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Cadê o gigante?

POR BRUNO VARELLA MIRANDA

PANORAMA DE MERCADO

EM 28/10/2013

4 MIN DE LEITURA

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Em junho de 2013, multidões nas ruas provocaram um fenômeno poucas vezes visto no Brasil. Pouca gente esperava tamanha mobilização e, talvez por isso, não faltaram os que tentaram traçar cenários sobre o que ocorreria quando o asfalto voltasse a ser ocupado pelos automóveis (até mesmo este que vos escreve se arriscou!). Cerca de quatro meses depois, a dúvida é outra: por que a maioria dos manifestantes não voltou às ruas diante de questões como as controvérsias relacionadas ao julgamento do chamado Mensalão? Ou mesmo, por que parte da população não se mobilizou para defender o registro da Rede Sustentabilidade, partido cuja provável candidata possui considerável intenção de voto?

Pensando em possíveis respostas, lembrei-me de um texto publicado em 2010 na Folha de São Paulo. O artigo, assinado por Malcolm Gladwell, conta a história de um protesto ocorrido nos Estados Unidos nos anos 1960, quando ainda existiam políticas de segregação racial no sul do país. Quatro amigos negros tiveram uma ideia, simples, mas poderosa: após semanas discutindo no dormitório da universidade, decidiram ir a uma lanchonete, sentar-se no balcão e pedir um café. Tendo em vista as “regras do jogo” – que reservavam aos negros um limitado espaço nos estabelecimentos, em pé – tal empreitada poderia ser arriscada. Negado o pedido, decidiram voltar nos dias seguintes, atraindo atenção crescente, além de uma série de ameaças. O resultado é conhecido: nem mesmo a violência foi capaz de frear o movimento pelos direitos civis nos EUA

O que explica, então, o fato de os estudantes negros dos EUA terem insistido, enquanto a maioria dos protestantes no Brasil optou por voltar para casa? Gladwell argumenta, baseado em uma série de estudos, que o grau de amizade entre os protestantes fez toda a diferença. Em outras palavras, o que fez os quatro manifestantes resistirem diante da pressão foi o fato de compartilharem algo mais que a revolta com a discriminação; o que os unia ali era, antes de tudo, relações pessoais que haviam cultivado. Na sequência, o autor inicia uma interessante discussão sobre os limites das redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, para promoverem mobilizações como o movimento norte-americano pelos direitos civis. Em resumo, tais ferramentas seriam incapazes de mobilizar as pessoas quando algum tipo de custo ou risco esteja envolvido.

É justamente aí que o papo começa a ficar interessante. Muito se falou sobre o papel das redes sociais durante os protestos no Brasil. De fato, é provável que a internet tenha contribuído para as mobilizações de junho. Ocorre que, devido a isso, os protestos foram o que foram: milhões de pessoas nas ruas, com seus cartazes, pagando um pequeno custo e assumindo um pequeno risco por uma causa abstrata. Postadas as fotos no Facebook, a maioria das pessoas voltou aos seus afazeres com a sensação de missão cumprida. A falta de uma identificação mais concreta entre os indignados, que foi a força do movimento em um primeiro momento – quem não se lembra das mensagens postadas com frases como “o gigante acordou” – acabou sendo a sua maior fraqueza.

Passemos agora a uma outra notícia recente, publicada no site Uol. Nela é apresentada uma rede social voltada a conectar indivíduos e empresas ligados ao agronegócio. Chamada Sojabook, a ideia é resultado do trabalho de um empreendedor argentino chamado Mariano Torrubiano. Como uma rede social, apresenta todas as vantagens e desvantagens de suas irmãs mais conhecidas. Em outras palavras, o Sojabook – e qualquer outra iniciativa inspirada no conceito de rede social – tem potencial para consolidar-se como um espaço para a troca de informações e o aproveitamento de algumas oportunidades econômicas. Entretanto, tal movimento deverá ocorrer apenas quando nenhum custo ou risco estiver envolvido.

