FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Serras da Ibitipoca é reconhecida como região produtora de Queijo Minas Artesanal

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 11/12/2020

5 MIN DE LEITURA

0
2
Produtores de queijo de 15 municípios mineiros serão beneficiados com a publicação da Portaria 2.016/2020, que identifica a região das Serras da Ibitipoca como produtora de Queijo Minas Artesanal (QMA). Com o reconhecimento, concedido pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), entidade vinculada à pasta, essa passa a ser a 8ª região de Minas Gerais reconhecida como produtora da iguaria.
 
 
A portaria, publicada pelo IMA no Diário Oficial no fim de novembro, teve como base um estudo técnico produzido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), também vinculada à Seapa. As cidades que integram a região produtora estão distribuídas no Sul, Sudoeste de Minas, Zona da Mata e Campo das Vertentes. São elas: Andrelândia, Arantina, Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Lima Duarte, Olaria, Passa-Vinte, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde, Santa Rita do Ibitipoca, Santa Rita do Jacutinga, Santana do Garambéu, Seritinga e Serranos.
 
O superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Seapa, Gilson de Assis Sales, explica que a identificação da região como produtora de QMA significa que o Governo de Minas reconhece que os produtores locais seguem o processo tradicional de produção do Queijo Minas Artesanal, utilizando leite cru, coalho, pingo (fermento natural), sal, prensagem manual e, por fim, fazem o processo de maturação. 
 
“Essa é uma grande conquista para a região, que agora poderá comercializar o seu queijo de forma legal, uma vez que o QMA já tem o seu regulamento reconhecido pelo Governo de Minas”, comemorou o superintendente. “Além disso, a portaria reforça o apelo histórico e cultural dessa região para a produção do QMA, que, por se tratar de um local com forte vocação turística, certamente a caracterização trará ainda mais desenvolvimento para os produtores e para os municípios”, complementou Sales.
 
A publicação da portaria está em consonância com o Decreto n° 48.024, publicado em 19 de agosto de 2020, que dispõe sobre a produção e a comercialização dos queijos artesanais de Minas Gerais, e que tem na Seapa o papel de coordenar todo o processo de regulamentação e elaboração das políticas públicas voltadas para os queijos artesanais de Minas Gerais. Carla Silva, que é coordenadora do programa Certifica Minas Queijo Minas Artesanal, do IMA, lembra que a portaria foi elaborada após uma solicitação dos representantes dos produtores das Serras do Ibitipoca junto à Seapa.
 
“Nós analisamos o estudo técnico da Emater-MG, que forneceu uma base para pesquisarmos trabalhos publicados por pesquisadores, mestres e doutores em universidades; fontes primárias, como objetos contidos no acervo histórico de Juiz de Fora; livros de viajantes da época, publicados por editoras; e todos os demais dados disponibilizados publicamente por nossas instituições governamentais”, detalhou.
 
Ainda de acordo com Carla, é muito gratificante conhecer um pouco mais da história de Minas Gerais, a cultura, o modo de viver, de se fazer o queijo, constatar todas as mudanças ocorridas ao longo dos tempos e os novos rumos que a região está tomando. “É gratificante ter a oportunidade de vivenciar tudo isso, o IMA se orgulha muito de poder auxiliar no reconhecimento das regiões produtoras de QMA. É um grande prazer servir ao nosso povo e à nossa história”, complementa a coordenadora.
 
Caracterização - O estudo de caracterização integrada dos municípios da região das Serras da Ibitipoca como produtora do QMA, realizado pela Emater-MG, em 2018, foi desenvolvido em parceria com Instituto Federal de Rio Pomba e prefeituras. O trabalho identificou que o QMA é produzido e comercializado na região Serras da Ibitipoca desde o século XVIII.
 
O estudo ainda ressalta que a caracterização da região Serras da Ibitipoca representa uma contribuição no campo científico e, por se tratar de um processo interdisciplinar, que envolve história, cultura, meio ambiente, economia, política e sociedade, abrirá um vasto campo de estudos para instituições de ensino, pesquisa e extensão.
 
“Apesar de o volume ainda ser pequeno, com a nova portaria a região irá alavancar a sua produção de queijo”, argumenta a extensionista da Emater-MG Maria Dalva Pereira. Ainda segundo o estudo de caracterização, a contribuição no campo social se refere à inserção dos produtores de queijo no mercado formal, promovendo justiça social ao oferecer dignidade e possibilitar o acesso a capacitações e assistência técnica específica em suas propriedades.
 
A caracterização, feita a partir da demanda dos produtores de queijo da região, reconhece os municípios produtores por meio de diagnóstico de produção, levantamento histórico, cultural e da caracterização integrada de meio físico, fundamentada na análise integrada de Unidades de Paisagem.
 
“O documento de caracterização do Queijo Minas Artesanal é um dos passos importantes para conhecer a realidade dos produtores. Além disso, a exigência de adequação do produto às regulamentações vigentes de produção e comercialização é outro passo a ser seguido, sendo uma forma de agregar valor ao produto e minimizar os riscos de transmissão de doenças ao consumidor”, afirma Marciana de Souza Lima, assessora técnica da Emater-MG.
 
Marciana ainda ressalta que a qualidade da matéria-prima é determinante para a obtenção de um bom produto. Isso é possível a partir das boas práticas agropecuárias (BPA) e das boas práticas de fabricação (BPF), que garantem a “segurança e a qualidade dos queijos e atendem às exigências do mercado e a legislação sanitária vigente. Trabalhos estes de grande relevância que são realizados pela Emater-MG”, completa a assessora técnica.
 
Comemoração - Presidente da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região das Serras da Ibitipoca (APROQ), Maria Elisa de Almeida, que também é produtora de queijo na cidade de Lima Duarte, disse que todos estão muito contentes com a publicação da portaria.
 
“Historicamente, a nossa região é produtora de Queijo Minas Artesanal, o que foi demonstrado pelo trabalho de caracterização. Essa nova portaria vai estimular nossos produtores a regularizar suas queijarias e a produzir cada vez mais o QMA, que agora é regulamentado pelo estado. Com essa conquista, nossos queijos poderão ganhar o mercado e o mundo”, destacou a produtora.
 
Fundada em 2019, a APROQ conta atualmente com mais de 25 associados e representantes em praticamente todos os municípios que compõem a região. Entretanto, ainda há pouco volume de produção, com aproximadamente 100 kg fabricados mensalmente em cada queijaria.
 
 “A maioria produz queijos visando o consumo próprio, de vizinhos e visitantes. Mas queremos os turistas, técnicos e autoridades para comprovar nossa força e vontade de vencer. Nosso queijo carrega um sabor característico de nosso clima de montanha e águas de excelente qualidade, além, é claro, da cultura do nosso ‘saber fazer’ do queijo”, completou a presidente da associação local.
 

As informações são do Emater-MG.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint