PIB do agronegócio apresenta bons resultados no início de 2003
Publicado por: MilkPoint
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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio global brasileiro inicia o ano de 2003 com um crescimento notável de 0,89%. Para os sub-setores da agricultura e da pecuária, observa-se que o agronegócio da agricultura lidera expressivamente o ranking com um percentual de crescimento em janeiro de 1,14% contra a taxa de crescimento de 0,30% no agronegócio da pecuária. Dessa forma, o PIB do agronegócio projeta a cifra de R$ 428,08 bilhões para 2003.
Os indicadores econômicos relativos ao segmento de insumos industriais utilizados pelo setor rural continuam apresentando taxas de variação sensivelmente elevadas. Para a agropecuária como um todo, a taxa de crescimento no mês de janeiro foi da ordem de 1,35%, ultrapassando a taxa de crescimento registrada para o PIB primário da agropecuária.
Para a agricultura, o setor de insumos acusou crescimento de 1,59% no mês de janeiro, índice elevado, porém, com nível inferior a taxa de crescimento registrada para o PIB da agricultura, indicando ganhos na renda desses produtores rurais. A taxa relativa aos insumos utilizadas pelos pecuaristas apresenta elevação de 0,96%, taxa de crescimento quatro vezes maior do que a registrada pelo PIB primário da pecuária, ganhando participação dentro do PIB do agronegócio do setor pecuarista brasileiro.
O setor industrial de processamento dos produtos agropecuários também começa o ano de 2003 com um cenário positivo. No mês de janeiro o seu crescimento foi de 0,63%, refletindo o desempenho da indústria processadora vegetal, que registra em janeiro variação positiva de 0,73%. Já o PIB da indústria processadora animal acusa variação de 0,10% no mês em análise.
Numa comparação com janeiro de 2002, o setor industrial do agronegócio brasileiro, àquela época, apresentou crescimento somente no segmento da indústria de processamento do setor pecuarista, com taxa de 0,21%. O segmento industrial ligado à lavoura e à agropecuária como um todo apresentaram quedas de 0,12% e de 0,07%, respectivamente.
No segmento de distribuição observa-se, também, evolução positiva do PIB tanto para o complexo do agronegócio da agricultura como para o da pecuária. No entanto, o dinamismo maior fica por conta dos "serviços" do setor de lavouras, com um crescimento expressivo de 1,02% contra 0,21% no setor de distribuição da pecuária. No global, em janeiro, o segmento de distribuição teve um crescimento de 0,77%. Comparando com janeiro de 2002, esse indicador cresceu 0,19% e registrou taxas percentuais de crescimento mensal de 0,17% e 0,24% para os segmentos de distribuição da agricultura e da pecuária, respectivamente.
Os números mostram até o momento um cenário promissor, onde o ano de 2003 promete ser positivo, com o setor do agronegócio brasileiro animando os empresários e sustentando o crescimento da economia brasileira.
Balança comercial do agronegócio
Com câmbio favorável, o agronegócio brasileiro ampliou ainda mais sua vantagem competitiva frente aos concorrentes internacionais e registrou superávit recorde na balança comercial no primeiro trimestre deste ano. O resultado comercial foi positivo em US$ 4,58 bilhões entre janeiro e março, o que representa um crescimento de 38,7% na comparação com o superávit registrado em igual período do ano passado. No primeiro trimestre de 2002, a balança comercial do agronegócio registrou saldo positivo de US$ 3,3 bilhões.
As exportações de produtos agropecuários atingiram a marca de US$ 5,74 bilhões entre janeiro e março, em crescimento de 29% na comparação com igual período de 2002. O que permitiu a ampliação do superávit comercial foi a combinação do forte aumento das exportações com a quase estagnação dos gastos com a compra de produtos agropecuários no exterior.
As importações do setor somaram US$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre deste ano, contra US$ 1,14 bilhão entre janeiro e março de 2002, crescimento de 1,9%. Essa elevação ocorreu principalmente devido ao aumento dos preços internacionais do trigo combinado com o crescimento das importações do produto.
Fonte: Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária - CNA e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - CEPEA/USP (por Joaquim Martins Guilhoto), adaptado por Equipe BeefPoint
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