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Produtores de leite reclamam da falta de mão de obra

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 25/11/2011

1 MIN DE LEITURA

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Produtores rurais do Triângulo Mineiro têm enfrentado um problema no processo de produção: a falta de mão de obra qualificada. Propriedades que antes contavam com até 15 funcionários, hoje, empregam, no máximo, a metade desse número, situação esta que foi agravada pela falta de trabalhadores disponíveis no mercado. O problema se intensificou nos últimos três anos e os motivos apontados pelos produtores são muitos, entre os quais, a concorrência por mão de obra com a construção civil.

De acordo com o produtor Eduardo Dessimoni, que é membro da Comissão de Pecuária de Leite de Minas Gerais e da Comissão Nacional de Leite, a perda de mão de obra no segmento se dá principalmente pelos altos salários que estão sendo pagos pela construção civil. "É o setor que mais absorve os trabalhadores do campo. O aumento do salário de pedreiro, serventes e auxiliares fez com que os funcionários das fazendas migrassem do campo para a cidade. Isso prejudica a produção", afirmou. Por este motivo, segundo Dessimoni, muitos produtores rurais diminuíram a quantidade de leite produzido na fazenda ou migraram para outras atividades, como a criação de gado de corte ou o cultivo de lavouras -seringueiras e eucaliptos -, abandonando de vez o mercado leiteiro.

"O produtor tem que entender que essas mudanças vieram para ficar. Elas não têm retorno. Ou a atividade leiteira passa por um processo de mudança e adaptação ou vai cair drasticamente no país", afirmou.

Gilvan Sorna, que decidiu investir na produção de leite há oito anos, fala sobre o problema: "Na época, quando comecei, tinha mão de obra, era mais fácil investir no leite. Mas hoje é difícil, pois as pessoas estão preferindo trabalhar na cidade". O produtor Antônio Gomes, que tem a experiência de 30 anos na atividade, reclama da mesma coisa. "sobram para trabalhar no campo somente aquelas pessoas que gostam de fazenda, só que esse gosto já não é mais tão grande assim", afirmou.

A matéria é de Marcelo Calfat, de correiodeuberlandia.com.br, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

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ROGERIO RUFINO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS

EM 26/01/2012

Parabens a Marcelo Calfat, pela matéria.
FRANCO OTTAVIO VIRONDA GAMBIN

JAMBEIRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/12/2011

SOCORRO, NO TOPO DO MORRO ,NA ENCOSTA E NAS PARTES BAIXAS MENOS AINDA PODEMOS PRODUZIR.

A MAO DE OBRA JA ANDA EM 1,5 SALARIO MINIMO.

DAMOS CASA , 2 LITROS DE LEITE , LUZ, AGUA REGISTRO EM CARTEIRA,14,3 SALARIOS POR  , ANO (COMPRANDO FERIAS) E NEM ASSIM TEMOS COLABORADORES EM QUANTIDADE. E QUALIDADE  MAS O PIOR DE TUDO E QUE O PREÇO DE VENDA DE NOSSO SUOR CHAMADO LEITE SO E SABIDO  APOS 40 DIAS .

NESTE MEIO TEMPO DESCOBRIMOS QUE A SOJA FALTOU NA CHINA  OU  NO JAPAO E ENTAO POR SER  ARTIGO DE LUXO INTERNACIONAL SOBE PARA NOS.

ESQUECI   DE MENCIONAR  O POTASSIO ,O NITROGENIO   E  TEMOS AINDA O MILHO QUE TEM PREÇOS  DE 17 A 43 POR SACO .  

ESQUECI, TEMOS DE GASTAR PARA PAGAR O INSS SOBRE O FATURAMENTO,  E MAIS 28% SOBRE . A FOLHA DE PAGAMENTO .

SE QUEREMOS NOS  APOSENTAR PELO INSS.COM 10 SM CUIDADO ,  APOS ALGUNS ANOS SO RECEBEREMOS . 3-4 SM  .

