Hoje em dia nas diversas atividades pecuárias, fica difícil pensar em lucratividade sem pensar em cercas elétricas. Tal fato é facilmente justificado pela grande diferença de custo de implantação em comparação à cerca convencional, ficando de 70 a 80 % mais baixo. E o resultado prático disso é o melhor aproveitamento da área, pois com maior número de divisões nas pastagens, respeita-se o ciclo de vida do capim, manejando-o da forma mais correta possível. Outra grande vantagem é a facilidade de construção da cerca elétrica, que, por possuir menos arame e mourões (mais espaçados), torna sua confecção mais ágil.
Apesar de serem utilizadas há mais de trinta anos no Brasil, as cercas elétricas ainda não emplacaram totalmente. Muitos supostos motivos são atribuídos a isso, sendo que o desconhecimento da tecnologia atrapalha a sua difusão. Outro ponto relevante é a baixa qualidade dos materiais para construir tais cercas, ou seja, o que deveria ser uma alternativa de redução de custos passa a ser um inconveniente dentro das fazendas, pois a baixa qualidade das peças e uma má construção resultam num choque ruim, o que não segura os animais. Conseqüentemente o reparo das cercas torna-se um imbróglio nas propriedades.
Hoje o primeiro passo a ser tomado antes da construção de uma cerca é o planejamento e o controle de custos para ver se existe viabilidade de implantação. A partir daí, com a decisão tomada, parte-se para a compra de materiais que devem ser de ótima qualidade. Uma coisa que devemos ter em mente é que, tanto uma cerca convencional quanto uma elétrica, ambas feitas com eucalipto tratado, devem ter uma vida útil de 9 anos, portanto, o investimento na montagem deve ser bem feito para que ela dure esse período, pois fazê-la com peças de baixa qualidade significa re-trabalho, ou seja, com a vida útil da cerca reduzida, o produtor tem que refazer o investimento ou reformar a cerca num período mais curto.
Além de a montagem ter que seguir um padrão rigoroso de qualidade, é preciso também ficar muito atento ao aterramento.
O aterramento é responsável por receber o choque que vem pela terra, por isso, ele deve ser capaz de capturar a maior quantidade possível de elétrons, o que resulta num choque maior. A cerca elétrica não deve de forma nenhuma ter capim encostando-se ao arame, pois tal fato descarrega a energia para terra diminuindo o choque que o animal receberá além de sobrecarregar o aterramento.
Por ser o coração do sistema, o eletrificador deve ser muito bem escolhido, atendendo a alguns requisitos. O primeiro deles é obedecer a normas de segurança para garantir a vida das pessoas e animais que eventualmente tocam na cerca. Além disso, ele deve atender às expectativas prometidas pelo fabricante, sendo capaz de eletrificar a quantidade de fio proposto.
A cerca elétrica é uma das mais rentáveis tecnologias já desenvolvidas até o momento, mas como qualquer investimento, exige respeito com os detalhes de sua construção. A conseqüência desse cuidado é a obtenção de um choque eficiente, acima de 3.000 Volts, capaz de conter os animais.
A eficiência do sistema garante tranqüilidade para o produtor.
Fonte: Assesoria de Imprensa da DeLaval
O uso de cercas elétricas no Brasil
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