que ser muito bem feita, Eu também pensava em montanhas de silagem sem qualidade, mas hoje abri os olhos para o operacional.

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