Dirigente denuncia prática de "rapel" nos supermercados gaúchos
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No depoimento, Feijó - que deixou a direção da Agas em 1999 - disse aos deputados que duas grandes redes multinacionais de supermercados instaladas no Estado costumam exigir benefícios dos fornecedores - como um percentual de produtos gratuitos para realização de promoções - para garantir a venda em seus estabelecimentos. Isso ocorreria, inclusive, com as indústrias de leite, o que, na avaliação de Feijó, contribuiria para o baixo preço pago aos produtores de leite.
"Esta prática incentiva a concorrência desleal entre grandes e pequenos fornecedores de leite, porque alija do mercado os fabricantes menores, que não têm poder para atender às exigências do varejo," disseram o presidente da CPI, deputado Vilson Covatti (PPB).
Feijó se comprometeu a apresentar aos parlamentares contratos de venda comprovando a prática de rapel. O relator da CPI, deputado Giovani Cherini (PDT), vai solicitar agora uma acareação entre Feijó e o atual presidente da Agas, João Carlos de Oliveira.
Em depoimento à comissão, o atual presidente disse desconhecer a prática de rapel. Amanhã, a CPI vai ouvir produtores de leite da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag).
Fonte: Zero Hora/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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