AFINAL RECLAMAR DA FALTA DE MAO DE OBRA E O DE MENOS  ...,BASTA COMPRAR UM ROBOT NA HOLANDA E PRONTO TEMOS MAO DE OBRA PARA 100 VACAS  E DA MELHOR  QUALIDADE ,COM DIREITO A TESTE DE MAMITE GRATIS.  AFINAL E ISSO QUE TEREMOS DENTRO DE ALGUNS ANOS::;.......... UFA..... DESABAFEI...

ESQUECI ,DEVEMOS AJUDAR OS HERMANOS DO SUL IMPORTANDO SEU LEITE .PRODUZIDO A PASTO,   COM POUCA RAÇAO, O QUE COMPENSA  OS SALARIOS EM DOLAR MELHORES DO QUE PAGAMOS AQUI.

AFINAL NOS SOMOS OS HERMANOS  MAIORES E DEVEMOS AJUDAR A TODOS E DEPOIS PENSAR  EM NOS MESMOS.

  O MST DIRIA TERRA JA E OS QUE A TEM DEVEM DIZER ROBOT JA....

RODRIGO VIEIRA DE MORAIS

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/12/2011

Não é falta de mão de obra, e sim deslocamento da massa trabalhadora para trabalhos mais remuneráveis e de melhor bem estar.

O governo e criadores estão colhendo o que plantaram, ausência total de política agrícola no país.

Na maioria das vezes o trabalhador rural, mora mal, recebe mal, não tem horário fixo, insegurança rural. O que fazer?

Pense você o que faria para sua família.

Produção leiteira na região sudeste está ficando muito difícil.
PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/11/2011

A falta de mão de obra no meio rural se deve em grande parte das relações entre capital e trabalho, onde o capital(empresário rural) nunca investiu na qualificação da mão de obra(trabalho) e não paga produtividade. Temos que mudar a mentalidade de nosso produtor e os trabalhadores devem participar do processo(%).


Na cadeia do  leite, o produtor sendo elo inicial deveria ser mais respeitado pela INDUSTRIA. Nunca deveria ser visto como inimigo e sim como parceiro. Mas como é a parte mais fragil, sempre foi manipulado pela INDUSTRIA.  


O produtor comete o mesmo erro, na sua relação com os empregados, que deveriam ser parceiros e isto não ocorre.


O caminho chama PRODUTIVIDADE ou participação, Paulo Viana- Agrônomo do BALDE CHEIO
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/11/2011

Prezados,
A título de contribuição, face às questões levantadas.
Muito interessante o que manifesta o consultor Felix Soriano, MS, PAS APN Consulting, LLC https://www.apndairy.com<br




PAULO LUIS HEINZMANN

RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/11/2011

Prezados,
Temos aí vários relatos que deixam muito claro a situação existente, o que confirma, ao meu entender, que a atividade leiteira não tem como remunerar sua mão-de-obra já escassa, com os mesmos valores pagos pelas indústrias de álcool, construção civil, etc, etc, etc.
Como a condição de trabalho, por muitas vezes não ter horários definidos, trabalhar em feriados e finais de semana, dias de chuva, geadas, etc, é ruim, teremos que recompensar esta mão-de-obra, pelas dificuldades que enfrenta, principalmente se for qualificada, COM UM MELHOR SALÁRIO, segurando-a assim, e somente assim, na atividade primária.
Lembro muito bem quando em 1988 fui à Argentina, província de Buenos Aires, e visitando tambos "imensos" para a época e para a nossa realidade, com 200 a 500 vacas, nos chamou a atenção quando funcionários "gritavam" com seus patrões, em total desrespeito a qualquer situação onde o dono da fazenda tentava respeitosamente corrigir ou sugerir qualquer melhoria no serviço realizado. Questionado sobre esta situação, o proprietário relatou, já naquela época naquele país, a dificuldade em conseguir funcionários, e para não perdê-los, sugeitavam-se aos gritos de seus funcionários.
Como os governos se sustentam com alimentação barata (sempre foi assim, e temos exemplos, num passado não muito distante, de vários planos econômicos, que para terem o apoio popular, baseava-se em oferecer alimentação barata) , não espero ajuda do governo de alguma forma, para as atividades que produzem leite, trigo e arroz, e é só observar o que vem acontecendo com estas atividades e os produtores que as exercem.
Como poderemos "driblar" esta situação? Apesar de não ter fórmula mágica, acredito que deveremos seguir o que já citaram colegas anteriormente, ou seja, substituir mão-de-obra por equipamentos, pelo menos para facilitar o trabalho dos que ficam na atividade, buscar ganhos de escala, diluindo custos fixos, treinamentos e atualizações constantes, buscar melhoria das condições de trabalho e oferecer, na medida que a atividade possibilita (infelizmente está assim), um salário digno a estes funcionários, colaboradores, ou tanto faz como os chamamos.
Mesmo assim, a concentração da atividade em poucas e grandes fazendas é inevitável, pelos motivos já citados anteriormente por colegas.
Mas não podemos jogar a toalha, pois como o que regula preços em nossa economia é a aferta e procura, poderemos nos surpreender em alguns anos com os preços que serão praticados, pela simples falta do produto.
Pena que a instabilidade do mercado impera, e é interessante para alguns.
Abraços a todos!
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/11/2011