O leitor entusiasta das redes sociais provavelmente achará essa opinião pessimista. De fato, para uma série de atividades a Internet é fantástica. Por exemplo, possibilita o enorme intercâmbio de experiências e opiniões entre indivíduos vivendo realidades distintas. Pensando no longo prazo, porém, vale a pena perguntar: alguém espera que, em cinco anos, abundem exemplos de parcerias estratégicas entre produtores rurais que se conheceram por meio de uma rede social? Na hora de fazer um investimento na lavoura, o que conta mais: a opinião de um amigo ou a discussão em um fórum da Internet? Vocês acreditam no poder de um manifesto apoiado por milhares de “assinaturas eletrônicas” pedindo alguma mudança na legislação, por exemplo?

Em resumo, redes sociais têm despertado gigantes em diversos segmentos, mas tais “monstros” têm características bem diferentes do que os mais otimistas supõem. Longe de provocar grandes revoluções, é possível que essas ferramentas apenas “lubrifiquem” determinadas relações baseadas nos chamados laços fracos. Embora tais ligações sejam fundamentais para a rotina econômica – muitos contatos podem fazer a diferença na hora de conseguir um emprego, por exemplo –, não é dali que sairá a próxima grande novidade em termos de gestão ou um projeto inovador de ação coletiva entre os agricultores. É bem provável que “grandes novidades” continuem a ser concebidas em velhos palcos: nada melhor que os churrascos de domingo ou o futebol com os amigos para facilitar determinados acordos.


ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

BRUNO VARELLA MIRANDA

Professor Assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missouri

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BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 16/12/2013

Prezado Marcelo,



Obrigado pela leitura atenta e pelo comentário ao artigo. Concordo com o seu comentário. As redes sociais já têm um papel importante na rotina econômica. Suas zonas de influência, porém, não vão além daquilo que as suas características permitem. Por exemplo, na troca de informações e experiências a Internet é imbatível, algo que tanto eu quanto você escrevemos acima.



Ocorre que, na minha visão, as mudanças que ocorrem a partir daí são de caráter descentralizado. Ou ainda, quando há hierarquia envolvida em alguma iniciativa, os fundamentos são ainda os antigos. A Internet funciona bem quando os interesses são difusos e o risco envolvido em cada ação é limitado: não por acaso, as pessoas se sentem mais livres para dar a sua opinião e compartilhar experiências na rede.



Não quero dizer com tudo isso que o futuro será igual. Somos pertencentes às últimas gerações que tiveram que se acostumar com a realidade virtual ao longo da vida. É provável que as próximas gerações, por já estarem totalmente inseridas no mundo virtual, expandam os limites das redes sociais. A inovação também joga o seu papel aqui.  



É aí que entram novas ideias, como os projetos de financiamento coletivo para áreas atualmente pouco exploradas. Lembro que, a primeira vez que ouvi sobre a ideia, a intenção do grupo era trazer uma banda de rock para o Brasil com o apoio dos fãs (algo conseguido). Ou seja, tratava-se de um projeto de curto prazo (uma ou duas noites no máximo), com risco limitado (se a banda não aceitasse, o dinheiro seria devolvido) e que mantinha a impersonalidade das relações.



Pensando em iniciativas de mais fôlego, vejo as redes sociais como uma plataforma que pode facilitar as interações. Outras estruturas complementares, porém, ainda seriam necessárias para exigir um engajamento de longo prazo das partes. Importante, os mesmos grupos que oferecem soluções digitais podem ser os primeiros a pensar na conexão entre esses dois "mundos". Logo, vejo uma oportunidade, mais que uma limitação aí.



Em resumo, minha opinião é a seguinte: como você bem diz, a Internet está sim mudando o agronegócio. Ou melhor, está ajudando a mudar o agronegócio, dado que fornece as informações que inspiram transformações descentralizadas ou insumos para acordos no velho estilo. Em grande medida, isso ocorre assim porque as características das redes sociais hoje impõem certos limites ao tipo de interação que dali pode sair. O limite, entretanto, não é   fixo, e deverá mudar juntamente com as inovações no setor.



Discussão muito interessante!



Atenciosamente



Bruno Miranda
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 27/11/2013

Olá Bruno,



Li somente agora seu artigo - muito interessante mesmo. Gostaria, porém, de fazer um contraponto. Concordo contigo que os laços fracos da internet não são (pelo menos até agora) suficientes para mudar o país. Mas discordo em relação ao poder da internet nos exemplos relacionados ao agronegócio, até por experiência própria!



