Novartis responde: Podemos fazer o tratamento de prevenção, com antibióticos, em novilhas de primeira cria ou existe algum tipo de prevenção sem antibióticos para essas novilhas?

Publicado por: MilkPoint

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Um usuário do MilkPoint entrou em contato com a Novartis com o seguinte questionamento: "Gostaria de saber se podemos fazer o tratamento de prevenção, com antibióticos, em novilhas de primeira cria ou se existe algum tipo de prevenção sem antibióticos para essas novilhas."

Confira a explicação de Octaviano Alves Pereira Neto, Médico Veterinário, Mestre em Produção Animal e Gerente Técnico da Linha de Bovinos - Novartis Saúde Animal

"O tratamento antibiótico preventivo em novilhas seria uma possibilidade em situações de alto risco de contaminação, quando há problemas estruturais graves no sistema de produção.

Neste caso, o recomendável poderia ser um tratamento parenteral, utilizando um antibiótico que tenha eficiência comprovada contra as bactérias mais frequentes nos casos de mastites do restante do rebanho. Este tratamento poderia ser feito no pré-parto, como uma medida de eliminar alguma eventual contaminação latente da glândula mamária.

Não esqueça de respeitar o período de carência determinado na bula, antes de enviar o leite para a indústria ou beneficiamento.

Uma medida mais racional, seria organizar o sistema de ordenha para que estas fêmeas, geralmente não portadoras da enfermidade, sejam ordenhadas antes do restante das vacas de mais lactações, as quais tem maior probabilidade estar doentes e disseminando a doença.

Dessa forma, você evita contaminar as teteiras com leite contendo bactérias, as quais poderão infectar o úbere das novilhas.

Outras medidas muito importantes são a adoção de pré e pós dipping, visando desinfectar a pele do teto e fechar o esfíncter do teto (orifício pelo qual o leite sai da glândula mamária) após a ordenha, evitando a entrada de microrganismos no úbere.

Não esqueça do rígido cuidado na desinfecção da ordenhadeira após seu uso e manter um controle de vetores, tais como as moscas domésticas, importantes transmissoras da mastite entre vacas doentes e sãs.

Como sugestão lhe recomendo o texto de minha colega Margareth Dellatorre, sobre controle de moscas domésticas. Clique aqui para acessa-lo.

Você verá a diferença no status sanitário de seu rebanho ao adotar programas de manejo e controle de vetores de doenças, bem como, adotando medidas de tratamento voltadas a devolver a saúde e a produção dos animais.

Um abraço e bom trabalho.

Octaviano Alves Pereira Neto"




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