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Sistema InovaLácteos: projeto busca soluções tecnológicas para a cadeia do leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 21/07/2021

5 MIN DE LEITURA

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Foi lançado na última semana o Sistema InovaLácteos, projeto de aceleração que terá três anos de duração e mais de 120 startups aceleradas em busca soluções tecnológicas para a cadeia do leite de Minas Gerais.

A solenidade virtual aconteceu durante o Minas Láctea 2021, organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), e ultrapassou as 400 visualizações no YouTube.

O Sistema InovaLácteos será executado pela Agência de Inovação Polo do Leite e tem o apoio do Governo de Minas, por meio das secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) e Desenvolvimento Econômico (Sede), além de contar com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Durante a solenidade de lançamento, o governador Romeu Zema afirmou acreditar que o desenvolvimento econômico está diretamente atrelado à inovação tecnológica. “O nosso governo vem investindo nisso, e com o setor de lácteos não será diferente”, garantiu o governador.

A secretária Ana Valentini lembrou da importância da cadeia do leite para os mineiros, chegando a fazer parte da nossa identidade. “O que seria de Minas sem o seu tradicional pão de queijo e dos nossos deliciosos queijos artesanais? Mas nem só de tradição chegamos até aqui. A inovação e a tecnologia também foram, certamente, fatores marcantes para fazerem de Minas esta potência na cadeia do leite”, afirmou a secretária.

O superintendente de Inovação Tecnológica da Sede, Pedro Emboava Vaz, destacou a importância de  incentivar e aumentar a eficiência dos pequenos produtores, das cooperativas e das empresas do leite. “É, mas é também extremamente relevante levar mais inovação para este setor”, ponderou o superintendente.

O professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão, presidente da Fapemig, disse acreditar que o Sistema InovaLácteos está alinhado à estratégia de desenvolvimento de uma plataforma tecnológica chamada Tecnologias da Cadeia Produtiva do Leite. “As plataformas tecnológicas buscam conectar conhecimentos e competências que o estado possui com o setor empresarial, gerando novos produtos e processos com impacto econômico essencial”, detalhou.

Por fim, o presidente da Agência de Inovação – Polo do Leite, José Luiz Bellini, enfatizou que o Sistema InovaLácteos visa reunir a competência de instituições instaladas em Minas Gerais com os empresários. “Com esse projeto, Minas, que é o maior produtor de lácteos, terá a condição de se transformar em um grande centro de inteligência e inovação para este setor”, pontuou o presidente do Polo do Leite.

Painel

Após a solenidade de lançamento, teve início um painel que reuniu para um debate os representantes de diversos segmentos da cadeia do leite, como a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Minas Gerais (SILEMG) e a Associação Mineira de Supermercados (Amis), além de uma representante dos institutos tecnológicos do estado e o fundador de uma startup.

A diretora executiva do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (Centev/UFV), professora Adriana Faria, salientou que os quatro parques tecnológicos - em Viçosa, Juiz de Fora, Lavras e Uberaba - que compõem os núcleos do Sistema InovaLácteos e suas universidades, juntos, possuem quase 50 mil alunos, cerca de 5 mil professores, e, ao longo da sua história, participaram da formação de quase 500 startups.

“Cerca de 75% das empresas de base tecnológica morrem em 5 anos, e esse é um padrão mundial. Isso confere aos negócios de base tecnológica um alto risco. Entretanto, segundo estudos da Fundação Dom Cabral, a taxa de sobrevivência dessas empresas de base tecnológica, quando ancoradas em incubadoras, parques tecnológicos e aceleradoras, é três vezes maior”, destacou a professora.

No entender do agrônomo Murilo Betterello, dono da startup IZagro, isso entretanto não deveria ser olhado pela ótica do fracasso, mas do aprendizado. “Participar de uma iniciativa como o Sistema InovaLácteos, por si só, é um ganho, uma vez que, mesmo que o negócio não prospere, o conhecimento gerado e o perfil empreendedor já foi incutido nos profissionais que ali se formaram”, ponderou.

O consultor da Amis, professor Gustavo Vanucci, demonstrou com números consistentes a importância do setor lácteos para os supermercados. A categoria representa cerca de 10% do faturamento do setor, com cerca de 78% desse faturamento proveniente de leite longa vida, queijos de todos os tipos, iogurtes, leites condensados e sorvetes.

Os lácteos contam com uma grande penetração nos lares mineiros. Hoje, 92% têm a presença de algum produto lácteo, com destaque para o leite longa vida (92%), leite condensado (90%), queijos de todos os tipos (89%), iogurte (75%) e sorvetes (52%)”, afirmou Vanucci, que lembrou ainda da importância de articulação entre os diversos elos das cadeias para melhor informarem ao consumidor sobre a história e o que está contido em cada produto.

Yago Silveira, da SILEMG, lembrou que Minas Gerais exporta mais de 50% do que produz em lácteos, o que aumenta a responsabilidade para se manter um padrão competitivo, com inovação. “A indústria está com capacidade ociosa e é necessário que o segmento da produção trabalhe sob o lema da produtividade, para que a cadeia como um todo se torne competitiva. Há novas oportunidades também com questões de sustentabilidade”, lembrou Silveira.

Já o vice-presidente da Abraleite, Roberto Jank, tratou do crônico problema de produtividade no setor, lembrando alguns desafios em áreas como regulação e relações contratuais com a indústria, entre outros problemas. “Vejo uma grande oportunidade de o Sistema InovaLácteos trabalhar não só as questões de inovação, mas uma oportunidade para que os diversos elos da cadeia possam trabalhar juntos, com base no que há de convergência de interesses, o que pode representar um resultado virtuoso”, disse Jank.

Próximos passos

Várias oportunidades foram citadas em diversas áreas e nos vários elos das cadeias, como qualidade, sustentabilidade, processos, sistemas de produção, desenvolvimento de novos produtos, logística e mais uma série de gargalos que existem e que podem representar novos negócios de base tecnológica.

Segundo o assessor técnico de assuntos estratégicos da SEAPA, José Eduardo Ferreira da Silva, estes pontos podem se tornar oportunidades para a geração de inovação.

“No mês de agosto nós vamos aprofundar estes debates com uma série de painéis, reunindo mais pessoas de cada um destes setores, dando início aos trabalhos para que possamos conhecer de perto as dores de cada um destes segmentos. A partir disso, faremos a seleção das startups que vão trabalhar durante o primeiro ano de pré-aceleração, sendo treinadas para o desenvolvimento de suas ideias, transformando-as em um produto para a cadeia”, complementa o assessor técnico da SEAPA.

O vídeo do lançamento do Sistema InovaLácteos está disponível no YouTube da SEAPA.

As informações são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG (Seapa), adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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