Yoba for Life: um projeto de iogurte probiótico que alimenta crianças africanas

Yoba for Life, contou uma história inspiradora revelando os benefícios do iogurte probiótico na África Oriental. Confira!

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - Atualizado em: - 3 minutos de leitura

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A organização sem fins lucrativos (ONG) Yoba for Life, contou uma história inspiradora revelando os benefícios do iogurte probiótico na África Oriental, durante a conferência Probiota da NutraIngredients.

Wilbert Sybesma, fundador do Yoba for Life, e o colaborador Professor Remco Kort, da Vrije Universiteit Amsterdam, juntaram-se à Probiota para fornecer uma visão geral de seu projeto de cultura starter na África Oriental, que oferece oportunidades e educação para uma melhor saúde intestinal entre mais de um milhão de residentes de comunidades restritas.

Ao fundar a Yoba for Life, Sybesma relata: “Pensamos, como podemos fazer a diferença - não no mundo ocidental, mas nos países em desenvolvimento?”

"É claro que temos produtos probióticos no mundo ocidental, mas se tivéssemos os mesmos nos países em desenvolvimento, eles não seriam acessíveis. Então pensamos, vamos encontrar uma maneira de as pessoas fazerem seu próprio produto probiótico, deixando o probiótico se multiplicar no leite proveniente de vacas ou ovelhas africanas.

A organização sem fins lucrativos, credenciada pela Autoridade Tributária Holandesa como uma instituição de utilidade pública (PBI), foi fundada em 2012, com o objetivo de fornecer acesso a um iogurte probiótico em países com poucos recursos, atualmente incluindo Uganda, Tanzânia, Etiópia, Quênia, Zimbábue, Costa do Marfim e Nepal.

A história dos alimentos fermentados na África é bem reconhecida e sugere um meio culturalmente acessível para a intervenção probiótica.
 

Fazendo o iogurte

A chave para o conceito da Yoba for Life é a distribuição das culturas starter de yoba, que formam a base para a produção local do iogurte Yoba. A cepa inicial é idêntica à cepa probiótica mais bem documentada do mundo, Lactobacillus rhamnosus.

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Um grama de cultura starter custa US$ 0,9 para produzir e tem capacidade para cultivar 100 litros de iogurte probiótico. O iogurte final varia entre 108 (100 milhões) e 109 (1 trilhão) por mililitro de iogurte.

As cooperativas de laticínios locais produzem e vendem iogurte Yoba em vários locais.
 

Programa escolar

O programa escolar do iogurte Yoba, que atinge aproximadamente 30.000 crianças, é atualmente realizado em colaboração entre a Fundação Yoba for Life e a SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento). O projeto Inclusive Dairy Enterprise (projeto TIDE) está sendo implementado em sete distritos do sudoeste de Uganda.

O objetivo do programa é estimular o consumo de iogurte probiótico por crianças de instituições pré-primárias, viabilizado por um modelo de negócio autofinanciado, quer pelo aumento das fundos para efeitos de compra de iogurte probiótico, quer incluído nos orçamentos de funcionamento das instituições.

Os fundadores disseram que planejam expandir o projeto para produzir a cultura mais localmente, o que deverá ser cada vez mais benéfico para os países em desenvolvimento.
 

Ensaio Clínico

A cultura starter foi desenvolvida pela fundação com a bactéria probiótica Lactobacillus rhamnosus, uma cepa probiótica altamente documentada que é popularmente usada devido ao seu rigoroso histórico de testes.

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Um ensaio clínico randomizado conduzido pela Universidade VU de Amsterdã relatou a eficácia do iogurte probiótico contendo Lactobacillus Rhamnosus Yoba na infecção do trato respiratório e outros resultados de saúde entre crianças de 3 a 6 anos no sudoeste de Uganda.

O estudo de 195 participantes relatou que o LGG pode ajudar na manutenção de um microbioma saudável, aumentar a função imunológica, ajudar a prevenir infecções do trato respiratório e diminuir os sintomas de pele irritada e alergias alimentares.

A pesquisa também mostrou que a cepa LGG Yoba pode retardar o início da diarreia provocada por antibióticos. Além disso, o consumo regular de LGG pode diminuir a gravidade e a duração da diarreia induzida por rotavírus.

No entanto, conforme proclamado pelo professor Kort, “permanecem lacunas na pesquisa e mais testes são necessários para se ter a extensão total do benefício”, pois questões de consistência com dieta externa e estilo de vida alteram a capacidade de rastrear resultados.
 

Olhando para a frente

Há interesse dos fundadores em expandir o projeto para produzir a cultura mais localmente.

Sybesma encerrou com a seguinte consideração: “Não deveríamos procurar probióticos de origem local? Não um isolado de alguém do ocidente, que é o caso desse Lactobacillus rhamnosus GG, mas algo que vem do intestino das pessoas de lá”.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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