A Ordenhadeiras Sulinox mostrou crescimento de 15% no volume de vendas durante o primeiro trimestre do 2011, na comparação com igual período do ano passado. De acordo com o diretor geral Leandro Einsfeld, o incremento é resultado de uma série de fatores, tais como a reengenharia de alguns produtos da marca gaúcha, que reduziu o preço pago pelo produtor de leite. "A maior procura de grandes produtores pelos nossos equipamentos também foi decisiva, com destaque para os refrigeradores de leite e para os programas de gerenciamento de rebanho", relatou o dirigente durante a 4a Convenção de Vendas da empresa, realizada de 06 a 09 de abril, em Bento Gonçalves, com o tema "Resultado é sorte ou gestão?".
A convenção anual reuniu as 30 melhores revendas do Brasil - no total são mais de 463. "Além de debates e palestras direcionadas ao produtor de leite, fechamos negócios na ordem de R$ 2 milhões durante o evento", ressalta, acrescentando que no período a Sulinox oferece promoções e descontos especiais apenas para as 30 revendas convidadas. No ano passado, a movimentação havia somado R$ 1,2 milhão.
Convenção traz casos de sucesso em gestão de propriedades leiteiras
No dia 8, sexta-feira, foi realizado o ciclo de palestras sobre gestão no Hotel Dall'Onder, em Bento Gonçalves. Entre os palestrantes convidados estiveram o engenheiro agrônomo e diretor da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira, como assunto "Leite, o quê esperar em 2011?"; o produtor rural mineiro e proprietário do premiado Sítio do Cedro, Mário Porto, com o tema "Gestão e sustentabilidade na propriedade leiteira"; o gerente de pecuária leiteira no Kibutz Mesilot em Israel, Eduardo Mesnik, que abordou "Tecnologias aplicadas em grandes rebanhos"; e também o diretor de marketing e coordenador do portal BeefPoint, Miguel da Rocha Cavalcanti, falando sobre "Ferramentas da internet como ações de marketing e comunicação".
Maurício Palma iniciou trazendo as perspectivas do mercado em 2020, levando em conta o crescimento populacional mundial e a necessidade do aumento na produção de alimentos, como os laticínios. Segundo Palma, o Brasil, que hoje figura entre os dez maiores produtores de leite no mundo, pode avançar neste cenário caso invista em profissionalismo e tecnologia para aumentar a qualidade do leite: "O leite tem que ter sabor. Na minha opinião, o maior problema no campo ainda é a falta de profissionalismo e 2011 será um ano de amadurecimento do setor, com aumento dos preços do leite e também dos custos de produção. Os produtores precisam se profissionalizar, pois os clientes também estarão mais profissionalizados". Palma ressaltou também a importância da realização de uma análise completa da produção nas propriedades com técnicos especializados. "Se bem conduzido e com tecnologia, o leite é o negócio mais rentável de todos", enfatizou.
Mário Porto trouxe sua experiência de gestão e sustentabilidade no Sítio do Cedro, premiado como a primeira Fazenda Ouro do Brasil. Segundo ele, entre os fatores que o levaram a esta conquista estão a aplicação de técnicas industriais na rotina rural e o forte treinamento dos funcionários. "É importante fazer bem o trabalho já na primeira vez e assim evitar custos de retrabalho". Para ele, o investimento na busca da qualidade total faz com que clientes como Nestlé se aliem ao produtor, proporcionando ainda mais incentivos para seu desenvolvimento. "O produtor deve pensar no custo de oportunidade, em investir ao invés de ter estoques parados". Mário Porto apontou ainda mudanças no relacionamento entre clientes e empresas: "Vender está fora de moda. O importante é oferecer os benefícios do produto e ouvir o que o cliente precisa. A ordenhadeira é o vetor do relacionamento". Mario Porto atentou para os fatores que influenciam no desempenho de uma propriedade, como a identificação de variáveis externas e internas, a minimização de riscos e o aproveitamento de oportunidades para alocação de recursos disponíveis. "É preciso investir na resolução de problemas internos e de lideranças em todos os níveis. Os processos de ação devem ser bem definidos e manter os três conceitos-chave: conhecimento, habilidade e valores", orientou.
Eduardo Mesnik apresentou seus resultados positivos obtidos no Kibutz Mesilot, em Israel, do qual é integrante. Apoiado na cultura milenar israelense, Eduardo defendeu a importância do acompanhamento completo dos animais em todas as fases do processo que envolve a lactação das vacas, com o objetivo de potencializar a capacidade de cada animal. "A vaca israelense é a que mais dá leite no mundo. Lá se tem conhecimento profundo das necessidades do animal e do ambiente em que vivem. A estrutura da ordenhadeira ideal deve se equiparar a um hotel, onde tudo está em dia, como o banho, a visita do veterinário, a limpeza das dependências. Tudo isso soma qualidade de vida e do leite do animal". Tal estrutura é totalmente automatizada e utiliza o software AfiFarm como ferramenta de gerenciamento do rebanho, que através de relatórios facilita o trabalho do produtor na identificação de índices de fertilidade e possíveis problemas de saúde, entre muitos outros dados de controle. Para Eduardo, que conta com funcionários de diferentes nacionalidades, não basta dispor apenas de aparatos tecnológicos completos: é preciso também educar e acompanhar os funcionários para que executem o trabalho de forma correta. Por isto, é necessária uma boa comunicação.
Falando sobre a importância de ações de marketing através da internet, Miguel Cavalcanti encorajou os participantes a investirem na construção de uma imagem forte e acessível também na rede. "Uma boa forma de atrair interessados para o próprio negócio é ensinar mais sobre o negócio do próprio cliente", explicou.
Prêmio Top Team 2011
Ao final da convenção, foi entregue o Prêmio Top Team 2011. Em seu sexto ano de existência, o prêmio homenageou as 30 melhores revendas do Brasil, líderes em vendas, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, além da região Nordeste.
O grande vencedor nacional foi a Tiraleite, de Uberlândia (MG), seguida da Agrotambo, de Castro (PR). Lubriminas, de São Lourenço (MG), ficou em terceiro lugar. No Rio Grande do Sul, o primeiro e segundo lugares foram ocupados, respectivamente, por Deonelo Baseggio, de Anta Gorda, e por Giacomini, de Serafina Correa.

Crédito da foto: RogérioVernardi
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