Nesses 13 anos de AgriPoint, não só assistimos a um enorme crescimento de acessos, envio de comentários, fotos, etc, como também a discussões nos fóruns (dê uma olhada lá!), nos cursos online, nos próprios artigos, capazes, arrisco eu, de influenciar a atividade individualmente e, no agregado, o próprio setor.



Ok, mas será que há espaço para surgir algo mais relevante a partir da internet, como você mencionou - um projeto coletivo inovador? Porque não?  Uma nova associação, um projeto de crowdsourcing,  ou qualquer outra ideia que necessite, ou melhor, se aproveite das vantagens da comunicação digital pode ser nutrida dentro de uma rede social. Acho arriscado fazer a analogia entre os protestos que tiveram até agora vôo de galinha no que se refere aos seus objetivos (difusos, inclusive) e o potencial das redes sociais utilizadas para gerar inovação.



Acho que um ponto a ser analisado para diferenciar os exemplos que você deu seja o fato de que, no caso dos protestos, os benefícios individuais são mais difusos, se perdem no tempo, até porque os pleitos também o eram. No caso de uma ação setorial, o efeito desta é muito mais palpável, pelo menos em tese, estando mais próximo da realidade - e do bolso - dos participantes.



Abraço!



Marcelo
JOSÉ MARIA SOLIS

VAZANTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/11/2013

Bruno,

Para bens pelo artigo. Concordo que faltam maiores compromissos dos usuários de redes sociais, nos movimentos de junho. Vivemos uma fase de ausência de líderes (intelectualmente confiáveis) e por isso, qualquer canal que tenha provável independência, agrega alguma coisa. As ruas mostraram - um tanto sem rumo - que existe pelo menos uma carência, por algo que direcione o Gigante para o desenvolvimento.
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 11/11/2013

Prezados leitores,



Muito obrigado a todos pela participação. Muito interessante a iniciativa do debate entre os leitores, acredito que essa é uma das vantagens de sites como este aqui. Alguns comentários:



1) há uma série de políticas (boas ou ruins) que são políticas de governo, enquanto outras (boas ou ruins) são políticas de Estado. É interessante notar que boa parte dos nossos vícios e virtudes vão além do mandato de um só governante, estando presente na própria concepção de Estado que a maioria da nossa classe política possui.



2) Ao Mário, cuja participação motivou a resposta de outros leitores, apenas gostaria de aclarar um detalhe: dei o exemplo da Rede apenas porque a sua candidata tinha cerca de 20% dos votos à época da decisão sobre o partido. Ou seja, teoricamente, 20% dos leitores estariam impedidos de votar na candidata que preferem e, por isso, teriam um motivo para protestar. Não apresentei qualquer opinião no texto sobre isso, porém...



3) Alguns leitores enxergaram uma visão positiva dos acontecimentos, outros uma ideia negativa. Interessante percepção, e que talvez mostre que não fui totalmente claro. Meu texto não é nem otimista, tampouco critica o atual governo. Basicamente queria mostrar que há um formato específico de rede que é mais adequado para um determinado fim. Daí a tentativa de usar o exemplo das manifestações para abordar, p.e., redes sociais especializadas no setor agropecuário.



Em resumo, por mais que insistam nos "super poderes" das redes sociais, essas possuem as suas limitações. Entender quais são os seus pontos fortes e fracos é importante, seja para organizar uma manifestação ou para buscar parceiros para efetuar um negócio.



Atenciosamente



Bruno Miranda

   
ELMO GUIMARÃES BUENO

CASTELO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/11/2013

Concordo com Bruno, pois acho os contatos nas redes sociais muito frios, mesmo entre amigos reais. A conversa virtual fica distante.

Quanto à manifestações de junho, houve um lado muito negativo que foi a interferência dos mascarados cujo objetivo era tirar vantagens pessoais. Quem mandou os mascarados? Por que eles não estão presos pagando pelos crimes que cometeram. Por que alguns segmentos defenderam o direito de os manifestantes se esconderem atrás das márcaras? Muita coisa ainda há que ser explicada!
ENALDO OLIVEIRA CARVALHO

JATAÍ - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/11/2013

Cadê o Gigante?

