À medida que o sistema avança, a previsão aponta para um aumento significativo na cobertura de nuvens e no volume de chuvas em áreas estratégicas para a agricultura e o abastecimento hídrico. Entre terça-feira e quarta-feira, a intensificação das precipitações deve atingir o Paraná e São Paulo, estendendo-se também para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Com a mudança na direção dos ventos, a massa de ar quente que mantinha as temperaturas elevadas perde força, permitindo que o calor dê trégua e abra caminho para a entrada de uma massa de ar frio proveniente da Argentina e do Uruguai.
O ápice deste evento meteorológico está previsto para ocorrer entre a quinta-feira e o dia 6 de abril, período em que os modelos indicam uma queda acentuada nas temperaturas. Há alertas para tempestades e chuvas intensas em uma faixa que atravessa desde o norte gaúcho até o centro-sul de Minas Gerais, sinalizando o primeiro episódio de frio sistêmico do outono. Embora o cenário ainda esteja sob constante monitoramento pelas agências meteorológicas, a tendência aponta para uma quebra definitiva no padrão térmico observado anteriormente, consolidando a transição para os meses mais frios do ano.
Paralelamente, o extremo norte do país entra no período de maior atividade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que provoca chuvas volumosas e frequentes nas regiões Norte e Nordeste. Enquanto isso, no Centro-Sul, a expectativa se volta para o final do mês de abril, quando uma frente fria de forte intensidade poderá causar o primeiro declínio térmico rigoroso do ano, afetando não apenas a região Sul, mas também partes do Sudeste e do Centro-Oeste. Este movimento atmosférico reforça a característica variável do outono brasileiro, exigindo atenção redobrada aos boletins meteorológicos locais.
Previsão de avanço das áreas de precipitação na terça-feira (31/03):
Previsão de avanço das áreas de precipitação na quarta-feira (01/04):
As informações são do INMET e Meteored, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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