Impactos do estresse calórico em rebanhos leiteiros

O estresse térmico em vacas leiteiras é um dos principais fatores que influenciam em sua produção e reprodução, independente da raça. No Brasil, com exceção da Região Sul, onde temos um inverno bem definido com baixas temperaturas por pelo menos 20 semanas, a existência de uma condição climática adequada é fundamental para que se garanta a lucratividade do negócio.

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O estresse térmico em vacas leiteiras é um dos principais fatores que influenciam em sua produção e reprodução, independente da raça. No Brasil, com exceção da Região Sul, onde temos um inverno bem definido com baixas temperaturas por pelo menos 20 semanas, a existência de uma condição climática adequada é fundamental para que se garanta a lucratividade do negócio.

E para se adequar o ambiente do FreeStall de forma a proporcionar o alcance de índices satisfatórios, faz-se necessário a utilização de técnicas e equipamentos que permitam interferir na manutenção da temperatura corporal dos animais, fazendo com que se mantenha o metabolismo baixo e por consequência gaste-se menos energia na produção de leite.

Uma das soluções mais eficientes neste contexto é o uso do sistema de aspersão conjugado ao de ventilação. Dados mostram que ambientes equipados com essas soluções promovem grande eficiência na troca calórica do rebanho.

Taxa respiratória dos animais x ciclos de aspersão e ventilação diferenciados

Figura 1

A tabela mostra que animais mantidos em condições de estresse térmico apresentam taxa respiratória elevada, devido a baixa capacidade de perda de temperatura por transpiração. Já quando existe a possibilidade de utilização de equipamentos de climatização consegue-se um resultado eficiente na redução da frequência respiratória, provando que se faz necessário o uso correto dessas soluções para que o animal tenha plena condições de produção e reprodução.

Temperatura corporal

Figura 2

(0) - sem aspersores e sem ventiladores
(0 + F) - sem aspersores com ventiladores
(5) - ciclo de 5 minutos aspersão (1 aspergindo - 4 sem aspersão)
(5+F) - ciclo de 5 min (1 asp - 4 sem asp) + ventiladores
(10) - ciclo aspersão 10 min (1 asp + 9 sem asp)
(10+F) - ciclo de 10 min (1 asp + 9 sem asp) + ventiladores
(15) - ciclo de 15 min ( 1 asp + 14 min sem asp) - (15)
(15+F) - ciclo de 15 min ( 1 asp + 14 min sem asp) + ventiladores - (15 + F)

Para que seja alcance um bom resultado é preciso levar em consideração alguns fatores:

- capacidade técnica do controlador do sistema de aspersão em se adequar a diferentes condições climáticas,
- volume de ar movimentado / hora
- consumo de energia,
- investimento e
- custo de manutenção de operação.

A GEA Farm Technologies possui especialistas em Conforto Animal que poderão auxiliar o produtor a dimensionar o projeto adequado as suas necessidades, além de uma linha completa de equipamentos que atendem todos os tamanhos de rebanho.

Figura 3


Figura 4

Figura 5

:"Dados extraidos de pesquisa realizada pela equipe Dr John F. Smith, M.J. Brouk, e J.P. Harner, III Kansas State University"

Texto preparado por - Alexande Toloi - Zootecnista, Gerente da GEA Farm Technologies, da área de Conforto Animal e Tratamento de Dejetos.
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