Acho que o articulista e alguns comentaristas estão muito otimistas com os pífios números e indicadores que o Brasil tem apresentado ultimamente. Até as exportações do agronegócio, setor que Brasília trata com tanto preconceito, já não está sendo suficientes para cobrir o rombo da balança comercial.

Quanto as manifestações, não passaram de passeatas de desorientados sem causa sob o efeito manada e a consequência disso está nas badernas incontroláveis que estão ocorrendo até recentemente principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

E o pleno emprego?

Realmente está difícil contratar mão-de-obra, principalmente no campo. Mas a culpa é da famigerada lista de exigências da legislação trabalhista.

Como pode o país estar em pleno emprego se é crescente o gasto com seguro-desemprego e do Bolsa Família? Podemos concluir que há muitos brasileiros, cada vez mais, dependendo de esmolas estatais para se manter. Pode isso ser sinal de uma economia saudável? Pode um governo diante desses dados celebrar o quadro econômico e de emprego? Só no Brasil, só o PT.
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/10/2013

Prezados senhores Mário Slomp e Jandir Bombardelli,

Infelizmente a realidade da economia brasileira não é tão boa assim. É certo que existem progressos, porém também é verdade que a economia não anda bem. Taxa de juros altíssima (comparemos com outros países), impostos sem fim que não são "traduzidos" em serviço à sociedade, apenas para manter a máquina pública inchada e incompetente em sua função e natureza, para não citar aqui a função de sustentar a corrupção.

O financiamento rural não é tão acessível nem rentável assim. Pode ser acessível p/ alguns, mas para muitos não é.

Em relação à saúde, o contexto é o caos. Conheço bem essa área. Não é verdade que "o CRM se posiciona contra a melhoria da saúde pública". O CRM manifesta-se contra a entrada de profissionais médicos sem validação de seus diplomas, que nada mais é que a aplicação de uma prova.

Importar médicos para melhorar a saúde pública tem a mesma eficácia que contratar centenas de "retireiros" para melhorar a produção leiteira das nossas vacas.

Também não é verdade que "um medico cobra R$ 300,00 por uma consulta de 1 minuto e nem te olha na cara". Mas, se isso e quando isso acontecer, é mais uma evidência de que o setor de saúde está um caos. Não estou defendendo a classe médica, não mesmo!!! Apenas, destaco que este setor, assim como o setor produtivo, assim como a economia de nosso país é grave. As ações paternalistas e eleitoreiras de nosso governo nos dão uma falsa impressão de melhora, porém tudo isso custa muito caro e quem está pagando esta conta está cada vez mais fraco.

Como disse o sr Jonas Torres, é preciso observar a estratégia de marketing petista cujo objetivo único é a perpetuação no poder.

Espero ter contribuído de alguma forma.

Abraço
JONAS TORRES

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 30/10/2013

Sr Jandir, me arruma esse financiamento de 2% ao ano ai?? A maioria dos recursos para o café Sr Jandir vem do Funcafé...feito pelos produtores. O governo não está fazendo favor a ninguém.. Segue : O Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinou contratos com 26 agentes financeiros para repasses de recursos de R$ 3,16 bilhões autorizados do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2013.....É impressionante a consequência do POPULISMO na cabeça das pessoas...Os juros estão em torno de 6% de um constituído por produtores....esses 2% deve ser naqueles casos onde o sujeito ganha a terra, ganha bolsa disso e daquilo e dali 2 anos vende tudo...com certeza mais uma faceta do projeto compra de votos.
JANDIR FAUSTO BOMBARDELLI