Um homem preso fica  para o Estado em média  1.500,00  reais,são os  dados do  governo.Agora tira esse  dinheiro  limpinho , ou seja , sem  custos na roça, ainda mais  tirando leite ,é  difícil , os custos  só  aumentam . Não temos  uma política  voltada  para  o  homem rural. Vai  pagar um plano de saúde para  você e sua  mulher vê se  consegue? é  complicado.
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/11/2011

A atividade leiteira tem dois sentimentos opostos. Os que a amam e os que a odeiam. Em geral o primeiro sentimento se refere ao produtor. O segundo cada vez mais tem sido o daqueles que são contratados para trabalhar nesta atividade.

Trabalho massante e rotineiro, manejo de animais de varias categorias que demandam cuidado especial, dificuldade na distribuição de folgas e férias, atividade cada vez mais competitiva que demanda trabalho preciso e dedicado, dentre tantas outras razões que levam alguém a deixar a atividade leiteira como ultima opção de trabalho.

Como foi mencionado, esse é um problema antigo e não se restringe aos produtores brasileiros. Algum tempo atras li um artigo americano que citava as 10 piores profissões para se trabalhar. As fazendas leiteiras ficaram em segundo lugar, atras apenas de desintupidor de esgoto. Se lá não houvesse um numero alto de imigrantes estrangeiros que ocupam os cargos das fazendas boa parte delas ja teriam fechado as portas por falta de mao-de-obra.

Como lidar com isso?

Talvez a melhor saida é buscar o maximo da eficiencia da pouca mão-de-obra que dipomos. Facilitar o trabalho com investimentos em estruturas, equipamentos, sistemas que permitem automatização de processos, entre tantas opções. É o tal do indice litros/funcionario/dia. Se não melhorarmos esse, estamos fadados a abrir as porteiras de nossas fazendas para nossas vacas irem embora.



Abraço



Michel Kazanowski
LUCIANO MARTINS REDU

ENCANTADO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/11/2011

É fato a falta de mão de obra no leite,devido ao desinteresse das proximas gerações,ao constante exodo rural,em geral a elevada faixa de idade dos proprietarios,a falta de recurso para investimento,a necessidade de capacitação tecnica para exercer tal função,mas tambem é notorio,a evolução embora lenta comparada a outras atividades como suinocultura,avicultura,etc...


No meu ver ja é possivel notar varios produtores procurando entender melhor esta relação com os empregados para que este relacionamento seja o melhor possivel,dentro da propriedade,assim como ,dando uma maior importancia para sua capacitação,tanto pessoal como profissional e consequentemente tendo este funcionarios por mais tempo produzindo sob seu comando.


