O que levou as duas empresas a apresentarem recursos à Câmara foi a decisão do desembargador César Ciampolini que validou a recompra de 50% da Itambé pela Cooperativa Central dos Produtores de Minas Gerais (CCPR) da Vigor e a posterior venda de 100% das ações da Itambé à Lactalis, definindo, no entanto, que a empresa francesa não poderá exercer os direitos de acionista até decisão da Câmara de Arbitragem Brasil-Canadá sobre a validade do negócio. A aquisição já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A Itambé tenta reverter a decisão de Ciampolini que impede a Lactalis de exercer os direitos de acionista e no dia 5 de fevereiro interpôs agravo interno na Câmara de Direito Empresarial solicitando que o desembargador reconsidere a decisão ou que a câmara a avalie.
A Vigor, por sua vez, entrou com agravo contra a decisão de Ciampolini de validar as operações de recompra pela CCPR e de venda da Itambé à Lactalis. Para a Vigor, controlada pela mexicana Lala, o negócio fere o acordo de acionistas que ela e CCPR tinham na Itambé.
As informações são do jornal Valor Econômico.