Gustavo Silva fala sobre os critérios para escolha de uma forrageira!

Confira a entrevista feita com Gustavo Silva, gerente de marketing Convert HD 364, sobre os critérios que devem ser considerados para escolha de uma forrageira!

Publicado por: MilkPoint

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Gustavo Nunes Silva 
Gerente de Marketing Convert HD 364





Quais critérios o produtor deve considerar para escolha de uma forrageira?

R: Esse é um item de muita importância no processo da reforma da pastagem e que, muitas vezes, o produtor acaba falhando ao escolher uma espécie forrageira que pode não ser a melhor opção para o uso, independente se estamos falando do segmento de corte ou leite.

Os principais critérios que o produtor precisa atentar são:

- As características botânicas e agronômicas da planta forrageira, exemplo, hábito de crescimento, altura/porte, produção de matéria seca por área, comportamento do ciclo vegetativo/reprodutivo, propagação, etc;

- Clima característico da região aonde a propriedade se encontra, pois como sabemos, a maioria das espécies forrageiras são adaptadas ao clima Tropical, podendo sofrer com geadas e quedas de temperatura no inverno. Importante também com relação ao clima, entender como é a distribuição das chuvas e da temperatura ao longo do ano, os quais terá influência direta na produção e oferta de matéria seca, caso a forrageira não esteja adaptada para suportar estresses hídricos aliado à altas temperaturas por exemplo;

- Tipo do solo da propriedade. A maioria dos solos aonde está inserida a atividade pecuária, são solos com característica de baixa fertilidade e as espécies forrageiras mais recentes e comerciais, apresentam exigência média a alta para fertilidade, necessitando o produtor, lançar mão de uma análise do solo previamente para “conhecer” o estado em que se encontra o solo da área a ser implantada assim como as necessidades de correção com o uso de calcário e fertilizantes. Os solos também poderão refletir em desempenho desfavorável da planta forrageira caso tenha alguma barreira física no mesmo, exemplo, solos rasos, mal drenados, podendo levar a morte da planta;

- Outro fator importante, é saber como é o comportamento da planta forrageira em relação as doenças e pragas, onde é interessante optar por espécies que apresentam tolerância as mesmas. Ex. tolerância ao ataque de cigarrinhas das pastagens;

- Outros fatores se juntam nos demais acima, mas gostaria de dar um maior destaque para o manejo . O produtor precisa conhecer a melhor forma de manejar a forrageira que está escolhendo para a área, pois esse é um dos maiores erros que temos observado no campo, aonde as pastagens estão se degradando na grande maioria dos casos, por erro de manejo. Portanto, na literatura hoje, é possível conhecer a forma correta de manejar cada espécie visando o melhor retorno da área implantada.

Quais são as principais características de Convert* HD364? Em números, quanto isso pode representar ao produtor, em termos de maior produtividade de leite em relação à uma braquiária comum?

R: O ConvertHD364 é um híbrido de brachiaria originado do cruzamento de 03 espécies comerciais (Brachiaria ruziziensis x Brachiaria decumbens x Brachiaria brizantha) e dentro do cruzamento, ele possui em seu DNA características agronômicas relevantes das 03 cultivares, destaco, alta produção de matéria seca/ha, característica da B. Brizantha , alta digestibilidade, característica ligada a qualidade forrageira da B. Ruzizienses, e a agressividade da B. Decumbens para suportar intempéries relacionados a períodos secos, aonde o material apresenta um agressivo sistema radicular que proporciona um maior volume de raízes e a maiores profundidades.

Essas características acima proporcionam condição para que o híbrido apresente um desempenho a campo muito interessante. Temos trabalhos de pesquisa a campo com renomadas instituições de pesquisa e dados como de um experimento conduzido no Instituto de Zootecnia de Nova Odessa-SP, aonde conclui-se que o ConvertHD364 aumentou a produção por vaca em 01 litro de leite por dia.

Conforme descrevi na pergunta anterior, o correto manejo e uso da forrageira é fundamental para a obtenção dos melhores resultados com o ConvertHD364.

O Convert* HD364 se desenvolve melhor em qual tipo de solo?


R: Não recomendamos o plantio em solos mal drenados. O híbrido apresenta exigência média – alta para fertilidade de solo, se adaptando bem nos solos brasileiros e irá expressar seu potencial produtivo de acordo com a tecnologia empregada pelo produtor. Portanto, para manter a pastagem altamente produtiva e com maior longevidade, o produtor tem a necessidade “de encarar” a pastagem como uma cultura, aonde a atividade da pecuária de leite irá extrair do solo os nutrientes e minerais necessitando ser reposta para que não entre em estado de degradação.

Em relação as pragas e doenças, qual é a resistência do Convert* HD364?

R: O híbrido apresenta uma boa tolerância às Cigarrinhas das Pastagens, com exceção da espécie Mahanarva sp., o qual não temos dados e trata-se de uma praga nova nas pastagens tropicais.

Tanto para pragas e doenças, recomendamos que o produtor adote como prática o monitoramento da área, de forma que possa atuar previamente com o auxílio de práticas como, uso de inseticidas, controle biológico e manejo da pastagem para corrigir problemas inerentes da área.

Quais são os principais passos que o produtor deve seguir para uma boa formação da pastagem?

R: Conforme descrevi anteriormente, primeiramente um bom planejamento prévio(escolha da espécie , compra dos insumos , preparo do solo , etc).

A compra da semente é um item que no custo da reforma, representa uma % pequena do total (entre 8-10% do custo) e o produtor precisa atentar para a qualidade da semente adquirida no mercado. Priorizar a compra de empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura que comercializam sementes com origem comprovada, etc.

Os demais passos, vão seguir do correto e bom preparo do solo, a correção da fertilidade e o plantio das sementes utilizando a correta taxa de semeadura para assegurar o fechamento da pastagem.

Nós temos para o ConvertHD364, um posicionamento de que é necessário o produtor ter de 10-20 plantas/m² como parâmetro da boa formação. Lembrando que desse total, normalmente, em torno de 80% dessas plantas não irão permanecer na área após o 1º pastejo (entrada de animais leves para um pastejo de desponte), e o que irá restar, é o que irá estabelecer o pasto. 

Um dos fatores que limita a produção animal é a escassez de forragem durante o período seco. Assim, é importante adotar algumas estratégias de manejo que possibilitam aumento da disponibilidade de forragem durante o período crítico a fim de permitir que durante a seca se tenha a mesma lotação animal do período chuvoso. Quais estratégias são recomendadas?

R: Recomendamos o correto manejo da forrageira, aonde o produtor, de acordo com o nível de tecnologia adotado (exemplo: aduba ou não a pastagem para manutenção?), irá proporcionar condição favorável para que a forrageira suporte o período seco e possa entrar no período chuvoso com oferta adequada de forragem para os animais. No nosso caso, recomendamos manter uma altura de pastejo de 30-35 cm e um resíduo que pode variar conforme o prático de uso do produtor (com ou sem adubação de manutenção), devendo manter um resíduo maior para o caso, por exemplo, de não utilizar adubação de manutenção na área.

Quer saber mais sobre manejo da pastagem? Entre em contato pelo box abaixo:
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