ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Caminhoneiros negociam novas tabelas de frete com 50% de ganhos

Mais próximas de um acordo com o governo, entidades de caminhoneiros estão propondo que a terceira tabela de frete mínimo para cargas rodoviárias traga ganhos de 50% em média em relação aos valores de frete praticados pelo mercado antes das greves, diz uma fonte diretamente ligada às negociações.

Dedicados em reuniões internas desde a última sexta-feira, lideranças dos caminhoneiros buscaram aparar possíveis divergências entre os sindicatos das categorias e estão fechando um consenso em torno do tabelamento. Mas a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das que estiveram à frente das negociações com o governo durante as paralisações, deve entregar até esta quarta-feira uma proposta individual, apurou o jornal Valor Econômico.

“Está se caminhando para um acordo com o governo que não é tudo o que os caminhoneiros queriam, nem tudo aquilo que tinha na primeira proposta, mas será um grande avanço em relação ao que existia antes da greve”, diz a fonte.

Os transportadores autônomos também vêm conseguindo convencer o governo de que, além de obrigatória, a tabela de preços precisa valer também para o frete de retorno – quando o motorista retorna de sua viagem. O chamado frete de retorno havia sido excluído da segunda versão da tabela, que a ANTT divulgou mas a considerou sem efeito horas depois na última quinta-feira.

No entanto, ainda não foi fechado um acordo formal entre caminhoneiros e governo. Ontem o ministro dos Transportes, Valtemir Casimiro, preferiu não dar qualquer previsão para a publicação de uma nova tabela. Casimiro foi muito criticado tanto pelos caminhoneiros quanto pelo setor empresarial por ter divulgado “às pressas” a segunda tabela.

Por outro lado, porém, o setor do agronegócio não está mais disposto a negociar valores de tabela e partiu para as vias judiciais. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade máxima de representação do segmento, entrou ontem com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tabelamento dos preços mínimos dos fretes rodoviários.

“Buscamos o diálogo e nos colocamos à disposição para o debate em busca de uma solução que não fosse o tabelamento obrigatório. Mas o produtor rural começou a ser muito afetado e está com dificuldades de escoar sua produção e sem transportar nada devido a esse impasse. Por isso, não nos restou alternativa”, disse o chefe da Assessoria Jurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz.

A Associação Brasileira das Indústrias de óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) também protocolaram ontem uma ação civil pública com pedido de liminar na  Justiça Federal de Brasília para suspender o tabelamento dos fretes rodoviários criado pela Medida Provisória 832. As entidades também solicitaram indenização às suas empresas associadas por prejuízos causados em razão das “inconstitucionais e ilegais” MP e a resolução da ANTT.

A estratégia das entidades do setor agropecuário é tentar suspender qualquer tabelamento de fretes antes que a ANTT publique uma terceira tabela.

As informações são do jornal Valor Econômico.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.