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Hub de inovação amplia sua atuação pela América Latina

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O centro de inovação AgTech Garage, localizado em Piracicaba (SP), o “Vale do Silício” brasileiro, vai, em 2021, expandir sua atuação, antes restrita ao Brasil, para a América Latina. José Augusto Tomé, CEO e cofundador do hub ao lado de Adriana Lúcia da Silva e Marcelo Pereira de Carvalho, conta que a nova fase culmina na terceira edição do Intensive Connection, programa que acelera soluções de startups para resolver problemas da agricultura identificados por grandes empresas.

Os parceiros do hub nessa seletiva são a alemã Bayer, a marroquina de fertilizantes OCP, o banco cooperativo Sicredi e a brasileira de papel e celulose Suzano, além da trading americana Bunge e da francesa Ceva, de saúde animal.

“Diferentemente de programas de aceleração, o nosso é equity free, e visa a potencializar oportunidades de negócios entre grandes companhias e startups, seja qual for o estágio das agtechs”, explica Tomé. A jornada intensiva dura seis meses. Nesse período, as startups recebem mentoria e têm abertura para realizar projetos-piloto com as empresas parceiras.

Na primeira e segunda edições, o Intensive Connection recebeu 180 inscrições e selecionou 15 startups. Até 9 de março, quando termina esta chamada, a expectativa é superar as 200 candidaturas e ter, no dia 16 de abril, 12 selecionadas. Em 2019, quando começou o programa, havia no Brasil 1.125 agtechs, segundo a Embrapa, 66% no Sudeste.

Para a escolha de suas pupilas, cada empresa mira um tema. Neste ano, eles incluem capacitação dos agricultores para adotarem novas tecnologias (Bayer); modelos comerciais escaláveis e disruptivos (Bunge); ferramentas para fidelização de clientes e soluções voltadas ao bem-estar animal (Ceva); democratização do acesso a fertilizantes (OCP); tecnologias para gestão financeira da propriedade (Sicredi) e para gerar valor na restauração florestal (Suzano).

André Koji Fukugauti, gerente de projeto em Inovação Aberta da Bayer, afirma que a parceria com o AgTech Garage é fundamental para a empresa filtrar novas iniciativas. “Imagine o quanto somos procurados. A curadoria do Garage nos traz eficiência”, diz. Nesta edição, a Bayer espera atrair não apenas agtechs, mas também RHtechs. Segundo Fukugauti, as tecnologias 4.0 são algo novo para muitos agricultores, o que causa demanda treinamento para tomadas de decisão mais assertivas. “Desde o operador até o gerente da fazenda, todos precisam ser treinados, e o mercado carece de uma capacitação customizada, que ajude a reter os novos talentos”, diz.

Veterana no Intensive Connection, a Bayer mantém vínculo até hoje com suas últimas selecionadas, ofertando seus serviços seja no marketplace Orbia ou associados à plataforma digital da empresa, Climate Field View. “Perfect Flight e Safe Trace desenvolveram juntas inclusive uma solução para garantir a aplicação sustentável de agrotóxicos, respeitando além do perímetro e da dose, a legislação ambiental e trabalhista”, conta Fukugauti. Enquanto Check Plant e Sensix estão com um piloto de digitalização de informações de fertilidade do solo, presença de pragas e ervas daninhas na lavoura.

Para as estreantes no programa, Ceva e Suzano, além da Bunge, a inovação aberta tem potencial de maximizar os efeitos positivos da transformação digital para o campo e a sociedade. “Com a digitalização do setor, os produtores querem tornar seus negócios mais sustentáveis e eficientes”, diz Giankleber Diniz, gerente da Ceva. Enquanto Yugo Matsuda, gerente de Meio Ambiente Florestal da Suzano, defende que o desenvolvimento de tecnologias de baixo custo para restauração florestal pode auxiliar também agricultores familiares no cumprimento do código florestal.

As informações são do Valor Econômico.

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