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Preço do leite pago ao produtor do MT em novembro apresentou leve variação de 0,35%

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 10/12/2020

2 MIN DE LEITURA

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Negociações externas: no acumulado de jan.20 a nov.20, as exportações brasileiras apresentaram acréscimos de aproximadamente 40,00% ante o mesmo período do ano passado, o que corresponde a um total de 22,78 mil t. Fatores como as elevadas cotações do dólar influenciaram para este cenário. Já com relação às importações, o aumento foi menos expressivo: +14,89%, ou 151,70 mil, t neste mesmo comparativo.

Para se ter uma ideia, somente o mês de set.20 foi responsável por 18,00% deste total (23,16 mil t), em virtude das precipitações escassas enquanto a demanda esteve aquecida. Este é o maior volume importado da série do Imea que iniciou em 2017. Dessa quantidade, a Argentina correspondeu com 60,23% dos embarques, seguida do Uruguai, com 56,46%. Este cenário é decorrente da Taxa Externa de Exportação Comum (TEC) de 28,00% para produtos lácteos fora do Mercosul, sendo mais viável para o país importar de nações pertencentes ao acordo.
 
O preço do leite pago ao produtor em nov.20, referente ao volume captado em out.20, apresentou leve variação de 0,35% e ficou cotado a uma média de R$ 1,73/l no estado. O índice de captação aumentou 20,31% ante o mês passado. No entanto, este acréscimo foi pontual para algumas regiões de Mato Grosso, dado que grande parte ainda relatou chuvas abaixo do esperado, o que influenciou na produtividade das vacas em lactação.
 
Em sentido oposto, o preço do leite na praça de São Paulo apresentou queda de 5,34% ante a out.20 e fechou a uma média de R$ 2,04/l. Mesmo com a produtividade abaixo do esperado, o consumo reduziu com mais intensidade, puxando o preço para baixo. O diferencial de base entre Mato Grosso e o estado de São Paulo (Cepea) estreitou em 27,62% no comparativo mensal e ficou em torno de –R$ 0,32/l.
 
Produtos lácteos: em 2020, incertezas e movimentos atípicos ocorreram na cadeia leiteira em virtude dos impactos gerados pela Covid-19. Neste sentido, o varejo foi um dos setores mais impactados diante do comportamento dos consumidores no período. Isto porque, com a reclusão da população em casa e com o fechamento do comércio, alguns derivados foram mais demandados que outros, impulsionando assim as cotações. No gráfico ao lado é possível perceber um destaque maior na valorização do queijo muçarela, leite UHT e bebida láctea de +19%, +20% e +17%, respectivamente. Já outros derivados como o leite condensado, creme de leite e requeijão permaneceram com a variação mais ponderada de +7%, +5% e +4%, nesta ordem. Em contrapartida, o doce de leite que antes da pandemia seguia com variação positiva, atualmente passou a retrair, -7%. Já o leite em pó integral permaneceu com cotações estáveis, sendo influenciado principalmente pelas suas elevadas importações no mercado.
 
As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

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