Pré e Pós-Dipping com Antissépticos Iodados
O iodo é o germicida mais comum contido nos produtos para tetos, muito ligados ao custo baixo. Saiba mais sobre o Pré e Pós-Dipping com Antissépticos Iodados.
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 6 minutos de leitura
A maioria dos antissépticos para imersão de tetos é recomendada para o pré e para o pós-dipping (imersão pré ou pós-ordenha).
O principal propósito do pré-dipping é ajudar a prevenir novos casos de mastite ambiental. As vacas entram na sala de ordenha trazendo bactérias ambientais na pele do teto, e o objetivo do pré-dipping é garantir a eliminação destas bactérias do teto antes que se rompa o tampão de queratina e o úbere fique exposto a uma possível invasão.
Por mais de duas décadas, os produtores de leite têm encontrado no pré-dipping uma opção benéfica e viável para a redução de novos casos de mastite ambiental. De fato, aproximadamente 85% dos produtores de leite têm adotado o pré-dipping como parte dos seus procedimentos padrões de ordenha. E, as pesquisas sobre pré-dipping sustentam esta tendência, nos mostrando que:
1) Há uma redução de cerca de 50% na incidência de novas infecções provocadas por estreptococos ambientais e coliformes;
2) Há redução de mastite clínica;
3) Pode haver uma redução na incidência de Staphylococcus aureus (que costuma formar colônias na pele do teto).
Contudo, todos os pesquisadores ressaltam que, para ser efetivo, o pré-dipping deve ser feito corretamente. Eles recomendam que o produtor de leite 1) escolha um produto para o pré-dipping comprovadamente efetivo; 2) aplique o produto somente em tetos razoavelmente limpos - os tetos excessivamente sujos talvez precisem ser lavados com uma solução apropriada para úberes antes do pré-dipping; 3) faça a imersão de cada teto (o ideal é 75-90% do teto) em um produto para pré-dipping para uma cobertura completa da superfície; e 4) permita que o produto fique no teto entre 15-30 segundos para obter uma ação germicida máxima, antes de tirar totalmente o produto do teto com papel toalha ou tecido limpo.
Já o objetivo do pós-dipping é prevenir a mastite contagiosa. As bactérias contagiosas vivem dentro do úbere ou na pele do teto e são transmitidas de vaca a vaca através das teteiras ou das mãos dos ordenhadores. O pós-dipping é aplicado imediatamente após a ordenha para eliminar as bactérias contagiosas antes que elas invadam o úbere. Não podemos esquecer que, depois da ordenha, o esfíncter permanece aberto e exposto por aproximadamente uma hora.
Contudo, é importante lembrar que se o equipamento de ordenha não estiver adequadamente dimensionado, ou se os procedimentos do ordenhador não forem apropriados, o leite pode fluir de volta do coletor para o teto. Precisamente neste momento pode ocorrer a invasão de bactérias (contaminação cruzada), e, neste caso, o antisséptico para tetos não oferecerá muita proteção.
O iodo como germicida
O iodo é o germicida mais comum contido nos produtos para tetos. Para que se tenha uma ideia, nos EUA, cerca de 70% dos produtores usa algum tipo de antisséptico para tetos a base de iodo. O motivo da escolha está principalmente relacionado ao custo. Comparando preços, eficácia germicida e capacidade de ação diante de elevados volumes matéria orgânica, o iodo permanece ainda como uma boa opção para a maioria dos produtores de leite, oferecendo uma melhor relação custo/benefício.
O que faz de um antisséptico, um Antisspéptico de Tetos tipo Barreira?
O termo "barreira" não está definido por nenhum tipo de lei nem lhe são atribuídos padrões estabelecidos por associações científicas. É um termo de mercado para se referir àqueles antissépticos de imersão que possuem uma suposta ação dupla - eles previnem casos de mastite ambiental e mastite contagiosa.
Os parâmetros que definem se um antisséptico é de barreira ou não, são estabelecidos individualmente por cada empresa. Para a GEA Farm Technologies, o termo barreira quer dizer que o antisséptico para tetos que, depois de seco, forma um filme protetor sobre a superfície do teto, não se relacionando simplesmente com a viscosidade. Os antissépticos de barreira podem ser usados o ano todo, contudo, são bastante indicados em regiões ou períodos em que o risco de mastite ambiental é elevado (períodos de chuvas, lama, umidade alta, etc.).
Visibilidade
Na medida em que os mercados se desenvolvem e que as fórmulas de antissépticos para tetos mostram-se cada vez mais eficazes no controle da mastite, os produtores começam a procurar benefícios adicionais para os antissépticos que empregam. Por saberem que os antissépticos não serão eficazes a menos que sejam propriamente aplicados, muitos produtores buscam por produtos que proporcionem uma boa visibilidade da aplicação. A ideia é que o ordenhador possa ver o produto cobrir 75-90% do teto (conforme recomendação), e que os supervisores possam verificar a cobertura também. Esta característica é apreciada nos antissépticos para tetos iodados.
Baixo Índice de Gotejamento
Atualmente os produtores de leite esperam que os antissépticos para imersão gotejem pouco. O motivo é que eles querem mais produto nos tetos e menos no chão. A maioria dos antissépticos de imersão ditos de baixo gotejamento gotejará em algum momento, dependendo em alguns casos das condições do tempo, mas eles o fazem menos do que os antissépticos tradicionais. Mais uma vez, o objetivo é ter o produto nos tetos da vaca e não no chão!
O produto designado "baixo gotejamento" não pode se assemelhar a uma massa sólida quando aplicados, pois são tão espessos que não conseguem penetrar nas fissuras da pele do teto ou no canal do teto. Esta característica é denominada "capilaridade." Assim, buscamos sempre o melhor equilíbrio entre o baixo gotejamento e capilaridade na formulação dos produtos.
A intensidade da ação germicida
A intensidade da ação germicida tornou-se recentemente outro tópico relevante na cadeia produtiva do leite. Este fato está mais relacionado à eficiência do que ao controle da mastite, assim como também está mais relacionado ao pré do que ao pós-dipping. A recomendação geral para o tempo de contato do produto no pré-dipping varia entre 15 e 30 segundos. Passado este período, o produto pode ser removido com o auxílio de uma toalha de papel descartável ou de tecido limpa. Contudo, com o aumento do tamanho dos rebanhos, tornou-se importante a relação de "vacas por hora" na ordenha. Por isso, os produtores procuram reduzir o tempo de contato no pré-dipping com um produto de ação germicida mais rápida. Isto permite antecipar a colocação do conjunto sem que seja afetada a capacidade de matar bactérias pelo antisséptico. Estes segundos economizados podem significar, por fim, uma grande economia de tempo para estes produtores. Contudo devemos nos atentar que, fisiologicamente, a vaca precisa de 60 a 90 segundos para que se consiga a máxima descida do leite.
Do laboratório para a sala de ordenha
Sempre que houver um aumento repentino na CCS ou mastite, o antisséptico para tetos é o primeiro suspeito, sendo colocado imediatamente na berlinda. A verdade é que a fórmula do produto não é o único aspecto responsável pelo controle da mastite. Os ordenhadores, os procedimentos de ordenha, as vacas e o seu ambiente, assim como o equipamento (se a manutenção é feita regularmente, seu funcionamento é adequado, etc.) são também fatores relevantes no controle da mastite. Não há fórmula, independente o quão eficazes foram os resultados dos seus testes de protocolo, que compense procedimentos e equipamentos inadequados ou as más condições ambientais. Todas as práticas de uma fazenda leiteira devem objetivar o controle da mastite e a qualidade do leite. Os especialistas sugerem que se faça um plano completo para o controle da mastite, onde a imersão dos tetos mantém-se como um aspecto importante, mas não como o único elemento do plano.
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SÃO VICENTE DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 05/10/2023
Obrigada