TOLEDO - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 30/10/2013

Caro Antonio Calos da Silva, você comentou que o Mario não entende de economia, eu também não entendo, mas não precisa, e só saber fazer conta de adição e subtração, se a inflação e de 5,5% ao ano e nos temos financiamento para pequenos produtores com  juros de 2% ao, na verdade  fica 3,5% ao ano, mas negativo, com 2 anos de carência e 8 anos para pagar, só reclama mesmo quem não gosta de trabalhar, temos financiamentos para investir em armazenagem de grãos com juros de 4% a.a. e 15 anos para pagar, quando coloco estes números parece que estamos na Europa dos anos 80, veja bem o Governo investe na classe consumidora e ao mesmo tempo na classe produtora, isto sim e querer um pais melhor. E claro muita coisa tem que fazer por este Brasil em que eu acredito muito, olha só a saúde o governo esta fazendo um esforço enorme, mas algumas classes não querem, um ex. e o CRM se posiciona contra a melhoria da saúde publica, e claro estamos em um pais em que a medicina privada não passa de ''caca níquel" onde um medico cobra R$ 300,00 por uma consulta de 1 minuto e nem te olha na cara, melhorando a saúde publica nossos médicos(privados) vão ter  que voltar as salas de aulas e melhorar o atendimento. temos que manifestar sim, mas principalmente apoiar as boas acoes do governo. O Mario esta certo sim, temos muito para melhorar, mas temos que apoiar todos os avanços que o Brasil teve tanto no campo econômico como no social.  
JONAS TORRES

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/10/2013

Sr Mario Slomp,

Nunca compare nada sem parâmetros...comparar simplesmente ao passado não é muito inteligente. Olha só, juros baixos?? 10% quando o mundo está com ZERO?? Sim, ja tivemos juros maiores, mas na época nos EUA eram 3/4%...

Crescer 3% quando a China cresce 13% é fácil, ruim é não crescer nada porque a China agora cresce 7,5%.

Outra coisa, crédito chega na hora??? O Sr. certamente não acompanhou as diversas reuniões e cancelamentos por parte do governo para liberação de financiamentos...Foi uma verdadeira vergonha com carimbo de incompetência, um dos motivos certamente que explicam parte da queda dos preços do café.

Estudantes?? Programas Estudantis?? Me desculpe Sr Mário, sou formado em universidade pública, mas olha, hoje já me sinto um pouco envergonhado por isso e por alguns motivos..1) A qualidade caiu drasticamente, 2) Essas revoltas a que o Sr se refere em junho/julho tinham cara sim. A cara de quem não aguenta mais este governo ladrão com a maior carga tributária do mundo cujo objetivo é somente um projeto de poder através de compras de votos. Essas revoltas de hoje Sr Mário, nada mais tem haver com aquelas de outrora, hoje são baderneiros desocupados de baixo nível e em sua maioria estudantes esquerdistas da USP ligados aos radicais inclusive parte do PT. Hoje peço ao Sr. , não conte a ninguém que estudei na Universidade de São Paulo, isso já não me traz orgulho algum. Sr Mario, esses pensamentos Chavistas, POPULISTAS, dos países da América do Sul que morrem de fome e amam seus lideres é o fim dos tempos. O PT faz com as universidades o mesmo que foi feito com o ensino fundamental... Sejamos sinceros, hoje para se fazer muitas universidades federais basta fornecer o RG. Aaaa, mais isso é muito bom dirá você, agora temos oportunidades a todos... Me poupe, só estamos levando a legião de analfabetos funcionais para o andar de cima, assim fica bem mais fácil se perpetuar no poder.

Sr Mário, 40 milhões sairam da pobreza??? O Sr. sabia que seu mestre sapo barbudo considera 70 reais a linha da miséria??? Ai vem os petistas e dizem, mas foi a ONU e a  FAO que determinaram esses 70 reais... Ai como que por decreto presidencial acabou-se com a pobreza no Brasil.

Enquanto isso Sr Mario, universitários viram vândalos, adolescentes destroem o patrimônio público custeado pela mais alta carga tributária do mundo, favelas se alastram, drogas tomam conta da sociedade, a criminalidade nas cidades atinge absurdos, onde um professor de ensino fundamental ganha pouco mais de  R$1.000,00, onde a saúde é um caos e se atribuí o problema somente a falta de médicos quando políticos são atendidos no Sirio Libanes, onde a desordem é geral e a  bolsa brasileira tem o pior desempenho do mundo e os produtos brasileiros sofrem a reboque.... É neste Brasil que eu vivo Sr Mário, INFELIZMENTE. Esse Brasil de fantasias só existe no marketing petista, cujo único objetivo, é o maior projeto de poder nunca visto antes na história desse país!!
ANTONIO CARLOS SILVA

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/10/2013

O Mário Slomp é um visionário! Com boa formação acadêmica, engenheiro agrônomo, falta-lhe estudos de economia, e não o economês da "guerrilheira" que infelizmente (des)governa este país.



