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Como manter a qualidade da alimentação das vacas de leite?

NOVIDADES DOS PARCEIROS

EM 24/05/2021

4 MIN DE LEITURA

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Na pecuária leiteira, a máxima produtividade do rebanho é determinada por diversos fatores, sendo o manejo alimentar um dos mais importantes. Exatamente por isso, o planejamento nutricional das vacas leiteiras representa uma das necessidades mais importantes para garantir o sucesso do negócio.

Prova disso é que na fazenda leiteira, aproximadamente 75% das diferenças na produção de leite entre os animais têm influência dos fatores ambientais, com a alimentação representando a maior parte disso.

Dessa forma, maximizar o consumo voluntário de alimentos e otimizar a conversão dos nutrientes são fatores de extrema importância e merecem total atenção. Para isso, vale conhecer os fatores que interferem na exigência nutricional de vacas de leite, assim como as dicas que tornam o planejamento nutricional da pecuária leiteira mais eficiente.

Exigência nutricional de vacas leiteiras: alguns fatores merecem atenção

Na pecuária, normalmente, o consumo dos animais é regulado principalmente por aspectos físicos e metabólicos do rúmen. Esses aspectos são influenciados por alguns fatores específicos, caso da dieta, do ambiente e características do próprio animal.

Dessa forma, para que o planejamento nutricional do rebanho seja mais assertivo e traga os resultados desejados, é fundamental entender qual é a exigência nutricional do animal ao longo do ano.

Essa exigência varia em função de alguns fatores, como:

  • Idade
  • Sexo
  • Raça (genética)
  • Estado fisiológico dos animais

Além disso, outros fatores de importância também merecem atenção no planejamento nutricional da pecuária leiteira. O primeiro fator a ser considerado durante a formulação da alimentação é a categoria animal para a qual esse alimento será destinado.

Vacas em lactação, por exemplo, apresentam maior exigência nutricional quando comparadas às vacas secas. Vale ressaltar que, nas primeiras semanas após o parto, as vacas não conseguem consumir alimentos em quantidades suficientes para sustentar a produção crescente de leite neste período.

Já o pico de consumo de alimentos só será atingido posteriormente, em torno de nove a dez semanas pós-parto. Por isso, é importante que recebam uma dieta que possa permitir a maior ingestão de nutrientes possível, evitando que percam muito peso e tenham sua vida reprodutiva comprometida.

Além disso, o nível de produção de leite também é um fator que deve ser considerado, para orientar a divisão do rebanho em lotes de baixa, média e alta produção.

Um bom alimento traz aumento da produção e da qualidade do leite

As opções disponíveis para formular uma ração são bastante variadas na pecuária. O que ocorre, porém, é que muitos alimentos podem conter toxinas fúngicas, quando armazenados incorretamente. E essas toxinas podem ser transferidas para o leite, o que exige um cuidado maior na pecuária leiteira.

Os produtores de leite devem também assegurar que o alimento oferecido ao rebanho não contenha resíduos químicos, toxinas ou outros contaminantes que coloquem em risco a saúde dos animais ou a segurança e qualidade do leite proveniente desses animais.

Para isso, a propriedade deve seguir cuidadosamente as instruções do rótulo de produtos químicos utilizados nos alimentos, nas pastagens e nas forragens cultivadas para alimentação do rebanho.

No caso de alimentos adquiridos de terceiros, a propriedade deve obter informações sobre tratamentos químicos realizados e se o alimento é adequado para alimentação do rebanho, assegurando a garantia de origem.

Cabe à propriedade leiteira ter muita atenção com outros pontos e realizar um monitoramento dos alimentos para verificar se há outros contaminantes visíveis, como material orgânico, metais, plásticos, cordas e outros itens indesejáveis.

Adote boas práticas contra a presença de micotoxinas nos alimentos

Como vimos, um grande inimigo de pecuaristas são as micotoxinas, que são favorecidas quando o alimento é armazenado, produzido ou oferecido em condições impróprias.

Por isso, além de formular uma boa ração de acordo com as exigências e necessidades dos animais, é essencial que boas práticas agrícolas sejam adotadas com o objetivo de reduzir o nível de contaminação.

Assim, hoje em dia há a possibilidade de controlar, ou ao menos reduzir o nível de contaminação, por meio da adoção das seguintes práticas:

  • Uso de agentes antifúngicos;
  • Adoção de medidas para maior controle sobre o armazenamento do grão, tais como o controle da temperatura e umidade no armazenamento;
  • Rejeitar o recebimento de alimentos mofados e fora do padrão. Estes nunca devem ser fornecidos para os animais leiteiros;
  • Checagem da temperatura interna dos silos de armazenagem de grãos;
  • Adote estratégias para garantir a rastreabilidade de todos os alimentos adquiridos pela propriedade.

Além dessas boas práticas outros cuidados extras são também importantes:

  • Cercar ou restringir o acesso a áreas onde os alimentos contaminados ou plantas tóxicas possam ser consumidos pelos animais;
  • Inspecionar alimentos para identificação de sinais de contaminação ou deterioração antes do fornecimento;
  • Os alimentos ofertados devem ser isentos de fontes proibidas (farinhas de carne e ossos, cama de frango etc.) para alimentação animal;

Por fim é importante verificar se a composição dos alimentos fornecidos aos animais está de acordo com a Instrução Normativa N° 8, de 25 de março de 2004.

Para saber mais sobre os fatores que afetam a qualidade da alimentação de vacas leiteiras, confira nosso e-book exclusivo sobre o tema!

 

Este é um conteúdo do Instituto BioSistêmico.

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