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Brasileiro vai gastar, mas não há euforia

Os consumidores brasileiros estão mais dispostos a gastar em 2019, mas a recuperação será tímida - o que já pode ser observado nos indicadores de varejo. Um estudo da consultoria Boston Consulting Group (BCG), que ouviu 2 mil brasileiros entre novembro e dezembro de 2018, mostrou uma melhora na disposição dos brasileiros para gastar.

Do total de entrevistados, 13% preveem elevar os gastos em 2019, ante 11% no ano anterior. Embora seja um percentual baixo, é a primeira vez que há crescimento desde 2010. "O índice de consumidores dispostos a gastar mais voltou ao nível de 2014", disse Daniel Azevedo, sócio do BCG no Brasil.

O percentual de brasileiros que planeja manter o mesmo nível de gastos de 2018 chegou a 15%, ante 12% no ano anterior. Também é a primeira vez que esse grupo cresce nas pesquisas do BCG. No entanto, aqueles que pretendem economizar em 2019 ainda representam ampla maioria: 72% do total, ante 76% no ano anterior. "Não há uma grande euforia, mas é importante a pesquisa ter atingido o ponto de inflexão, indicando retomada de crescimento nos próximos anos", afirmou Azevedo. De acordo com a pesquisa, 71% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar nos próximos seis meses.

O estudo mostra ainda que em 100 categorias de bens de consumo cresce o percentual de pessoas dispostas a aumentar as compras de produtos em volume e valor. Em alimentos e bebidas, as categorias com maior percentual de consumidores dispostos a gastar mais são alimentos frescos (42%), alimentos cultivados localmente (38%), orgânicos (37%), produtos naturais (39%) e café (35%). Na outra ponta, as categorias onde estão previstas redução de despesas são comida enlatada (56% do total), comida congelada (54%), bebidas gaseificadas (54%), confeitaria (53%) e restaurantes de fast-food (52%).

"Os consumidores estão mais interessados em produtos que consideram mais saudáveis", afirmou Azevedo.

Em outras categorias, itens de cuidados pessoais e eletrônicos lideram a lista de intenção de mais desembolso pelos consumidores, como produtos de higiene oral (33% do total), protetor solar (36%), itens para casa (34%), desodorante (32%), smartphone (33%), viagens e férias (32%). "Em geral, são produtos que os consumidores deixaram de adquirir ou reduziram o consumo nos anos de crise", observou Azevedo.

Também foram apontadas como áreas em que os entrevistados pretendem cortar gastos revistas (55% do total), joias (55%), bolsas (54%), decoração para casa (52%) e produtos de luxo (52%). Por enquanto, os indicadores do varejo mostram que a recuperação em 2019 começou lenta. Levantamento do Valor Data feito com 23 institutos de pesquisa, bancos e consultorias, apontam para janeiro um incremento de 0,3% nas vendas do varejo.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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