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MG: leite longa vida mostra redução de preços

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 03/08/2009

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Segundo pesquisa da Secretaria Municipal de Abastecimento (Smab), a caixinha do longa vida está 4,8% mais barata do que há 30 dias. Somente na última semana, o produto ficou 3,83% menos amargo, chegando ao valor médio de R$ 2,35, após custar R$ 2,47 em junho e até R$ 2,80, no mês de maio. A expectativa, contudo, é de que os preços voltem a ficar abaixo de R$ 2 a partir de setembro, quando a entressafra chega ao fim.

Para o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), Eduardo Antunes, a dona de casa deve encontrar novas quedas nos valores no supermercado. "Uma variação negativa pode acontecer nas próximas semanas", acredita. André Furtado Braz, economista da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), lembra que o leite tipo longa vida subiu 17,64% em junho. No mês de julho, o aumento médio já foi menor: 11,40%.

"Com o aumento rápido, as vendas ficaram ainda mais fracas, já que, tradicionalmente, há um recuo no consumo no período de férias. A saída do varejo foi baixar o preço. E o que se vê é uma redução em plena entressafra", explica o presidente da Comissão Nacional de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. Segundo seus cálculos, o longa vida subiu, em média, 12% em junho, na comparação com maio, enquanto outros produtos lácteos, como leite em pó, manteiga, queijo e iogurte, ficaram 2,5% mais caros no período.

Alvim reclama que a escalada de preços do leite não chegou ao campo. "Os valores pagos ao produtor têm melhorado um pouco, mas não aumentaram na mesma medida que o reajuste do atacado", critica. De acordo com Alvim, é "normal" que a caixinha de leite custe duas vezes mais que o valor do litro da bebida pago ao fazendeiro. "Porém, em junho, a relação extrapolou. O preço chegou a ser três vezes mais caro, com o longa vida sendo vendido a R$ 2,10 e o produtor recebendo só R$ 0,70", conta, apontando R$ 1,05 como valor mínimo para uma remuneração mais "justa".

"Só esperamos que o varejo e a indústria não venham em cima da garganta do produtor, que só agora experimenta uma leve recuperação na sua remuneração", diz Rodrigo Alvim, lembrando que o preço do litro de leite no campo chegou a R$ 0,56 em maio.

A matéria é de Janaína Oliveira, publicada no jornal Hoje em Dia/MG, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.

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