Nestlé aluga fábrica de lácteos em Garanhuns/PE

A Dairy Partners Americas Nordeste (DPA) - joint venture da Nestlé com a cooperativa neozelandesa Fonterra - assinou contrato de locação da totalidade da fábrica de lácteos de Garanhuns, no Agreste pernambucano. A unidade pertencia ao Grupo LBR, que entrou em processo de recuperação judicial e foi arrematada em 2014 por R$ 50 milhões pela ARC Medical Logística [...]

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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A Dairy Partners Americas Nordeste (DPA) - joint venture da Nestlé com a cooperativa neozelandesa Fonterra - assinou contrato de locação da totalidade da fábrica de lácteos de Garanhuns, no Agreste pernambucano. A unidade pertencia ao Grupo LBR, que entrou em processo de recuperação judicial e foi arrematada em 2014 por R$ 50 milhões pela ARC Medical Logística. Em 2009, a DPA/Nestlé locou 50% da planta e, a partir de agora, vai assumir 100%. Em dificuldade financeira, a LBR suspendeu a produção industrial em agosto do ano passado, restando a operação da DPA/Nestlé.

Sem produção, os funcionários da LBR passaram a atuar em sistema de rodízio, folgando seis dias na semana e trabalhando apenas um. Há uma semana, os empregados entraram em férias coletivas. A transição de LBR para ARC, e agora para DPA/Nestlé, tem gerado insegurança entre os 120 funcionários. Desde que a LBR entrou em recuperação judicial, os trabalhadores da fábrica vivem uma situação de insegurança.

“Quando a fábrica foi arrematada pela ARC deveria ter acontecido uma anotação nas carteiras de trabalho. Isso não aconteceu e até agora estamos sem resposta. Recebemos uma informação de que o pessoal dos recursos humanos da DPA/Nestlé teria uma reunião conosco na próxima segunda-feira. Estamos aguardando”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Pernambuco (Sintilpe), Luiz Alberto Menezes.

Na oferta feita pelo ARC ao Grupo LBR, a empresa colocou como condição não arcar com encargos e obrigações trabalhistas. Pela proposta, os funcionários deveriam ser demitidos e pagos pela LBR e depois contratados pela ARC, com responsabilidade trabalhista assumida só após a posse pela ARC.

Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio de Pernambuco, a DPA/Nestlé informou, por meio de nota encaminhada por sua assessoria de comunicação, “que assinou novo contrato de locação para utilização da unidade Fabril de Garanhuns (PE), adquirindo o direito de uso completo das instalações. O contrato foi firmado no último dia 19, com a ARC Medical Logística LTDA., que recentemente arrematou a fábrica de Garanhuns no processo de recuperação judicial do Grupo LBR”, diz o texto.
A DPA/Nestlé garante o interesse de manter a unidade em plena operação. A unidade tem capacidade para processar 595 mil litros de leite por dia, sendo a maior indústria da bacia leiteira do Estado. “Com a assinatura do novo contrato, a DPA reafirma seu interesse em manter em plena atividade sua operação em Garanhuns (PE). Com operação iniciada em 2010, para a fabricação de produtos lácteos refrigerados, a unidade de Garanhuns é responsável pelo abastecimento do importante mercado da Região Nordeste”, afirma a nota.

Questionada sobre a situação dos funcionários, a DPA/Nestlé não respondeu aos questionamentos. “A princípio todas as informações que temos sobre o assunto estão no posicionamento oficial”, disse a assessoria. A Nestlé produz iogurtes na fábrica de Garanhuns e tem cerca de 200 funcionários.



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jefferson marcilio
JEFFERSON MARCILIO

REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 12/06/2015

Como sempre a bomba sempre estoura do lado mais fraco. Produtores de leite e funcionários nesta guerra judicial,.Alguém sabe como vai acabar essa.

Engraçado é que a Nestlé cisma em processar leite no Nordeste brasileiro, será porque lá nós temos a mão de obra mais barata do Brasil,e o leite também.
Junior
JUNIOR

PERNAMBUCO

EM 12/03/2015

Alguém sabe o e-mail do administrativo da ARC ?
Leonardo José
LEONARDO JOSÉ

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/01/2015



Gostaria de saber se foi efetivamente bloqueado os valores em dinheiro que a LBR recebeu com vendas de ativos recentemente, Alguém sabe?
ERIKA NOGUEIRA
ERIKA NOGUEIRA

RIBEIRÃO PRETO - TOCANTINS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/01/2015

SIM, INDUSTRIA DE LEITE RIBEIRÃO PRETO, COOPERATIVA LEITE NILZA-S.A
Jose Brandão Vieira Junior
JOSE BRANDÃO VIEIRA JUNIOR

MACEIO - ALAGOAS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/01/2015

Necessário uma segunda pergunta: como ficam os produtores rurais que forneceram o leite a LBR e até o presente momento não tiveram suas receitas depositadas pela referida empresa? Referi-mo a vendas feitas pelos produtores em períodos após a recuperação judicial que ainda estão pendentes de pagamento.
Qual a sua dúvida hoje?