Aonde estão esses juros tão baixos? Os juros básicos estão subido para 9,5% e vira o ano, no melhor cenário, em 10%. Na melhor das hipóteses, teremos juros de 12% anuais e INFLAÇÃO ESTÁVEL PARA SEMPRE EM 5,5% (SE DILMA SE ELEGER). O

crescimento do PIB de 2014-2018 de no máximo 1,5% anuais.



Que pleno emprego é este? Esqueceu que não tem mão de obra qualificada e que as empresas estão tendo de preparar sua própria ou importar? De que país você esta falando? Do "paraíso" do PT ou o país da piada pronta?



No Brasil, a escolaridade e a qualidade são medíocres. Apenas 13% dos brasileiros entre 25 e 34 anos possui diploma universitário, contra 64% dos sul-coreados, 59% do Japão, 56% da Rússia, 43% dos EUA, 41% do Chile, 39% da Espanha e 23% do México.



40 milhões na classe média? a baixa classe média, composta por pessoas com renda familiar per capita entre R$291 e R$441, a média classe média, com renda compreendida entre R$441 e R$641 e a alta classe média, com renda superior a R$ 641 e inferior a R$1.019.



Só mesmo no "nunca nestepaiz" do Partido das Trevas!




MÁRIO N. SLOMP

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/10/2013

Bruno, Parabéns pelo seu texto.



No entanto, concordo com o comentário do Jandir Bombardelli. Não há que se iludir. Esse movimento que assistimos que aparentemente "saiu do nada" e que no início foi combatido pelas TV`s como "baderneiro" (e logo em seguida apoiado por elas, quando se viu que teria uma finalidade política) acabou morrendo porque há pouca coisa de concreto que une as pessoas que dele participaram.



Foi o jovem que de repente gostou de se ver protagonista para "mudar a história". O problema é que não há mais ditatura para ser derrubada e nem democracia para ser construída. Ou seja, as pessoas estavam lá e nem sabiam direito porque. É o famoso "rebelde sem causa".



Falar em passe livre é lindo (aí nos EUA existe isso? Nem o SUS americano, o Obama consegue implementar....!!). A pergunta é: QUEM PAGA A CONTA?



Outra coisa, Bruno...falar em ir para a rua para defender a criação da "Rede" (um partido político..??), que já iria nascer bancado pelo ITAÚ e pela Natura, além de outros grandes grupos econômicos? Você acha que os interesses do Itaú são os mesmos do povo brasileiro? O Brasil nunca teve um período de juros tão baixos como está tendo e isto está fazendo muito bem ao país. O maior problema hoje é ENCONTRAR PESSOAS PARA TRABALHAR, PORQUE ESTAMOS PRÓXIMOS DO PLENO EMPREGO. Olhe a "revolução"que houve: mais de 40 milhões de pessoas foram para a classe média. Isto é consumo (inclusive DE LEITE E DERIVADOS, que tem uma elasticidade bem interessante). Claro que tem gente que não gosta. Quem? quem perde com isso. Que é a minoria, mas essa minoria é aquela que tem o poder  de mídia, pois são os que detém o capital...



Quando havia motivos, o povo não foi para a rua. Veja na agropecuária: hoje tem crédito barato e na hora certa, os programas de apoio aos agricultores seja grandes, médios e princiapalmente pequenos são tantos que a gente chega a se perder (sou eng. agr., tenho 49 anos e achei que jamais veria isso! que bom!!). O povo não foi para a rua quando o Collor bloqueou a poupança e as contas correntes de pessoas e empresas. Por que? Porque a Globo e outras Tv`s apoiaram ...apoiaram o sistema que privilegia os ricos.

Mas isto é histórico. Quando um governo, seja qual for, privilegia os mais pobres, a reação é pesada. O que a gente não pode é se deixar levar pela "massa". Ela é sempre conduzida por interesses.

