Conheça marcas com ações locais e que fazem a diferença em suas regiões

O leite do pernambucano é Camponesa. O do sul-mato-grossense, São Gabriel. O paraense faz compras no Y.Yamada. Já o paranaense escolhe o Condor. A TV do baiano é comprada na Insinuante. A do paulista, nas Lojas CEM. O gaúcho poupa no Banrisul. O goiano toma sorvete Creme Mel, enquanto o cearense viaja de Expresso Guanabara. Esses produtos, empresas e serviços não fazem parte do dia a dia da maior parte dos brasileiros, mas estão entre os líderes de vendas e de lembranças em algumas regiões do Brasil.

Publicado por: MilkPoint

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O leite do pernambucano é Camponesa. O do sul-mato-grossense, São Gabriel. O paraense faz compras no Y.Yamada. Já o paranaense escolhe o Condor. A TV do baiano é comprada na Insinuante. A do paulista, nas Lojas CEM. O gaúcho poupa no Banrisul. O goiano toma sorvete Creme Mel, enquanto o cearense viaja de Expresso Guanabara. Esses produtos, empresas e serviços não fazem parte do dia a dia da maior parte dos brasileiros, mas estão entre os líderes de vendas e de lembranças em algumas regiões do Brasil. 

A pesquisa Folha Top of Mind detectou, neste ano, empresas citadas principalmente em algumas regiões do país, sem terem reconhecimento nacional. Um desempenho que mostra a importância dessas marcas do ponto de vista empresarial, de geração de riqueza e de empregos. A atuação regional traz vantagens. Entre elas, preço mais competitivo, laços de identidade e até orgulho da população local, que reconhece empreendedores que "saíram do nada". Goiás tem bons exemplos, como o ex-motorista de ônibus que fundou a Creme Mel (terceira maior empresa de sorvete do país) ou a Cristal Alimentos, que nasceu do beneficiamento manual de arroz feito por Walterdan Madalena.

Essas empresas têm atraído grandes grupos nacionais e até multinacionais. Em vez de concorrentes, tornam-se parceiros. A americana Walmart, por exemplo, comprou Bompreço e Big. Na comunicação, as empresas garantem investimento na mídia local e falam a mesma língua de seu público consumidor.

Conheça 4 marcas de produtos lácteos (entre as 16 marcas regionais destacadas) que fazem a diferença em regiões do Brasil:

Camponesa alimenta Pernambuco

Na fábrica da Embaré, em Lagoa da Prata (MG), é processado 1,85 milhão de litros de leite por dia com a marca Camponesa, mas o alimento mineiro conquistou mesmo os nordestinos. "Pernambuco é o nosso principal mercado, com mais de 56% de participação no segmento de leite em pó", destaca Hamilton Antunes, presidente da Embaré, fabricante da marca. Nos anos 1940, a manteiga da marca já era mandada ao Nordeste porque não precisava de refrigeração.



Para falar com os consumidores nordestinos da Camponesa, a Embaré investe em ações de comunicação na região. "Fazemos muito rádio, que tem penetração grande no interior", explica Antunes. Outdoor e "busdoor" (propaganda em ônibus) também são mídias bastante usadas. TV, só para lançamentos de produtos.

Dobon aposta nos ritmos regionais

A Dobon investe em ações regionais: em Manaus (AM), os jingles de rádio usam os estilos de música consagrados no Festival de Parintins, já em Belém (PA), os anúncios são embalados pelo ritmo calipso. Tanta atenção se justifica pela participação de mercado de seu composto lácteo (feito à base de leite acrescido de vitaminas, ferro e proteína), principalmente nos Estados do Amazonas e do Pará. Para chamar atenção dos clientes, além do preço mais acessível, a marca realiza ações promocionais.



"O produto está ligado ao hábito dos nortistas, que chegam a tomá-lo duas vezes ao dia", diz Andrea Napolitano, diretora de marketing da Lactalis do Brasil, grupo que recentemente adquiriu a marca. A Dobon pertencia à Elebat Alimentos (das marcas Elegê e Batavo), divisão de lácteos da BRF, que vendeu o negócio por R$ 2,1 bilhões à francesa Lactalis, que controla também a Parmalat.

Sorvete Creme Mel nasceu em uma garagem de Goiás

A maior empresa de sorvetes do Centro-Oeste nasceu na garagem da casa de Antonio Benedito dos Santos, fundador da Creme Mel.



"Seu Toninho", como é conhecido, era motorista de ônibus nos anos 80, mas sonhava com o negócio próprio. Pediu demissão e com o dinheiro da rescisão comprou máquina de sorvete, freezer e quatro carrinhos de vender picolé, em 1987. "Comecei em casa, com minha mulher, usando liquidificador", diz Santos, que à época morava em Cidade Jardim, em Goiânia.

Os carrinhos viraram fábrica, em 1996, com aporte de R$ 1 milhão. Foi quando, procurando fornecedores de leite do gado jersey, que dá mais sabor e cremosidade ao sorvete, "seu Toninho" reencontrou o antigo patrão da empresa de ônibus que virara fazendeiro. Ele se tornou fornecedor e, depois, sócio.



Creme Mel distribui seus produtos hoje para 17 Estados e quer chegar a todo o país em 2017. A marca faz 250 mil picolés e 45 mil litros de sorvete por dia e fatura cerca de R$ 200 milhões por ano.

São Gabriel carrega seu DNA no nome

A única marca de leite tipo longa vida de Mato Grosso do Sul carrega suas origens no nome. Na cidade de São Gabriel do Oeste, o laticínio produz atualmente 200 mil litros de leite São Gabriel por dia, nas versões UHT integral, semidesnatado e desnatado.


"Mas existe um projeto de expansão da linha de produtos", afirma Berenice Bueno, diretora de marketing da Indústria Mercúrio, que tem a licença da marca. A executiva comenta que o leite São Gabriel é vendido somente em Mato Grosso do Sul e que a empresa não tem planos de ampliar a comercialização para outros Estados, por enquanto. A incerteza do cenário econômico do país fez a marca segurar seus investimentos. "Mas, mesmo assim, já existem também projetos prontos de modernização da fábrica e mudança nas embalagem", ressalta Berenice. A empresa está adotando uma nova identidade visual, desenvolvida em parceria com a Tetra Pak.

As informações são da Folha de São Paulo.
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