Parmigiano Reggiano e Grana Padano estão ampliando sua presença fora da Itália. No primeiro semestre de 2026, as exportações dos dois queijos cresceram 3,5% em volume e 8,2% em valor, alcançando 61.665 toneladas e €920,1 milhões. O preço médio exportado também subiu 4,5%, para €14,92 por quilo. Os dados do Istat, compilados pelo Clal, reúnem os dois produtos na mesma classificação aduaneira e, portanto, não permitem atribuir os percentuais individualmente a cada queijo.
O avanço ocorre em diferentes mercados. No caso do Grana Padano, a Espanha aumentou as compras em 14,4% no primeiro trimestre, enquanto Canadá e Polônia registraram altas de 20,4% e 18%, respectivamente. A Alemanha, principal destino externo, também voltou a crescer. Bélgica e Países Baixos avançaram 13% cada.
O movimento mostra uma expansão que não depende apenas dos mercados europeus tradicionalmente mais importantes. Para o Parmigiano Reggiano, os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado internacional. Entre janeiro e maio, as exportações para o país cresceram 2,5%, chegando a cerca de 7 mil toneladas.
O produto também mantém presença relevante em outros mercados europeus e em países onde os consumidores valorizam produtos de origem controlada e posicionados no segmento premium. O desempenho externo ganha ainda mais relevância diante do comportamento do mercado italiano. Entre janeiro e maio, as vendas de Parmigiano Reggiano na Itália caíram 10,4%, enquanto as vendas ao exterior cresceram 0,9%. No total, as vendas do queijo recuaram 4,7%.
Segundo o Consórcio do Parmigiano Reggiano, parte da comparação é influenciada pela normalização após saídas extraordinárias de produto registradas em 2024. A situação, porém, é diferente para o Grana Padano. No varejo italiano, suas vendas cresceram 14,4% nos primeiros cinco meses de 2026. Por isso, não se pode falar em uma queda generalizada do consumo doméstico dos dois grandes queijos italianos.
No exterior, o resultado é especialmente significativo porque o faturamento cresceu mais que o volume. As 3,5% toneladas adicionais exportadas geraram uma receita 8,2% maior, refletindo também a valorização média dos produtos. A combinação de novos mercados, maior demanda internacional e preços mais elevados ajuda a explicar por que os grandes queijos DOP italianos continuam encontrando espaço fora de seu país de origem.
O movimento reforça a internacionalização de dois dos mais conhecidos símbolos da gastronomia italiana, que seguem conquistando consumidores além das fronteiras e diversificando seus mercados em um cenário de mudanças no consumo.
As informações são da Comunità Italiana.
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