Não tenho duvida nenhuma que a falta de interesse dos filhos,a elevada faixa de idade dos administradores e o constante exodo rural ,é consequencia(em parte) da falta de sucessão familiar(grande maioria das propriedades de leite),que infelizmente nossos gestores de antigamente(acredito que grande parte destes)não tiveram conhecimento ou formação para tal processo e que sem duvida nenhuma hoje é de fundamental importancia ao menos aqui no sul do pais.   
EDUARDO FERRAZ

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/11/2011

Este assunto sem dúvida é o maior ponto fraco da produção dos clientes que atendo em minha região (central do Rio Grande do Sul). Vejo que estão se movimentando para isto, aumentando salários e outras formas de remuneração conforme dito pelos colegas no texto acima. Mas vejo o seguinte, temos que encontrar uma alternativa, alguns produtores acabam criando mais a pasto, outros devido ao terreno já não é possível, e alguns acabam desistindo. Estamos vivendo outra "era" a era do conhecimento, no qual já não podemos tratar as pessoas (colaboradores) como coisas, e sim como pessoas, fazendo com que elas opinem em assuntos da atividade, pensem e façam os deveres com vontade, dedicação e paixão. Que é a paixão que move as pessoas. Claro, para chegar ao ponto de todas as pessoas envolvidas no processo pensarem em crescer e chegar no objetivo da propriedade não é fácil, precisa de um trabalho acompanhado e bem pensado. Lembro, estamos vivendo outra época, a do conhecimento.
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/11/2011

Prezado Sr. Gamborgi,


Entendo sua situação aí numa região altamente industrializada, não deve estar fácil.


Todavia, visitando recentemente a região oeste de SC, tenho encontrado muita motivação e investimento em produção leiteira, como uma alternativa regional às integrações de aves e suínos, o que se reflete em termos de capacidade de industrialização de novos laticínios. Há também o surgimento recente de vários cursos locais em Ciências Agrárias, sendo o corpo discente principalmente de origem rural, ou seja, de jovens que pretendem seguir na atividade agrícola familiar. Menos mal, há tais exceções, embora o processo de migração do campo para a cidade seja um fenômeno inevitável e manifesto a nível mundial.


Quanto à China: lá estão preocupados em abastecer primeiramente o fantástico mercado local, cujo consumo, na média, ainda é medido com conta-gotas.
MARCO AURELIO SAMBAQUI GAMBORGI

GASPAR - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2011

Olá Sr. Paulo Mühlbach, sou produtor de leite em Santa Catarina, no Vale do Itajaí, e o fenômeno da evasão de mão de obra acontece aqui também, mesmo sendo familiar. Os filhos dos produtores já não querem mais ficar no campo, preferem a vida mais segura da cidade às incertezas da atividade rural. Tenho 34 anos e abandonei a carreira de jornalista para tocar a propriedade de minha família que produz leite há mais de quarenta anos. Hoje sou o único produtor de leite na minha cidade. Há alguns meses pensei em abandonar a atividade por falta de mão de obra. Meu pai sempre trabalhou com três funcionários, hoje sou obrigado a me virar com apenas um. Além da mão de obra ser escassa não é qualificada, então temos de primeiro formar os trabalhadores para atuar na propriedade. A pressão sobre o produtor de leite está vindo de todos os lados. Custos, má remuneração, IN 51, importações, falta de assistência técnica, ausência de um política agrícola voltada para o produtor rural. Logo vamos estar bebendo leite em pó da China.
FERNANDO ESPINDOLA

NOVA FRIBURGO - RIO DE JANEIRO

EM 27/11/2011

Olhando do ponto vista do contra-cheque e das folgas de sábado e domingo a construção civil é bastante interessante, porém, quando se paga água, luz, IPTU e outros impostos na cidade, a remuneração para o trabalhador rural sem estas despesas se torna superior. O que está faltando no campo é uma mudança no modelo de produção, isto é, deixar de dar comida na boca da vaca, como se fosse uma criancinha, e, normalmente, comida velha, de baixa qualidade, e tendo que trabalhar sábados e domingos. O que as propriedades produtoras de leite precisam fazer é simplesmente aplicar as orientações técnicas existentes para produzirem mais em menor área e com menos sacrifício. VACA COME NO PASTO -  BOM, PERTO E COMIDA BOA.
TÚLIO CÉSAR GOMES FERREIRA

PARAÚNA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/11/2011

Aqui tambem esta com a mesma dificuldade de mao de obra. Pois para voce permanecer na atividade tem que tem  funcionarios qualificados, e esta muito dificil encontrar esse tipo de pessoas .
NIVALDO ALVES TEIXEIRA

