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Desmistificando a Teteira

Temos o desafio mensal de escrever no site textos sobre produção de leite e mais especificamente sobre teteiras, produto o qual a empresa é fabricante.

Sempre quando visitamos clientes ou em atendimentos, as ocorrências e dúvidas são sempre as mesmas, o artigo de hoje tem intuito de passar uma informação simples para identificação, montagem e duração das teteiras nos equipamentos e durante a ordenha.

Umas das grandes dúvidas é quanto ao material que é fabricado a teteira, hoje se fabrica teteira basicamente com duas matérias primas borracha e silicone. Esses componentes são bem diferentes quimicamente um do outro e a ordenha é igualmente distinta.

A borracha é o material mais convencional para fabricação da teteira. Na teteira precisamos ter boa elasticidade e memória devido sua aplicação resultar em um massageamento (abre/fecha) no teto realizando sempre a mesma tarefa. A maciez e poder dermatológico são qualidade imprescindíveis. A borracha sofre ação do tempo, detergentes de limpeza, água quente e os componentes do leite afetam as propriedades das teteiras de borracha.

Já o silicone é um material alternativo muito nobre utilizado para fabricação de teteiras, possuindo praticamente as mesmas qualidades químicas de borracha se diferenciando em alguns pontos. O silicone é mais resistente a ação do tempo, detergentes de limpeza, água quente e aos componentes do leite, em contrapartida mais frágil mecanicamente, sendo muito sensível a quedas durante a ordenha.

A borracha possui um massageamento mais consistente, entretanto com uma longevidade menor já o silicone possui um massageamento mais suave com uma longevidade maior. Quanto a longevidade nas teteiras fabricadas com borracha sua projeção de uso é para 2.500 ordenhas, já as fabricadas em silicone sua projeção de uso é para 5.000 ordenhas.

Sempre que optarmos por uma mudança no material da teteira (borracha/silicone) deveremos ter a consciência do ajuste e adaptação do rebanho em ordenha, por terem diferença na massagem, que irá interferir diretamente no o tempo de ordenha (por sessão). A utilização das rotinas de ordenhas consistentes auxiliam a fazer uma ordenha rápida, suave e gentil claro observando a regulagem e dimensionamento do equipamento de ordenha.

Outra dúvida é como identificar a teteira para o equipamento ou solicitada pelo produtor, como são vários modelos para os mais variados conceitos de ordenha além das diferentes marcas de equipamentos, a dúvida quanto aos seus desenhos e funcionalidades.

Sempre somos questionados sobre a diferença nos anéis e cabeça da teteira, vamos tentar explicar de forma bem prática.

São vários formatos que são indicados a variados tamanhos de tetos e tipo de úbere a ser ordenhado, já conversamos sobre essas características de tipos de teteiras em outro texto MilkPoint, há mais informações sobre tipos de teteira nesse texto → Tipos de Teteiras.

Também teremos outro fator importante na cabeça das teteiras, o diâmetro do orifício onde o teto será inserido. Temos diâmetros indo de 18 mm a 24 mm. Sendo o mais comum de 24 mm, mas devemos estar atentos nos ganhos genéticos e evolução do úbere quanto a posição, formato, disposição, tamanhos dos tetos e raça utilizada.

 

As imagens demonstram bem a diferença do orifício da teteira para o teto.

Importante, podemos estar enforcando o teto por estar com o orifício muito apertado podendo ocasionar até marcas no corpo do teto ou não conseguir acoplar a teteira ao teto.

Ao contrário, pois se for muito grande a entrada de ar em torno do teto pode prejudicar o vácuo podendo ocorrer o deslizamento da teteira do teto.

 

Outra dúvida recorrente são quantos aos anéis das teteiras e como utilizar corretamente.

Teteira 2 anéis:

Possui anel de encaixe menor que a de 1 anel.

Geralmente utiliza capa entre 140 a 155 mm

É muito utilizada em sistemas balde ao pé ou com transferidores.

 

Teteira 1 anel:

Possui anel de encaixe maior que a de 2 anéis.

Geralmente utiliza capa entre 140 a 155 mm

É utilizada em vários sistemas inclusive em sistemas canalizados.

 

 

Capa com diâmetro para teteira 2 anéis.

 

 

Capa com diâmetro para teteira 1 anel.

 

Sendo assim a capa das teteiras modelo 1 anel são diferentes das de 2 anéis não podendo ser adaptadas uma na outra, entretanto dois anéis muitas vezes possuem apenas detalhes de design diferente, porém com mesma aplicação e podendo ser adaptadas em capas para esse modelo.

E por último e não menos importante devemos atentar para o diâmetro de encaixe da teteira ao coletor, para que possamos instalar o modelo correto para que não ocorra problemas na teteira como rasgar pelo diâmetro muito pequeno ou cair do coletor devido ao diâmetro muito grande.

Na Inabor informamos o diâmetro do orifício de encaixe teteira (tubo curto do leite), ou seja, o diâmetro deixado para o leite fluir. Por exemplo uma teteira que informamos que o encaixe é de 8 mm o coletor para essa teteira deverá possuir o tubo de encaixe de 11 mm externo (niple do coletor). Com uma teteira de encaixe 10 mm deverá ter até 13 mm externo. Como nesse modelo 1 e 2 anéis a uma variedade grande de diâmetros que vão de 8 mm, 9,5 mm e 10 mm devemos estar atentos para não ocorrer transtornos durante a ordenha por instalar teteira de diâmetro errado ao coletor.

Diâmetro de encaixe da teteira errado pode ocasionar rompimento da teteira rasgando no encaixe, queda da teteira do coletor (fica escapando do coletor) o que gera muito contratempo e prejuízo na hora da ordenha.

Portanto para que a troca de teteira não vire um mistério é interessante possuir uma uniformidade no equipamento de ordenha, principalmente para quem possui mais de um conjunto de ordenha tentando preservar o mesmo modelo de coletor e teteiras em todos os postos de ordenhas, ter os modelos e descrições do equipamento em mãos e se possível levar um exemplar ao local de compra para verificar a semelhança, mas acredito que o fortalecimento da parceria com técnico de ordenha e empresas que atuam nesse ramo são de grande valia e segurança ao produtor na hora de realizar as trocas das teteiras.

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV-RS 8457

Consultor Técnico

Para saber mais, entre em contato pelo box abaixo.

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