O torneio leiteiro da 64ª Festa do Boi, realizado em Parnamirim, Rio Grande Do Norte, passou a avaliar a qualidade e a composição do leite, além do volume produzido pelos animais. A mudança, implementada pela Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (Anorc), envolve 33 exemplares das raças Sindi, Guzerá e Sindolando. O objetivo é fornecer informações que auxiliem os produtores no melhoramento genético dos rebanhos, no manejo e no aumento da eficiência da atividade leiteira no RN.
Foto: Divulgação/Anorc
Entre os novos critérios estão os índices de gordura, proteína, caseína, sólidos totais e contagem de células somáticas, além da análise do nitrogênio ureico. As amostras são encaminhadas ao Laboratório de Qualidade do Leite (Laboleite), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo o zootecnista Luiz Fernando Trindade, a composição influencia diretamente o rendimento industrial: enquanto alguns produtores utilizam de 11 a 12 litros de leite para fabricar um quilo de queijo, outros conseguem produzir a mesma quantidade com aproximadamente 6,9 litros. “O principal objetivo do torneio leiteiro é mostrar a expressão genética dos animais. Quando observamos vacas produzindo cada vez mais a cada ano, temos um indicativo de que o melhoramento genético está evoluindo positivamente”, explica Trindade.
Para o presidente da Anorc, Orlando Procópio, a iniciativa pretende ampliar o intercâmbio de informações entre produtores, técnicos e associações, transformando os resultados da competição em referências para as propriedades rurais. A expectativa é que a análise conjunta de produtividade, composição nutricional e condições sanitárias contribua para melhorar o aproveitamento da matéria-prima e a rentabilidade da pecuária leiteira potiguar.
As informações são do Agora RN.
Vale a pena ler também:
Eficiência nutricional transforma leite em margem real
Da tecnologia ao "boi China": como a Fazenda São José virou a nº 1 em produção de leite