O governo de Minas Gerais lançou, neste mês, um guia com orientações para produtores de queijo interessados em exportar. O material reúne regras sanitárias, exigências de cada destino e análises de mercado, com o objetivo de facilitar o acesso de pequenos e médios produtores ao comércio internacional.
O “Guia Abrindo Fronteiras: Oportunidades de Exportação para o Queijo Mineiro” destaca regiões mais receptivas aos lácteos brasileiros. Segundo o governo estadual, a internacionalização do queijo mineiro avança de forma constante e encontra um “panorama promissor” em países com menos barreiras sanitárias e demanda crescente por produtos especiais, não apenas nas Américas, mas também no Oriente Médio, na Ásia e na África.
O guia aponta que países do Mercosul, por exemplo, têm processos mais simples e tarifas reduzidas, o que favorece a entrada dos queijos brasileiros. No Chile, há reconhecimento das certificações sanitárias nacionais. Já o Peru exige registro prévio, mas oferece tarifas zeradas e um mercado em expansão.
O documento também reúne procedimentos indispensáveis para exportar, como exigências sanitárias, certificações, prazos e documentação. A proposta é orientar produtores para evitar erros comuns e reduzir custos. Para pequenos laticínios, o guia funciona como um roteiro prático, detalhando cada etapa e indicando cuidados com logística, prazos e preferências de consumo de cada país.
Em 2024, Minas Gerais foi o principal exportador brasileiro de queijos. As vendas somaram US$ 7,9 milhões e chegaram a dez países, entre eles Estados Unidos, Taiwan e Chile. Treze municípios participaram das exportações, com destaque para Pará de Minas, Arapuá, São Vicente de Minas, Moema e Vazante.
O guia completo está disponível aqui.
As informações são do Estadão.