O dia a dia de médias e grandes fazendas leiteiras é de grande complexidade no gerenciamento. O setor é caracterizado por gestão multifatorial. O produtor precisa dominar processos administrativos/econômicos, nutrição, saúde/bem-estar dos animais, técnicas agrícolas, reprodução, qualidade do leite e ainda analisar o mercado.
É unanimidade que em sistemas intensivos, a produção média por animal é preponderante para uma diluição mais eficiente dos custos fixos, e por consequência, para conseguir o melhor resultado econômico na atividade.
Ao buscar melhorar a média de produção individual dos animais, a tendência é voltar o foco para temas nutricionais, reprodutivos e de conforto. A saúde nos cascos tem sido um quesito fundamental para conseguir melhorar aspectos produtivos no curto e médio prazo e para aumentar o bem-estar e a longevidade dos animais.
Muitas fazendas negligenciam técnicas de prevenção nos problemas de cascos e acreditam que só tem problema de fato quando um número de animais mancando salta aos olhos. É comum, em algumas propriedades, haver um setor específico para animais com alguma dificuldade de locomoção. São “lotes de vacas mancando” que chegam até o índice de 10% das vacas em produção, e são retroalimentados por novos animais constantemente.
O que não se vê, é que animais com doenças ou lesões de casco subclínicas podem representar até 3 vezes mais o total de animais com limitações de locomoção. Vacas com lesões subclínicas podem não estar mancando ainda, mas sentem dor, caminham menos, ingerem menos alimentos e por consequência produzem menos.
Considerando uma fazenda de 100 vacas em produção, com 5% de vacas com algum grau de claudicação, estima-se que podem existir em torno de mais 15 animais com problemas subclínicos.
Estudo realizado na República Tcheca (Lenka Krpálková, Victor E. Cabrera e Ludmila Zavadilová - Czech Journal Of Animal Science) com 19.145 vacas em 11 grandes fazendas, teve objetivo de avaliar a associação entre a saúde dos cascos e o desempenho reprodutivo /produtivo, contagem de células somáticas e longevidade. O estudo identificou a influência das lesões e afecções de cascos nos mais diversos indicadores:
- Quando as doenças de casco foram detectadas no primeiro mês da primeira lactação, as vacas produziram em média 1,5 kg/dia a menos de leite e apresentaram 58.000 células/ml a mais na contagem de células somáticas.
- Na segunda lactação, a presença das moléstias podais no primeiro mês resultou em 2,6 kg/dia a menos de leite e 45.000 células/ml a mais na contagem somática.
- Ao considerar as duas lactações, vacas com problemas de casco produziram:
- 124 kg a menos na primeira lactação;
- 308 kg a menos na segunda lactação.
Na reprodução, o grupo com maior número de ocorrências de problemas de casco apresentou 4 ou mais inseminações para confirmar prenhes.
Quanto maior a frequência de doenças de casco por lactação, maior foi o impacto negativo na produção e na reprodução.
Em outro estudo no Reino Unido (L V Randall et al. Prev Vet Med. 2016), o objetivo foi de investigar os impactos das lesões que ocorreram na primeira lactação. O foco foi identificar a interferência na produção de leite e o risco de futuras de claudicações.
Foram 158 novilhas verificadas em grupos de 2 em 2 meses antes do parto e de até 4 meses após o parto. Lesões diversas foram pontuadas em uma escala de zero a 10, e na dermatite digital em uma escala de zero a 3.
Os fatores de estudo foram: risco de claudicação com base em pontuações semanais de locomoção, produção média diária de leite e risco de descarte do animal.
As pontuações de lesão no período de 2 a 4 meses pós-parto foram associadas a um risco aumentado de claudicação futura.
Novilhas com pontuações de lesão oriundas de dermatites com grau ≥ 3 comparadas com animais que pontuaram entre 0 e 1, tiveram risco de claudicação futura aumentada em 1,6.
Animais com pontuações de lesão de sola ≥ 4 comparadas com aquelas que estão próximas a 2, no mesmo período, tiveram um risco aumentado de claudicação futura em 2,6.
Lesões de sola superiores ao índice 4, foram associadas a uma redução na produção média diária de leite de 2,68 kg.
O manejo preventivo nos cascos no pós-parto, intensificou os benefícios a saúde, bem-estar e produtividade a longo prazo nesses animais.
Um animal com menos lesões tem maior resiliência biomecânica e, consequentemente, aumento da longevidade produtiva.
Fazendas com ações preventivas como casqueamento regular e uso frequente de pedilúvio com produtos tecnológicos, conseguem inverter a lógica de aumento nos problemas de casco para até quase zerar os índices de vacas mancando.
Um grande produtor na região de Castro no Paraná, iniciou o uso frequente do REINI HUFE em cada uma das saídas de suas ordenhas em pedilúvios portáteis.
Iniciou a utilização no início de 2025 quando passava por um surto de quase 30% de problemas clínicos em um universo de mais de 1.200 vacas em lactação. O protocolo indicado reduziu progressivamente a concentração das caldas nos pedilúvios e o índice de vacas com sintomas clínicos está hoje em 2% e continua em declínio. A média de produção diária, teve um incremento próximo a 10% no mesmo período, com poucas alterações nos outros processos como nutrição e manejo.
A produção total teve incremento de aproximadamente 115 mil litros por mês, a um preço de corte médio de 3 reais o litro, passamos de 345 mil reais a mais no faturamento mensal. O que não se mensura tão facilmente é o ganho na longevidade, reprodução, saúde e qualidade do leite desses animais. Ao final de dois anos, esses resultados serão ainda mais evidentes.
O uso frequente de pedilúvios com combinações tradicionais como Formol e Sulfato de Cobre, tem um efeito de melhora no curto prazo, mas rapidamente os animais voltam a apresentar piora considerável nos índices. Os dois produtos básicos isolados e não estabilizados, são muito agressivos aos cascos e susceptíveis a uma rápida contaminação da calda nos pedilúvios.
Após o impacto inicial, o uso dessas bases pode piorar a exposição das lesões ao ambiente altamente contaminado, intensificando os problemas que desejamos combater. Portanto, a inserção de um produto tecnológico visando a proteção dos cascos, não pode ter seu custo comparado a essa antiga prática, mas sim o custo/benefício medido em produção, bem-estar, saúde e qualidade.
O REINI HUFE representa uma nova geração de produtos para o cuidado e manejo dos cascos. Sua tecnologia avançada mantém a calda estável e ativa por mais tempo, garantindo desempenho consistente em diferentes condições de uso.
Enriquecido com aditivos de alta performance, REINI HUFE auxilia na preservação da integridade dos cascos e no conforto dos animais, propiciando um melhor desempenho produtivo e contribuindo para um manejo mais seguro, eficiente e sustentável.
Uma fórmula inteligente, desenvolvida pela Reinigend Tecnologia em Higienização, que traduz inovação, confiabilidade e compromisso com o bem-estar animal.
Para fazendas que tem dificuldade em mudar a estrutura e implantar o pedilúvio, temos a solução do Pedilúvio Portátil, fácil de instalar, seguro para os animais, durável e econômico. Com 100 a 120 litros de calda, desperdiça pouco e economiza em produto.
Quer saber mais? Entre em contato conosco clicando aqui.
Acesse nosso site e conheça nossas inovações.
Matheus Selmer de Aragão - Eng.Agrônomo Consultor Técnico – Reinigend Tecnologia em Higienização
Mazuel Lourenço Lavarda - Supervisor Técnico - Reinigend Tecnologia em Higienização
Geraldo Dick - Gerente Nacional Agro - Reinigend Tecnologia em Higienização