Produtores esperam mais crédito para safra

Publicado por: MilkPoint

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O Plano Agrícola e Pecuário 2002/2003, que será anunciado na quarta-feira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reaviva as reivindicações e a ansiedade dos grandes setores produtivos do País. A expectativa é de que o governo anuncie recursos da ordem de R$ 21 bilhões, volume 27% maior que os R$ 16,6 bilhões prometidos em julho do ano passado. Hoje, as medidas que fazem parte do plano e que dependem da área econômica serão aprovadas em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN).

A maior parte desse total deverá ser concedida aos produtores com os juros fixos do crédito rural, de 8,75% ao ano. Com os recursos a serem anunciados o País deverá manter a colheita no patamar que vem registrando desde 2000/01, de 100 milhões de toneladas. Este ano, além dos recursos elementares para custeio, investimento e comercialização, os agricultores ainda esperam por outras medidas necessárias à atividade, que em 2001 obteve um saldo comercial de US$ 19 bilhões.

O Rio Grande do Sul, que é responsável pela produção de 53% da frota de máquinas agrícolas do Brasil, espera a continuidade dos recursos do Programa de Modernização da Frota (Moderfrota), que atualmente responde pelo financiamento de mais de dois terços da comercialização de máquinas e implementos. "Esperamos a liberação de mais R$ 1 bilhão no segundo semestre", afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Cláudio Bier. Desde sua criação, em março de 2000, o Moderfrota realizou 82.846 operações com desembolsos de R$ 3,5 bilhões.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), acredita que, além da oferta de uma quantidade suficiente de recursos, o governo precisa terminar com a burocracia nas agências bancárias. "Entre o anúncio da verba e a prática do empréstimo, ainda existem muitos obstáculos", constata o secretário geral da Fetag, Pedro Paulo Nienow.

Para a federação, é importante que o governo priorize as famílias atingidas pela estiagem e os produtores de leite gaúchos. "Sugerimos a criação de estoques reguladores de leite em pó para garantir o preço mínimo principalmente durante a entressafra".

Fonte: Jornal do Comércio/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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