MS: continuam negociações para leite in natura
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Em Campo Grande, o processo pouco andou nas últimas duas semanas, muito embora exista a disposição por parte do presidente da Coomleite, Adirson de Almeida, de ouvir quaisquer propostas que possam buscar a solução para o problema. Ele disse que continua aguardando a visita do secretário da Produção e do Turismo, José Antônio Felício, que deseja que a Coomleite colabore no sentido de beneficiar o leite hoje vendido in natura nas ruas.
Almeida afirmou que a indústria da Coomleite, especialmente depois das reformas feitas utilizando apenas recursos próprios, tem condições de processar industrialmente 30 mil litros de leite/dia, número que seria o da distribuição de leite "de canequinha" nos bairros e vilas de Campo Grande. "Só que é preciso conversar, analisar bem toda a situação, como isso poderia ser operacionalizado", afirmou.
Segundo o presidente da cooperativa, isso implicaria em reordenamento de todo o processo industrial. "Teríamos que contratar alguns funcionários a mais, saber quem assumiria a responsabilidade pelas fases desse processo, como a recepção do leite e a qualidade do produto que seria colocado no mercado", explicou.
Naviraí
Os 114 produtores filiados à Associação dos Produtores de Leite Natural de Naviraí assumiram, junto à Promotoria de Justiça da comarca, o compromisso de implantar uma mini-usina para a pasteurização do produto, hoje vendido in natura, até o final de 2005, concluindo um projeto que foi elaborado em 1993.
O projeto dos leiteiros de Naviraí foi elaborado com orientação de técnicos do Idaterra e da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). De acordo com o presidente da entidade, Antônio de Jesus Carvalho, será necessário investir R$ 80 mil para ter a capacidade de pasteurizar e envasar cinco mil litros/dia.
O gerente local do Idaterra, Ronaldo Botelho, disse que a prefeitura deverá doar todo o maquinário da mini-usina, com custo aproximado de R$ 40 mil, com a outra metade da infra-estrutura ficando sob a responsabilidade dos associados. Se a Promotoria aprovar o projeto e a Câmara Municipal aprovar a doação do terreno (passível de vistorias por parte dos órgãos públicos envolvidos no projeto) e o investimento público, a construção deverá ser realizada entre julho de 2003 e março de 2005, com a compra de equipamentos prevista para 2004.
Além de resolver os problemas políticos para viabilizar o projeto, a associação naviraiense terá que elaborar e discutir o regimento interno da indústria, no qual há a proposta de retenção de 7% do total de leite envasado, a título de pagamento para o custeio da mini-usina, com possível estabelecimento de um teto de entrega já prefixado em 250 litros por produtor.
Fonte: Correio do Estado/MS (por Edílson Oliveira e Maurício Hugo), adaptado por Equipe MilkPoint
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