Preço mínimo é começo de melhorias para produtor de leite
Publicado por: MilkPoint
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"Esperávamos um valor diferenciado no Centro-Oeste, uma vez que o custo aqui é maior que no Sudeste", disse Pina, ao acrescentar que o produtor goiano hoje tem um custo de R$ 0,36 a R$ 0,37 em cada litro do produto.
Por outro lado, ele afirmou que o preço mínimo era um anseio dos produtores, que servirá pelo menos como base, mas lembrou que, por meio do contrato firmado entre produtores e laticínios, em Piracanjuba, os produtores conseguiram fechar o preço do leite em R$ 0,47.
O presidente da Federação da Agricultura (Faeg), Macel Caixeta, ressaltou que a política de preço mínimo é o começo de uma melhora para o produtor de leite. Segundo ele, embora o valor não seja o de mercado, haverá uma regulagem. Caixeta acha que a tendência agora é de alta no preço.
O assessor técnico da Comissão de Leite da Faeg, Edson Alves Novaes, observou que de qualquer forma uma medida como essa pode dar mais segurança ao produtor, que vem sendo cobrado pela qualidade do produto, mas não tem tido muito retorno. "A normativa de qualidade do leite já em vigor cobra a qualidade, mas o produtor não é remunerado para isso".
O governo fixou o preço mínimo do litro de leite em R$ 0,32 para o Sudeste, Nordeste e Paraná, R$ 0,30 para os Estados de Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal e R$ 0,27 para a região Norte e Mato Grosso.
MS: entidade afirma que preço mínimo inviabiliza produção
O presidente do Fórum das Associações de Produtores de Leite de Mato Grosso do Sul e diretor de Leite pelo Sindicato Rural de Campo Grande, Denis Vilela, afirmou que o novo preço estabelecido para remuneração ao produtor pelo litro de leite, de R$ 0,30, inviabiliza a produção.
O preço mínimo acordado pelo governo federal no ano passado foi de R$ 0,32 por litro e já era considerado ruim. Agora o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a remuneração mínima em R$ 0,30.
Vilela afirmou que recebendo menos de R$ 0,40 pelo litro a produção, principalmente em propriedades tecnificadas, é inviabilizada. Ele lembra que o peso do custo do frete na produção passou de 20% para 30%, o que significa que, na realidade, com remuneração de R$ 0,30 por litro o produtor, tirando o frete, recebe R$ 0,21 por litro, sem descontar gastos com mão-de-obra, insumos e energia elétrica.
Fonte: Diário da Manhã/GO (por Antonia de Castro) e Campo Grande News (por Fernanda Mathias), adaptado por Equipe MilkPoint
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