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS

EM 26/11/2011

... por lado sabemos que várias pessoas estão nas cidades em sub empregos e desejosos de retornar para o campo; foram em busca de estudo para os filhos que se fizeram e os pais por não terem mais qualificação, se prestam a outros trabalhos as vezes menos dignos; talvez não saibam que as fazendas buscaram recursos com aquisição de máquinas e processos de automação que facilitam bem a vida no campo.Cabe aos órgãos de classe busca-los, convida-los a fazer o caminho inverso e quem sabe trzer toda a familia. Paralelamente tirar das gavetas antigos projetos como o da AGROVILA, pequenas comunidades criadas a semelhança de ´minha casa minha vida´ com infraestrutura suficinte para receber esses trabalhadores de volta na zona rural. Chega de planos habitacionais urbanos que só fazem ´inchar´ as cidades com consequências previsiveis. Se não agirmos rápido vamos desagregar mais a cadeia produtiva da agropecuaria e nos tornarmos importadores de alimentos.
CLAUDINO LUIS PITA DE OLIVEIRA

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/11/2011

Paulo, ótima observação, sem dúvidas mais um ponto a favor do crescimento da produção leiteira no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, que já contam com clima e pastagens mais apropriadas a produção de leite.


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/11/2011

Prezados Senhores: A falta de mão de obra no campo é um fenômeno bastante antigo. Iniciou-se com a falta de profissionais de nível superior para laborar nas cidades interioranas, como médicos, dentistas e outros.
Depois, pela ausência de ensino regular para as crianças, até atingir, hodiernamente, aos melhores salários da construção civil urbana, como citado no texto que, em regra, não exige especialidade nem de ensino nem de técnica.
Não podemos nos olvidar, por outro lado, das ditas "políticas sociais" que, ao invés de melhorarem a vida dos que vivem nos estágios piores de renda, incentivam ao ócio, eis que muito melhor receber vales gás, bolsas família, bolsas escola, bolsas tudo que trabalhar. Prefere-se, na contramão da sabedoria popular, "dar o peixe que ensinar a pescar".
Tudo isto veio dilapidando o núcleo funcional do campo, ao ponto de, hoje em dia, não existirem mais pessoas que trabalhem, no meio rural, por um salário mínimo - muito embora este esteja sendo aumentado, politicamente, ano após ano, em índices aterrorizantes para os empregadores - e os trabalhadores não tragam, em seus patrimônios laborais, nenhuma especialização que justifique maior ganho.
Nem mesmo o sistema de economia familiar, citado acima pelo Paulo Mühlbach, tende a ser mantido por muito tempo, eis que, as novas gerações não nutrem mais tanto interesse pelas práticas agropecuárias, estando sendo iludidas pelo canto de sereia das profissões urbanas, em tese, muito mais bem remuneradas e de vida muito mais fácil.
A saída, pelo menos por ora, será fazer com que este empregado, que ainda resiste em nossas fazendas, seja treinado, profissionalizado através de cursos e de aprendizado constante. Para citar um exemplo pessoal, há dois anos venho promovendo cursos de inseminação artificial, de técnicas de ordenha, de criação de bezerras, de tratorista, para meus funcionários e elevando o ganho mensal dos mesmos com itens de remuneração indireta, como plano de saúde, participação nos lucros e resultados, entre tantos outros. Assim, tenho mantido minha equipe coesa e perene, muito embora esteja, minha propriedade, localizada a menos de oitenta quilômetros de Juiz de Fora, MG, um núcleo urbano em pleno desenvolvimento, mormente no hemisfério da construção civil.
No entanto, a preocupação com a falta de mão de obra é, infelizmente, uma constante.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
EDISON MENDONÇA JUNIOR

TUPACIGUARA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/11/2011

Em nossa região as usinas de alcool é que estão absorvendo as maõs de obras que ainda restam...
E pro leite não está sobrando quase ninguém.

PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/11/2011

Talvez seja essa uma das razões da migração de laticínios para a Região Sul, onde temos pequenas e médias propriedades com mão-de-obra tipicamente familiar.
MilkPoint AgriPoint