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Suspeita de 'vaca louca' gera apreensão

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 02/09/2021

2 MIN DE LEITURA

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A descoberta de um caso suspeito de “vaca louca” em Minas Gerais, que está sendo apurado pelo Ministério da Agricultura, acendeu um alerta entre pecuaristas e frigoríficos do país.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo para outubro caíram 4,38% ontem, a R$ 296,95 por arroba, e a baixa poderá se aprofundar enquanto não forem divulgados resultados da contraprova no animal - que já foi abatido - pedida pela equipe técnica da Pasta.

De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, sintomas da doença foram observados em uma vaca de idade avançada.

A expectativa, assim, é que seja um caso classificado como “atípico”, normalmente sem riscos de gerar barreiras duradouras para as exportações de carne bovina do país. A última ocorrência do gênero no país se deu em Mato Grosso, em 2019.

O mal da “vaca louca” - encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês) - é uma doença neurodegenerativa que tem como agente patogênico uma forma de proteína chamada príon. Ela pode ser transmitida ao homem e provocar a Doença de Creutzfeldt-Jakob, também neurodegerativa.

Em episódios atípicos, a doença é desenvolvida espontaneamente e o risco de contaminação é mínimo. Os casos graves são os que ocorrem por meio da ingestão de farinha de carne e ossos, proibidos na alimentação dos animais do Brasil. Nunca houve um caso clássico da doença da “vaca louca” no país.

O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, afirma que o Ministério da Agricultura precisa esclarecer a situação para tranquilizar o mercado. “Não teve frigorífico operando normalmente ontem”, diz ele. Outras fontes ouvidas pelo Valor disseram que grandes frigoríficos que vendem para a China interromperam a produção voltada ao país. Após o caso de 2019, os chineses suspenderam as compras por 15 dias, e isso pode se repetir agora, até que a investigação seja concluída.

Ter a China fora das compras, mesmo que temporariamente, pode ser prejudicial para o mercado, lembra o analista da Safras & Mercado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a julho deste ano, o gigante asiático e a província independente de Hong Kong responderam por mais de 60% da receita gerada pelas exportações brasileiras.

As mesmas fontes afirmaram que os resultados da contraprova deverão ser divulgados em alguns dias. O Valor apurou que o ministério prefere esperar esses laudos para dar mais detalhes sobre o caso. Em nota, a Pasta limitou-se a informar que adotou “os procedimentos de investigação recomendados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)” para casos como esse.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint. 
 

Comentários MilkPoint

É importante estar atento às consequências dessa situação no mercado do leite e acompanhar o desdobramento do caso. 

A princípio, caso o valor pago pela arroba do boi realmente caia, a tendência é de diminuição na relação leite/arroba, que é determinada pela quantidade de litros de leite necessários para pagar um arroba. Em consequência, provavelmente haverá uma menor número de vacas leiteiras enviadas ao abate, uma vez que o valor recebido por elas será menos compensatório.

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