A gente precisa analisar o passado (principalmente de quem o viveu) e ver como as coisas estão hoje. Se não estamos perfeitos, evoluímos extraordinariamente. Veja o exemplo de 100 mil estudantes que hoje tem bolsa de estudos para ir complementar sua formação entre outros países. Inclusive nos Estados Unidos! Isso era uma utopia. Hoje é realidade.

Não desanime nunca de escrever. O importante é a gente discutir as ideias e ir avançando...



Abraço
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/10/2013

Parabéns por fazer este questionamento.



O povo é responsável por tudo que acontece - de bom e de ruim.



É responsabilizado quando paga os impostos exagerados sem retorno.



No meu ver, pedimos de mais do governo, criando um governo grande demais que e impossível de ser controlado.



Brasil ganhou a Copa das Confederações, está Sedado ainda.  20 centavos fez aquilo tudo mas 40% no IPTU em SP nada.
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/10/2013

Prezado Mauro,



Fico feliz com o seu comentário. Uma das vantagens da Internet é que espalha a informação com considerável eficiência... Quanto mais pessoas lerem o texto, refletirem deixarem o seu comentário aqui - com opiniões, sugestões, críticas -, melhor para o debate.



Por sinal, fica o convite para que sempre volte a esse espaço e deixe as suas impressões.



Atenciosamente



Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/10/2013

Prezado Thiago,



Obrigado pelo comentário. Concordo contigo: muitas vezes nos falta maior consciência da natureza da vida em sociedade. Razões para isso e possíveis estratégias para melhorar a situação: esse seria um excelente tema para um texto no futuro.



Aproveito para deixar uma sugestão de livro. Caso não o tenha lido ainda, vale a pena: HOLLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Há um capítulo em que ele fala sobre a ideia de "homem cordial" que provavelmente achará interessante.



Atenciosamente



Bruno Miranda
BRUNO VARELLA MIRANDA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/10/2013

Prezado Jandir,



Agradeço o comentário. Veja uma coisa interessante: os grupos que continuam nas ruas são, em grande parte, compostos por integrantes com um grau de coesão relativamente alto. Em outras palavras, para os "bons" ou os "maus" objetivos - supondo que seja possível encontrar uma medida objetiva para julgá-los - vale a mesma regra: quanto mais fortes os laços, maior o potencial de mobilização.



Aproveito para deixar o convite para que volte outras vezes e deixe seu comentário aqui no Milkpoint.



Atenciosamente



Bruno Miranda
MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/10/2013

Prezado Bruno,

parabéns pelo texto.

Quero incentivá-lo a publicar este texto também em outros canais com o objetivo de um alcance maior de leitores.

Abraço.
THIAGO BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 28/10/2013

Caro Bruno, parabéns pela matéria e pela linha de raciocínio desenvolvida. Se me permite, gostaria de acrescentar que o povo brasileiro quer e tem o direito de reivindicar medidas governamentais, contudo, a maioria não faz a sua parte como cidadão. Somos um país onde a população joga lixo pelas ruas, estaciona em local proibido (inclusive em vagas de deficientes e idosos), mata ao volante e 'n' outras atrocidades.... Eu penso que antes de reivindicar cada um deveria olhar para o seu próprio umbigo e analisar o que pode ser feito a partir do quintal de casa.

Espero que você possa escrever mais vezes neste espaço.



Att,



Thiago Bernardes/UFLA  
JANDIR FAUSTO BOMBARDELLI

TOLEDO - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/10/2013

Meu amigo Bruno, a verdade e que os negros Americanos daquela época  tinham um idealismo e sabiam o que queriam, infelizmente a grande maioria dos nossos jovens não tem ideologia nenhuma e nem sabiam exatamente para que estavam se manifestando, por isso talvez deram muita importância para coisa nenhuma e nem se quer perceberam as causas importantes deste pais, na verdade a maioria dos nossos jovens não passam de analfabetos políticos que de repente se despertaram mas não sabiam  o porque e simplesmente se achavam o máximo, o fato de estar se manifestando. O resultado esta ai, deram cobertura para os baderneiros, verdadeiros bandidos que se continuar assim vão colocar o Brasil no inicio de uma guerra civil.
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