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Coronavírus, e agora?

Como escrevemos no texto anterior o ano de 2020 iniciou bastante turbulento, com diversos acontecimentos, e agora o mundo recebe com apreensão um surto, uma doença causada pelo Coronavírus (CoV). O  surgimento da doença se deu na China, país do continente asiático, causando óbito em centenas de pessoas, entretanto, já há evidencias de casos suspeitos em mais de 10 países em diferentes continentes, segundo relatos.

No Brasil foram constatadas suspeitas do vírus, mas não confirmadas. São casos que apresentam sintomas e em alguns deles em pacientes que teriam retornado de viagem à China, fazendo com que o Brasil entre em nível 2 de alerta (perigo iminente do vírus chegar ao país).

O CoV de 2019 é um vírus da família RNA (ácido ribonucleico) e é chamado de Coronavírus (CoV) porque sua partícula exibe uma “coroa” característica de proteínas espigadas em torno de seu envelope lipídico. As infecções por Cov são comuns em animais e humanos. Algumas cepas de CoV são zoonóticas o que significa que podem ser transmitidas entre animais e humanos, mas muitas cepas não são zoonóticas.

Em humanos, o Cov pode causar doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória no Oriente Médio (causada pelo MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (causada pelo SARS-CoV). Sendo que nessas ocasiões investigações detalhadas demonstram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas para humanos e o MERS-CoV de camelos dromedários para humanos.

Os primeiros dados levantados sobre o 2019-nCoV revelam que a sequência genética é de um parente próximo CoV encontrados circulando em populações de morcegos Rhinolophus (morcego-ferradura). Há suspeita que o 2019-nCoV possa ter uma fonte animal, mas se faz necessário mais pesquisas para a confirmação desse fato. Mesmo que as evidências indiquem que a introdução inicial do 2019-nCoV em humanos possa ter vindo de uma fonte animal a rota predominante de transmissão subsequente parece ser de humano para humano.

As pesquisas em andamento são extremamente importantes para identificar a fonte animal (incluindo espécies) e estabelecer o papel potencial de um reservatório animal nessa doença.

Como precaução geral a luz das evidências disponíveis e da experiência passada as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) são:

· Praticar medidas gerais de higiene como: lavagem regular das mãos com sabão e água potável após tocar em animais e produtos de origem animal. Evitando tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

· O consumo de produtos de origem animal crua ou malcozida deve ser evitado. Carne crua, leite ou órgãos de animais devem ser manuseados com cuidado, para evitar a contaminação cruzada com alimentos não cozidos, conforme boas práticas de segurança alimentar.

· Até um melhor entendimento do 2019-nCoV pessoas em condições de saúde debilitadas ou suscetíveis são as que possuem maior risco com a doença. Especial atenção a esse grupo de pessoas em viagem, evitar de consumir carne crua ou malcozida.

·  Trabalhadores de matadouro, veterinários de inspeção de animais e de alimentos nos mercados, trabalhadores de mercado e aqueles que manipulam animais vivos e produto de origem animal devem praticar boa higiene pessoal, utilizar roupas protetoras, luvas, máscaras enquanto manipulam profissionalmente animais e produtos de animais frescos. Os equipamentos e estações de trabalho devem ser desinfetados com frequência. As roupas devem ser removidas após o trabalho e lavadas diariamente.

Entretanto não se sabe se o 2019-nCoV tem algum impacto na saúde dos animais e nenhum evento específico foi relatado em nenhuma espécie. Como recomendação geral os animais doentes nunca devem ser abatidos para consumo, os animais mortos devem ser enterrados ou destruídos com segurança e o contato com seus fluidos corporais sem roupas de proteção deve ser evitado.

Os veterinários devem manter um alto nível de vigilância e relatar imediatamente qualquer evento incomum detectado em qualquer espécie animal presente as autoridades veterinárias

No Brasil ainda não há ocorrência, apenas casos suspeitos, entretanto como já alertamos, estamos em nível 2 de atenção sendo assim, prevenir e manter como hábito os devidos cuidados e precauções, auxilia na prevenção contra o vírus.

Fontes:

OMS- Organização mundial da saúde

OIE – Organização mundial da saúde animal

Imagem:

Google

                                                                                                              Lissandro Stefanello Mioso-CRMV/RS 8457

Médico Veterinário/Consultor Técnico Comercial

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