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO
EM 14/05/2021
SÃO FRANCISCO DE PAULA - RIO GRANDE DO SUL
EM 18/12/2019

SALVADOR - BAHIA
EM 11/04/2019
Estão de parabéns pelo artigo. Bastante esclarecedor, muito útil.
Gostaria de saber se vocês fornecem insumos para produção do leite. Estou abrindo uma loja de vendas de produtos para produção de leite com qualidade, com todo critério de higienização, etc. Mas estou encontrando dificuldade na compra de produtos como solução cmt para pré e pós dipping, papel toalha, potes para imersão de tetos , enfim tudo utilizado a produção de leite com qualidade. Caso tenham fornecedores de qualquer produto e tenham interesse em vender , peço contato através do celular (71) 9 9923-6549 ou através de e-mail: euciene mascarenhas@hotmail.com
Antecipadamente, agradeço.
Euciene Mascarenhas

SALVADOR - BAHIA
EM 11/04/2019
Gostaria de saber se a MILKPOINT trabalha com vendas de insumos para ordenha?
Estou abrindo uma loja de produtos utilizados em ordenhas mecânica e manual, e preciso de fornecedores de papel toalha interface, potes pré e pós dipping, solução cmt, produto de limpeza para a ordenhadeira, enfim, tudo que o produtor precisa para produzir um leite de qualidade.
Deixo meu telefone para contato (71) 9 9923-6549 email: euciene mascarenhas@hotmail.com
Antecipadamente, agradeço
Euciene Mascarenhas